segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

São Paulo: de Povoado à Metrópole

Pateo do Collegio, em 1824, pintura de Jean Baptiste Debret
Em 25 de Janeiro de 2017, quando se comemorou o 463º aniversário da fundação da cidade de São Paulo, uma homenagem à José de Anchieta e Manoel de Nóbrega, que, ao construir uma pequena escola para catequização dos índios que habitavam a região, deram origem a um pequeno povoado em Piratininga que se transformou numa das maiores metrópoles do mundo. Piratininga virou São Paulo, o colégio é hoje uma metrópole.
Os padres jesuítas José de Anchieta e Manuel da Nóbrega subiram a Serra do Mar, nos idos de 1553, a fim de buscar um local seguro para se instalar e catequizar os índios. Ao atingir o planalto de Piratininga, encontraram o ponto ideal. Tinha ares frios e temperados como os de Espanha e uma terra “mui sadia, fresca e de boas águas”.
Os religiosos construíram um colégio numa pequena colina, próximo aos rios Tamanduateí e Anhangabaú, onde celebraram uma missa. Era o dia 25 de janeiro de 1554, data que marca o aniversário de São Paulo. Quase cinco séculos depois, o povoado de Piratininga se transformou numa cidade de 11 milhões de habitantes. Daqueles tempos, restam apenas as fundações da construção feita pelos padres e pelos índios no Pateo do Collegio.
Piratininga demorou 157 anos para se tornar uma cidade chamada São Paulo, decisão ratificada pelo rei de Portugal. Nessa época, São Paulo ainda era o ponto de partida das bandeiras, expedições que cortavam o interior do Brasil. Elas tinham como objetivo a busca de minerais preciosos e o aprisionamento de índios para trabalharem como escravos nas minas e lavouras.
Em 1815, a cidade se transformou em capital da Província de São Paulo, mas somente 12 anos depois ganharia sua primeira faculdade, de Direito, no Largo São Francisco. A partir de então, São Paulo se tornou um núcleo intelectual e político do país, mas apenas se tornaria um importante centro econômico com a expansão da cafeicultura no final do século 19.
Imigrantes chegaram dos quatro cantos do mundo para trabalhar nas lavouras e, mais tarde, no crescente parque industrial da cidade. Mais da metade dos habitantes da cidade, em meados da década de 1890, era formada por imigrantes.
A partir da década de 1940, São Paulo também ganhou importantes intervenções urbanísticas, principalmente no setor viário. A indústria se tornou o principal motor econômico da cidade, e a necessidade de mão de obra para essas duas frentes trouxe brasileiros de vários estados, principalmente do nordeste do país.
Hoje, a capital paulista é o centro financeiro da América Latina e ainda recebe de braços abertos brasileiros e estrangeiros, em um ambiente de tolerância e respeito à diversidade de credos, etnias, orientações sexuais e tribos.

Fonte:
Leandro Sampaio: SPTuris
Terceira Idade Conectada: Juarez de Alvarenga

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

A verdadeira Dieta Paleolítica


Arqueólogos e outros pesquisadores encontraram e estudaram restos de milhares de plantas comestíveis num local em Israel que data da Idade da Pedra, obtendo mais informações sobre o que alimentava nossos antepassados e sobre a evolução humana.
"Nossos resultados mudam as noções anteriores da dieta paleolítica e esclarecem as habilidades dos hominídeos para se adaptar a novos ambientes e explorar diferentes floras, facilitando a difusão da população, a sobrevivência e a colonização além da África".
O estudo diz que a informação sobre a dieta é a chave para compreender como aqueles povos sobreviveram durante sua migração e mudaram de uma dieta africana para uma da Eurásia. As 55 diferentes espécies de alimentos vegetais, embora alguns dos restos fossem muito pequenos, "foram preservadas por centenas de milhares de anos graças às condições de umidade do local", de acordo com a Universidade Hebraica. Nas camadas de sedimentos do local, os arqueólogos também encontraram ferramentas de pedra e fósseis de animais.
A descoberta do uso do fogo para preparar o alimento também é significativa, pois teria tornado algumas das plantas comestíveis - já que elas poderiam não ser comestíveis quando cruas - e, assim, ampliou a dieta.
Os resultados podem alterar as ideias dos cientistas sobre o que alguns de nossos antepassados comiam como parte de sua dieta "Paleolítica", que se voltou fortemente para a proteína, já que esqueletos de animais foram também encontrados em outros sítios arqueológicos.
fonte: Adaptado de newsweek.com

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Desidratado?

A água é um dos maiores bens naturais da Terra, e muitas vezes não ingerimos a quantidade diária necessária. Seja por falta de tempo, esquecimento ou até gosto, deixamos de tomar água e isso danifica nosso corpo continuamente.
Por isso, separamos alguns sinais que irão te dizer se você está em dia com a água, ou se precisa de mais um copo do líquido da vida.
- Sua boca está seca
- Seu pele está seca
- Você fica com sede excessivamente
- Seus olhos estão secos
- Você sente dores nas articulações
- Sua massa muscular diminuiu
- Fica doente frequentemente
- Se sente cansado
- Sente muita fome
- Tem problemas digestivos
- Você tem prisão de ventre
- Ir varias vezes ao banheiro
- Está envelhecendo prematuramente

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Pequeno histórico da aposentadoria no Brasil


Com princesa Isabel, aposentadoria exigia 60 anos de idade e 30 anos de trabalho
No mínimo, 60 anos de idade e 30 de serviço. Essas eram as regras para os carteiros se aposentarem no final do século 19, quando nascia a Previdência Social no Brasil. Começou pelos funcionários dos Correios, por determinação da princesa Isabel, em decreto de 26 de março de 1888.
Do salário mensal dos trabalhadores, era descontado o valor equivalente a um dia de trabalho e depositado no fundo de previdência e pensões. Já naquela época, o decreto alertava que o trabalhador não podia receber ao mesmo tempo aposentadoria e outro benefício. Era um ou outro.
Antes disso, o governo só pagava poucos benefícios aos dependentes de servidores públicos do Rio de Janeiro que haviam morrido.
Depois dos carteiros, a aposentadoria foi estendida a outras categorias: ferroviários, portuários, funcionários da Imprensa Nacional, por exemplo.
Problemas à vista
O sistema funcionou bem por pouco tempo. Cerca de 40 anos depois de seu início, já se falava na necessidade de reforma do sistema previdenciário para evitar seu colapso financeiro.
Em 1930, em meio a uma grande crise mundial, o presidente Getúlio Vargas suspendeu temporariamente o pagamento das aposentadorias e pensões para reorganizar as contas dos fundos de pensão. No decreto 19.554, de 31 de dezembro de 1930, Vargas justificativa a medida "em virtude do aumento da despesa que se vem verificando de algum tempo na concessão de aposentadorias".
Aos poucos, a economia do Brasil e do mundo prosperou e, em 1943, foi sancionada a Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), que estendeu a Previdência Social a todos os trabalhadores brasileiros.
Nas décadas seguintes, vieram outras mudanças importantes, como a criação do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), em 1966, reunindo todos os institutos de aposentadorias do país. Depois, ele seria transformado no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Naquele mesmo ano, foi instituído mais uma reserva financeira para o trabalhador: o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Metas para 2017


Metas de Ano Novo são extremamente difíceis de serem mantidas.
Em janeiro, cerca de uma em cada três pessoas resolve se aprimorar de alguma forma. Uma percentagem muito menor de pessoas realmente cumpre essas metas.
Enquanto cerca de 75% das pessoas mantêm suas metas pelo menos por uma semana, menos da metade (46%) ainda mantêm seus objetivos seis meses depois.
É difícil manter o entusiasmo meses depois das comemorações, mas não é impossível.
Este ano, escolha uma das seguintes metas significativas, e tente mantê-la.
Um brinde à sua saúde!


- Perder peso
- Ficar em contato com amigos e familiares
- Deixar de fumar
- Poupar dinheiro
- Cortar seu estresse
- Ser voluntário
- Voltar para a escola
- Reduzir o álcool
- Dormir mais
- Viajar

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Origem do Presépio


O espírito natalino aparece por todos os lados durante o mês de Dezembro. Arvores de Natal, papais noéis, e presépios espalham-se por toda a cidade e tornam-se pontos turísticos. Mas muitas vezes não se lembram dos significados, por trás destas tradições.
Com um significado religioso, a data celebra o nascimento de Jesus Cristo. Por isso algumas tradições de Natal possuem um fundo cristão ou um sentido perdido e adaptado com o tempo. O presépio, por exemplo, representa o momento do nascimento do menino Jesus e a chegada dos Reis Magos para entregar-lhe os presentes.
A tradição, com muita imaginação, situou esse lugar como sendo uma gruta ou estábulo com feno, animais, cochos. No meio de tudo isso, Maria, José, o menino e o burrinho que transportou a família de Nazaré para Belém.
A reconstituição dessa cena denominou-se Presépio.
Historicamente sua origem remonta a São Francisco de Assis. Corria o ano de 1223 e aproximava-se o Natal. Francisco que, não deixava dia e noite de meditar os inefáveis mistérios da vida, paixão e morte de Jesus Cristo, resolveu celebrar de maneira nova e original a festa do nascimento de Cristo.
Num dos bosques havia uma gruta semelhante à de Belém onde desejou representar a cena do Natal. Ver com os olhos do corpo a pobreza na qual Jesus Menino veio ao mundo. Tal como foi colocado numa manjedoura entre o boi e o asno.
Na noite de Natal, os sinos bimbalhavam festivamente e os habitantes, avisados da nova celebração, acorriam das aldeias, dos castelos, dos casarios mais distantes, pelos caminhos saibrosos, sob a cintilação das estrelas, pela noite gelada, mas límpida. Acorriam todos, levando oferendas como os pastores da Judéia, enquanto de outros lugares vinham os Frades em procissão com tochas acesas, entoando litanias, meio devotos, meio curiosos da grande novidade. As tochas ajudavam a iluminar a noite que era iluminada todos os dias e anos com sua brilhante estrela.
A gruta tornou-se uma nova Belém, com um novo tipo de evocação do nascimento de Jesus Cristo, honrando a simplicidade, louvando a pobreza e recomendando a humildade do divino Salvador. A noite ficou iluminada como o dia, e estava deliciosa para os homens e para os animais.
O povo foi chegando e se alegrou com o mistério, ressoava com as vozes ecoando nos morros. Os Frades cantavam, dando os devidos louvores ao Senhor, e a noite inteira se rejubilava.
Francisco fala depois ao povo ali presente sobre o nascimento de Jesus pobre. E na consagração adora a presença sacramental do Senhor, que realiza naquele momento o Natal. E, na comunhão, ele o recebe com uma devoção inusitada. Para Francisco, o Menino está realmente presente. Seus braços o apertam, seus olhos o vêem, seu coração se inunda de amor e gratidão.
E se, passados tantos séculos, o presépio continua sendo, depois da missa, a celebração mais digna do Natal, é porque um gênio de santidade o imaginou para, de modo bem plástico e didático, continuar fazendo os homens relembrarem o supremo gesto de amor do Filho de Deus.
O presépio foi organizado por São Francisco para visualizar, sensibilizar, facilitar a meditação da mensagem evangélica do conteúdo do mistério de Jesus Cristo, que nasce na pobreza, na simplicidade, para fazer o homem mais humano: Filho de Deus, irmão de todos os demais homens, harmonizado com o cosmos.
Cada figura do presépio tem seu conteúdo evangelizador:
José: o esposo, o companheiro, o pai, o homem que ama, trabalha, é responsável, o homem que respeita, que sustenta, que orienta, o homem de oração...
Maria: a esposa, a mãe, a companheira fiel, pura, digna, cumpridora da vontade de Deus, a mulher que educa, ora, medita em seu coração os mistérios da maternidade, é toda doação e dedicação...
Os pastores e os sábios: os simples e os sábios, os simples e os cultos, pessoas à escuta, que sabem ler os sinais dos tempos, saem de si para encontrar os outros, lêem no outro a presença de Deus...
Os animais, o feno, a gruta: a natureza toda a serviço do homem e de Deus, e quem acolhe o homem, acolhe a Deus...
A estrela: guia, luz, ideal, sentido...
Os anjos: mensageiros de Deus, comunicadores da Boa Notícia. 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Árvore de Natal e sua origem

Muito antes do advento do cristianismo, plantas e árvores que permaneciam verdes durante todo o ano tinham um significado especial para as pessoas, no inverno.
Em muitos países, acreditava-se que as árvores perenes mantinham afastados bruxas, fantasmas, espíritos malignos e doenças.
No hemisfério Norte, o dia mais curto e com a noite mais longa do ano cai em 21 de dezembro ou 22 de dezembro e é chamado de solstício de inverno.
Muitos povos antigos acreditavam que o sol era um deus e que o inverno vinha a cada ano porque o deus-sol tinha ficado doente e fraco. Eles celebravam o solstício, porque isso significava que, finalmente, o deus sol começaria a ficar bem. Os ramos perenes lembravam-lhes de todas as plantas verdes que iriam crescer novamente quando o deus-sol ficasse forte e o verão retornasse.
Os primeiros romanos marcavam o solstício com uma festa chamada Saturnália em homenagem a Saturno, o deus da agricultura. Para marcar a ocasião, eles decoravam suas casas e templos com ramos perenes.
No norte da Europa, os misteriosos druidas, sacerdotes dos antigos celtas, também decoravam seus templos com ramos perenes como um símbolo da vida eterna.
A Alemanha tem o crédito do início da tradição da árvore de Natal no século XVI, como a conhecemos, quando cristãos devotos trouxeram árvores decoradas para suas casas.
Em 1846, a rainha Victoria e o príncipe alemão Albert, apareceram nas notícias ilustradas de Londres com seus filhos em torno de uma árvore de Natal.
Na década de 1890, os ornamentos de Natal chegavam da Alemanha e a popularidade das árvores de Natal aumentava nos Estados Unidos.
Observou-se que os europeus usavam pequenas árvores de cerca de 1,20 metros de altura, enquanto os americanos gostavam de suas árvores de Natal do chão ao teto.
No início do século XX, os americanos decoravam suas árvores principalmente com ornamentos caseiros, enquanto os germano-americanos continuavam a usar maçãs, nozes e biscoitos de marzipã.
A eletricidade trouxe luzes para o Natal, tornando possível que as árvores de Natal ficassem iluminadas. As árvores de Natal começaram a aparecer nas praças das cidades.
Ter uma árvore de Natal em casa tornou-se uma tradição americana que se espalhou para todos os países.