sexta-feira, 12 de abril de 2019

Simone de Beauvoir


Simone de Beauvoir foi uma escritora francesa, filosofa existencialista, memorialista e feminista, considerada uma das maiores representantes do existencialismo na França. Manteve um longo e polêmico relacionamento amoroso com o filósofo Paul Sartre.

Simone Lucie Ernestine de Marie Bertrand de Beauvoir nasceu em Paris, França, no dia 9 de janeiro de 1908. Filha de um advogado e leitor compulsivo, desde a adolescência já pensava em ser escritora. Entre 1913 e 1925, estudou no Institute Adeline Désir, uma escola católica para meninas. Em 1925, Simone de Beauvoir ingressou no curso de matemática do Instituto Católico de Paris e no curso de literatura e línguas no Institute Saint-Marie.

Em seguida, Simone de Beauvoir estudou Filosofia na Universidade de Sorbonne, onde entrou em contato com outros jovens intelectuais como René Maheu e Jean-Paul Sartre, com quem manteve um longo e polêmico relacionamento. Em 1929 concluiu o curso de Filosofia.

Em 1931, com 23 anos, Simone de Beauvoir foi nomeada professora de Filosofia na Universidade de Marseille, onde permaneceu até 1932. Em seguida foi transferida para Ruen. Em 1936, retornou à Paris como professora de Filosofia do Lycée Molière.

Em 1943, Simone de Beauvoir publicou seu primeiro romance, “A Convidada”, onde abordou os dilemas existenciais de liberdade de uma mulher de trinta anos, que se vê com ciúme, raiva e frustrações com a chegada de uma jovem estudante que se hospeda em sua casa ameaçando desestruturar a vida de um casal. Entre 1943 e 1944, período da ocupação nazista, trabalhou na Rádio Vichy, como porta voz da propaganda Nacional Socialista.

Em 1949, Simone de Beauvoir publicou “O Segundo Sexo”, sua obra mais importante, que alcançou repercussão internacional e marcou toda uma geração interessada, como a autora, na abolição das questões ligadas à opressão feminina em busca da independência da mulher diante da sociedade.

Em “Os Mandarins” (1954), um romance-ensaio típico do movimento existencialista, Simone de Beauvoir descreve o ambiente na França entre 1944-1948 – as consequências da guerra, da ocupação alemã e da Resistência, a simultaneidade da corrução moral e da agitação intelectual. Um notável documento histórico que mereceu o “Goncourt” - Prêmio Literário Francês de 1954.

Em sua extensa obra estão romances, peças de teatro, ensaios filosóficos e autobiográficos como “Memórias de Uma Moça Bem Comportada” (1958) onde descreve a formação católica que lhe marcou os primeiros anos, “A Força da Idade” (1960), “A Força das Coisas” (1963), “Uma Morte Muito Suave” (1964), em que narra a morte de sua mãe com uma doença cruel.

Ligada aos movimentos sociais, Simone de Beauvoir realizou viagens para diversos países, entre eles, China (1955), Cuba e Brasil (1960) e União Soviética.  Em 1971, assumiu a direção do periódico “Os Tempos Modernos”, que fundou junto com Sartre, em 1945, uma revista política, literária e filosófica de extrema esquerda. Discípula fiel de Sartre vinculou suas ideias de forma accessível, contribuindo para uma maior divulgação do existencialismo – corrente filosófica que prega a liberdade individual do ser humano.

Na obra “Cerimônia do Adeus” (1981), Simone conta tudo sobre Sartre. O livro é um hipnótico relato da decadência de um homem superior, Jean-Paul Sartre. Com estilo de romance, o testemunho de Simone investe pelo declínio da mente poderosa e pela deterioração do corpo de seu companheiro. Após a morte de Sartre, Simone se entregou ao álcool e às anfetaminas.

Simone de Beauvoir faleceu em Paris, França, no dia 14 de abril de 1986.

Fonte: ebiografia.com

sexta-feira, 8 de março de 2019

Dia Internacional da Mulher


Muitas pessoas consideram o 8 de Março apenas uma data de homenagens às mulheres, mas, diferentemente de outros dias comemorativos, ela não foi criada pelo comércio - e tem raízes históricas mais profundas e sérias.

Oficializado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, o chamado Dia Internacional da Mulher,é comemorado desde o início do século 20.

Hoje, a data é cada vez mais lembrada como um dia para reivindicar igualdade de gênero e com protestos ao redor do mundo - aproximando-a de sua origem na luta de mulheres que trabalhavam em fábricas nos Estados Unidos e em alguns países da Europa.

Elas começaram uma campanha dentro do movimento socialista para exigir seus direitos.
Na época, as condições de trabalho delas eram ainda piores que as dos homens.

A origem da data escolhida para celebrar as mulheres tem algumas explicações históricas. No Brasil, é muito comum relacioná-la ao incêndio ocorrido em Nova York no dia 25 de março de 1911 na Triangle Shirtwaist Company, quando 146 trabalhadores morreram, sendo 125 mulheres e 21 homens (na maioria, judeus), que trouxe à tona as más condições enfrentadas por mulheres na Revolução Industrial.

No entanto, há registros anteriores a esse episódio que trazem referências à reivindicação de mulheres para que houvesse um momento dedicado às suas causas dentro do movimento de trabalhadores.

As origens dos Dia Internacional da Mulher

Se fosse possível fazer uma linha do tempo dos primeiros "dias das mulheres" que surgiram no mundo, ela começaria possivelmente com a grande passeata das mulheres em 26 de fevereiro de 1909, em Nova York.

Naquele dia, cerca de 15 mil mulheres marcharam nas ruas da cidade por melhores condições de trabalho - na época, as jornadas para elas poderiam chegar a 16h por dia, seis dias por semana e, não raro, incluíam também os domingos. Ali teria sido celebrado pela primeira vez o "Dia Nacional da Mulher" americano.

Enquanto isso, também crescia na Europa o movimento nas fábricas. Em agosto de 1910, a alemã Clara Zetkin propôs em reunião da Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas a criação de uma jornada de manifestações.

A proposta de Zetkin, segundo os registros que se tem hoje, era de uma jornada anual de manifestações das mulheres pela igualdade de direitos, sem exatamente determinar uma data. O primeiro dia oficial da mulher seria celebrado, então, em 19 de março de 1911.

Em 1917, houve um marco ainda mais forte daquele que viria a ser o 8 de Março. Naquele dia, um grupo de operárias saiu às ruas para se manifestar contra a fome e a Primeira Guerra Mundial, movimento que seria o pontapé inicial da Revolução Russa.

O protesto aconteceu em 23 de fevereiro pelo antigo calendário russo - 8 de março no calendário gregoriano, que os soviéticos adotariam em 1918 e é utilizado pela maioria dos países do mundo hoje.

Após a revolução bolchevique, a data foi oficializada entre os soviéticos como celebração da "mulher heroica e trabalhadora".

Data foi oficializada em 1975

O chamado Dia Internacional da Mulher só foi oficializado em 1975, ano que a ONU intitulou de Ano Internacional da Mulher para lembrar suas conquistas políticas e sociais.

No mundo inteiro, a data ainda é comemorada, mas ao longo do tempo ganhou um aspecto "comercial" em muitos lugares.

O dia 8 de março é considerado feriado nacional em vários países, como a própria Rússia, onde as vendas nas floriculturas se multiplicam nos dias que antecedem a data, já que homens costumam presentear as mulheres com flores na ocasião.

Na China, as mulheres chegam a ter metade do dia de folga no 8 de Março, conforme é recomendado pelo governo - mas nem todas as empresas seguem essa prática.

Já nos Estados Unidos, o mês de março é um mês histórico de marchas das mulheres.

No Brasil, a data também é marcada por protestos nas principais cidades do país, com reivindicações sobre igualdade salarial e protestos contra a criminalização do aborto e a violência contra a mulher.

Fonte: bbc.com

sexta-feira, 1 de março de 2019

Símbolos do Carnaval



Os símbolos do carnaval são imagens que simbolizam as principais características do carnaval. São muito utilizados em decorações carnavalescas, campanhas de marketing e outros eventos relacionados à divulgação desta importante festa popular brasileira.

Rei Momo
Na mitologia grega, Momo, que significa "reclamação", era uma das filhas da deusa Nix, a deusa da noite. Já na Espanha Rei Momo começou a participar do Carnaval na forma de um boneco que era queimado durante a festa, como forma de suavizar o simbolismo da morte de Jesus Cristo. No Brasil, o Rei Momo surgiu em 1933, quando Edgard Pilar Drumond, também conhecido como Plamenta, cronista carnavalesco, em companhia do jornalista Vasco Lima e outros representantes do Jornal "A Noite", criaram um boneco de papelão a que deram o nome de Rei Momo I e Único, esculpido pelo artista Hipólito Colombo. Em 1934, o jornal resolveu personificar o boneco, e foi decidido que o candidato deveria ser alegre, bonachão, falante e com cara de glutão. Foi então que surgiu o Rei Momo como é hoje.

Máscaras
O uso das máscaras, no Carnaval, tem origem na cidade de Veneza, na Itália, no Século XVII. Os nobres usavam máscaras enfeitadas para manter o anonimato e aproveitar o Carnaval no meio do povo. Esta tradição chegou ao Brasil trazida pelos portugueses. Hoje em dia, as máscaras são mais utilizadas em festas de Carnaval, em salões.

Samba
Derivado de ritmos africanos, o samba era a música mais popular no Brasil quando os blocos e cordões dominavam as ruas no Carnaval. Esses blocos passaram a cantar sambas ao lado das tradicionais marchinhas, dando origem às escolas de samba e seus sambas-enredos, na década de 20.

Confetes e serpentinas
Os confetes apareceram pela primeira vez no Carnaval da Itália, na forma de confeitos de açúcar. Em 1851, em Nice, na França, surgiram os buquês de flores e os grãos, como feijão e grão-de-bico, cobertos ou não de açúcar e gesso.
Apesar da delicadeza inicial, a brincadeira foi decaindo e, em meados de 1860, os foliões passaram a jogar laranjas, farinha, cinzas e outras coisas que aparecessem pela frente. Os confetes de açúcar foram utilizados também no Brasil nos primeiros bailes de máscaras, mas, com o tempo, foram substituídos por papel picado.
Em 1892, em Paris, surgiram os confetes de papel em formato redondo, como temos hoje. Em 1893, também em Paris, surgiu a serpentina, para fazer companhia ao confete.
Conta a lenda que as serpentinas surgiram dos rolos de fita azulada dos telégrafos da época. No final das transmissões, as tiras de papel enroladas não serviam para mais nada e acabavam sendo usadas como serpentinas pelas telegrafistas, que as lançavam umas sobre as outras.

Pierrô, Arlequim e Colombina
São personagens do estilo de teatro "Commedia dellArte", que surgiram na Itália no século XVI. O trio era um grupo de serviçais que normalmente trabalhavam para Pantaleão, conhecido mercador de Veneza. Pierrô - que, em italiano, se chamava Pedrolino, até que foi batizado de Pierrot pelos franceses - amava Colombina, que amava Arlequim. A história desses personagens se passa durante o Carnaval e, segundo conta a história, mesmo longe de seu amado, Colombina espera reencontrar Arlequim nos Carnavais. Do teatro de rua foram incorporados ao Carnaval de Veneza. No Brasil, Pierrô, Arlequim e Colombina apareceram no começo do século 20, em fantasias usadas nos bailes de Carnaval.

Fantasias
O uso de fantasias no Carnaval começou em Veneza, no século XV, quando ricos se fantasiavam e usavam máscaras, para se divertir junto ao povo, sem serem reconhecidos. No Brasil, o uso de fantasias data do início do século XX,quando elas ainda eram roupas simples, apenas adaptadas, tingidas e enfeitadas, bem diferente das fantasias usadas hoje em dia, pelos integrantes das escolas de samba.

Sombrinhas de Frevo
No final do século XIX, em Pernambuco, as bandas populares contavam com capoeiristas para se defender de bandas rivais. Como não era permitido o uso de armas, esses capoeiristas carregavam guarda-chuvas velhos. Com o tempo, esses guarda-chuvas foram ganhando enfeites coloridos, até chegar na sombrinha do frevo, conhecida atualmente.

Bonecos gigantes
Inspirado por histórias religiosas europeias, o artesão Gumercindo Pires de Carvalho, de Belém do São Francisco (PE), criou o boneco Zé Pereira em 1919 para atrair foliões para a festa de rua. Dez anos mais tarde, ele criou Vitalina, uma companheira para Zé Pereira. Em 1931, foliões de Olinda (PE) criaram o boneco O Homem da Meia-Noite, dando origem à tradição na cidade.

Pandeiro
O instrumento de percussão baseado em uma pele esticada em um aro é usado pela humanidade desde a Idade da Pedra. Em diversas regiões do mundo, ele ganhou características particulares. Chegou ao Brasil como instrumento de acompanhamento do coro, no final do século XIX. A partir daí, foi adotado pelos samba e pelo Carnaval.

Desfile de rua
Os desfiles derivam dos cordões e blocos de rua que se organizaram na forma de escolas de samba, no Rio de Janeiro, no começo do século XX.

Lança-perfume
No começo do século XIX, foliões atiravam pequenas bolas de cera uns nos outros. Essas bolas, chamadas limões de cheiro, eram recheadas com água perfumada. Alguns mais travessos trocavam o perfume por urina. No começo do século XX, os limões de cheiro foram substituídos por um desodorante em spray fabricado na Argentina. O "lança-perfume" era composto por solventes químicos à base de cloreto de etila e foi rapidamente incorporado aos festejos carnavalescos de todo o país. Porém, esses componentes químicos causavam efeitos no sistema nervoso e foram proibidos no Brasil. Atualmente, uma versão caseira chamada de "loló" é produzida ilegalmente para fins entorpecentes. Nas matinês de Carnaval, as crianças usavam tubos de plástico ou borracha com água, chamados seringas ou xiringas, simulando o formato do lança-perfume.

Marchinha
Marchinha de Carnaval é um gênero de música popular que esteve no Carnaval dos brasileiros dos anos 20 aos anos 60 do século XX. A primeira marcha foi a composição de 1899 de Chiquinha Gonzaga, intitulada Ó Abre Alas, feita para o cordão Carnavalesco Rosa de Ouro. Descende diretamente das marchas populares portuguesas.

Fonte:  uol


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Carnaval e sua história


O carnaval é um conjunto de festividades populares que ocorrem em diversos países e regiões católicas nos dias que antecedem o início da Quaresma. Embora centrado no disfarce, na música, na dança e em gestos, a folia apresenta características distintas nas cidades em que se popularizou.

Apesar de ter origem incerta, acredita-se que o carnaval tenha surgido ainda na Antiguidade, por volta do ano 520 a.C., na Grécia. Era uma festa realizada em torno do deus Dionísio em celebração à chegada da primavera e da fertilidade. Nos primeiros anos da era cristã, a comemoração tornou-se popular na Roma Antiga.

No Brasil, teve início, em torno do século XVII, quando os portugueses introduziram o entrudo, jogo típico da região de Açores e de Cabo Verde: era uma brincadeira em que as pessoas jogavam, uma nas outras, água, ovos e farinha.

Inspirados nos costumes da França, os primeiros bailes mascarados realizados no Brasil – de que se tem notícia até hoje – aconteceram no Rio de Janeiro, em 1835, no Café Neuville, localizado no largo do Paço, e no Hotel D´Italia, na então rua Espírito Santo, perto da Praça Tiradentes.  Nesses bailes, dançavam-se ritmos não brasileiros como a valsa e a polca.

As sociedades carnavalescas, formadas pelas elites, surgiram por volta de 1855, assim como os ranchos e os cordões, estes formados pelas camadas sociais mais populares. Os corsos tornaram-se muito populares no início do século XX: neles as pessoas desfilavam fantasiadas em carros decorados. A festa foi crescendo e, com a ajuda das marchinhas carnavalescas, tornando-se cada vez mais popular e animada.

Por volta da década de 1910, os corsos surgiram, com os carros conversíveis da elite carioca desfilando pela avenida Central, atual avenida Rio Branco. Tal prática durou até por volta da década de 1930.

Em São Paulo, em 1912, o corso , que até então acontecia no centro da capital, foi transferido para a Avenida Paulista, a primeira rua asfaltada da cidade. "Não será mais na praça da República, mas na avenida Paulista que se realizará o corso e batalha de flores do carnaval deste ano", noticiou o Estado.

As famílias desfilavam nos carros enfeitados. O motorista e o chefe da família iam nos bancos da frente e a mãe no banco de trás, sentada entre as filhas solteiras. Era uma fila de alegria dentro dos automóveis. Nas primeiras décadas, só os mais ricos tinham carros, mas pelos anúncios do jornal nota-se que muitos foliões menos abastados alugavam os carros (preferencialmente os conversíveis) para participarem do cortejo carnavalesco.

Depois da Paulista, o corso se espalhou também para os bairros. Para alguns historiadores o fim do corso começou na década de 1930, quando os carros passaram a ter capota fixa. Para outros, entretanto, o costume perdeu a graça quando se popularizou demais, quando a classe média invadiu o corso com caminhões e caminhonetes, espantando as elites e fazendo a moda cair.

As marchinhas de carnaval surgiram também no século XIX, e o nome originário mais conhecido é o de Chiquinha Gonzaga, bem como sua música O Abre-alas. O samba somente surgiria por volta da década de 1910, com a música Pelo Telefone, de Donga e Mauro de Almeida, tornando-se ao longo do tempo o legítimo representante musical do carnaval.

Ao longo do século XX, o carnaval popularizou-se ainda mais no Brasil e conheceu uma diversidade de formas de realização, tanto entre a classe dominante como entre as classes populares.

Entre as classes populares, surgiram as escolas de samba na década de 1920. As primeiras escolas teriam sido a Deixa Falar, que daria origem à escola Estácio de Sá, e a Vai como Pode, futura Portela.

As escolas de samba e o carnaval passaram a se tornar uma importante atividade comercial a partir da década de 1960.

O carnaval, além de ser uma tradição cultural brasileira, passou a ser um lucrativo negócio do ramo turístico e do entretenimento. Milhões de turistas dirigem-se ao país na época de realização dessa festa, e bilhões de reais são movimentados na produção e consumo dessa mercadoria cultural.


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Albert Einstein


Albert Einstein foi um físico e matemático alemão. Entrou para o rol dos maiores gênios da humanidade ao desenvolver a Teoria da Relatividade. Estabeleceu a relação entre massa e energia e formulou a equação que se tornou a mais famosa do mundo: E = mc². Recebeu o Prêmio Nobel de Física, por suas descobertas sobre a lei dos efeitos fotoelétricos.
Albert Einstein nasceu em Ulm, na Alemanha, no dia 14 de março de 1879. Filho de um pequeno industrial judeu, em 1880 mudou-se com a família para a cidade de Munique. Com seis anos de idade, incentivado pela mãe, começou a estudar violino. Logo cedo se destacou no estudo da física, matemática e filosofia. Depois do ensino secundário em Ulm, ingressou no Instituto Politécnico de Zurique, na Suíça, onde em 1900 concluiu a graduação em Física.
Em 1901 escreveu seu primeiro artigo científico "A Investigação do Estado do Éter em Campo Magnético". Em fevereiro deste mesmo ano recebeu a cidadania suíça. Aceitou um lugar no departamento de patentes em Berna. Em 6 de janeiro de 1903 casou-se com Mileva Maric, com quem teve três filhos.
Em 1905, ano em que concluiu o doutorado, Albert Einstein remeteu para a “Revista Anais de Física”, Leipzig, Alemanha, trinta folhas com quatro artigos, entre eles a “formulação inicial” da sua famosa “Teoria da Relatividade”, que revelaram ao mundo uma visão inteiramente nova do Universo, e propôs uma formula para a equivalência entre massa e energia a célebre equação E = mc², pela qual a energia (E) de uma quantidade de matéria, com massa (m), é igual ao produto da massa pelo quadrado da velocidade da luz, representada por (c).
Depois da publicação dos artigos seu talento foi reconhecido. Em 1909, com 30 anos, tornou-se professor de Física na Universidade de Zurique e no ano seguinte estava lecionando na Universidade de Praga (que fazia parte do Império Autro-Húngaro). Em 1912 ocupou a cadeira de Física, da Escola Politécnica Federal da Suíça. Em 1913, foi nomeado professor para a Universidade de Berlim e diretor do Instituto Kaiser Wilhelm de Física. Torna-se membro da Academia de Ciências da Prússia. 

Teoria da Relatividade Geral

Em 25 de novembro de 1915, ele subiu ao palco da Academia de Ciências da Prússia e declarou ter concluído sua exaustiva pesquisa de uma década em busca de um entendimento novo e mais profundo da gravidade. A Teoria da Relatividade Geral, afirmou Einstein, estava pronta. A nova e radical visão das interações entre o espaço, o tempo, a matéria, a energia e a gravidade foi um feito reconhecido como uma das maiores conquistas intelectuais da humanidade.

Prêmio Nobel de Física

Em 1919, Einstein tornou-se conhecido em todo o mundo, depois que sua teoria foi comprovada em experiência realizada durante um eclipse solar. Em 1921, Albert Einstein foi agraciado com o “Prêmio Nobel de Física” por suas contribuições à física teórica e, especialmente por sua descoberta da lei do efeito fotoelétrico.
No dia 10 de novembro de 1922, durante a cerimônia de entrega do Prêmio Nobel de Física, Einstein estava no Japão e não pode recebê-lo pessoalmente. Foi representado, na cerimônia de entrega, pelo embaixador alemão na Suécia.
Albert Einstein começou a viajar pelo mundo para expor suas teorias físicas e também para debater problemas como o racismo e a paz mundial. No dia 4 de maio de 1925 chegou ao Rio de Janeiro, então capital do Brasil, sendo recebido pelo presidente Artur Bernardes. Entre outros compromissos, visitou o Jardim Botânico, o Observatório Nacional, o Museu Nacional e o Instituto Oswaldo Cruz. Em 1932 partiu de Berlim para uma visita a Califórnia, pois sabia que em breve o nazismo controlaria toda a Alemanha.
Em 1933, Albert Einstein renunciou seus cargos na Alemanha, onde os nazistas já estavam no poder e retornou para os Estados Unidos. Passou a lecionar no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Princeton, do qual se tornaria diretor. Em 1940 ganhou cidadania norte-americana. Em 1946 apoiou projetos de formação de um governo mundial e a troca de segredos entre as grandes potências atômicas, almejando a paz mundial.

Albert Einstein faleceu em Princeton, Estados Unidos, no dia 18 de abril de 1955.

Teoria da Felicidade

Em novembro de 1922, Albert Einstein estava e uma turnê no Japão, realizando conferências e instalado no Hotel Imperial em Tóquio, ao invés de dar uma gorjeta ao carregador de malas, o cientista entregou-lhe duas notas manuscritas explicando como alcançar a felicidade e entregou ao carregador. Uma nota escrita em papel timbrado do hotel diz: “Uma vida simples e tranquila traz mais alegria que a busca pelo sucesso em uma inquietação constante”. A outra nota, escrita em folha simples, diz: “Onde há um desejo, há um caminho”.
As folhas manuscritas, nas quais Albert Einstein explica como alcançar uma vida feliz, que estavam em poder de um parente do carregador do hotel, foram leiloadas no dia 24 de outubro de 2017, na casa de leilões Winner, por 1,56 milhão de dólares.

Frases de Albert Einstein

  • “A única finalidade da educação deve consistir em preparar indivíduos que pensem e ajam como indivíduos – independentes e livres”.
  • “Se minha teoria da relatividade revelar-se correta, a Alemanha afirmará que sou alemão, enquanto a França declarará que sou cidadão do mundo. Mas se minha teoria fracassar, a França lembrará que sou alemão, e a Alemanha recordará que sou judeu.”
  • “O grande problema da humanidade não está no domínio da Ciência, mas no domínio dos corações e das mentes humanas.”
  • “A vida é um ininterrupto vir a ser, jamais um ser puro e causal.” 



terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Papa Francisco



Papa Francisco ou Jorge Mario Bergoglio nasceu no bairro de Flores, em Buenos Aires, Argentina, no dia 17 de dezembro de 1936. Filho de um casal de imigrantes italianos do Piemonte. Seu pai Mario Bergoglio era ferroviário e a mãe, Regina Maria Sivoni, dona de casa. Aos 20 anos, ele sofreu uma grave infecção respiratória e teve um de seus pulmões extraído. Aos 21 anos, depois de abandonar as aulas de técnico em química, entrou para o noviciado da Companhia de Jesus, e se formou em filosofia.
Papa Francisco foi ordenado sacerdote em 13 de dezembro de 1969. No ano seguinte graduou-se em teologia. Aos 36 anos, tornou-se responsável pela ordem jesuíta na Argentina, função que exerceu até 1978. Entre os anos de 70 e 80, lecionou filosofia e teologia em escolas de Buenos Aires. Foi reitor da Faculdade de Filosofia e Teologia de São Miguel, onde estudou. Em 1986, passou alguns meses na Alemanha, para finalizar sua tese de doutorado. Em 1992, foi designado bispo auxiliar de Buenos Aires e em 1998, arcebispo primaz da Argentina. No papado de João Paulo II, em 21 de fevereiro de 2001, recebeu o título de cardeal.
Bergoglio mantinha hábitos simples. Morava sozinho, em um apartamento no 2º andar do edifício da arquidiocese, ao lado da Catedral de Buenos Aires, na Praça de Maio. Fazia sua própria comida, andava de ônibus e de metrô. As visitas às favelas de Buenos Aires eram frequentes. Esteve no Brasil em 2007, para a 5ª Conferência do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, realizada em Aparecida, durante a visita de Bento XVI.
O cardeal desembarcou em Roma duas semanas antes do conclave. Não usou o automóvel do Vaticano que estava à sua disposição. Ia a pé para a Santa Sé. Na Capela Sistina, na primeira das cinco votações, os votos se distribuíram entre vários nomes. Na segunda, três candidatos se destacaram: Bergoglio, o italiano Angelo Scola e o canadense Marc Ousellet. A vantagem de Bergoglio se consolidou no terceiro escrutínio. No quinto ele obteve um grande consenso quando atingiu dois terços dos votos, 77 de 115. Com a eleição, no dia 13 de março de 2013, o novo papa se dirige ao balcão da Basílica de São Pedro para saldar a multidão que o esperava na Praça de São Pedro. O nome Francisco foi escolhido por Bergoglio em referência a São Francisco de Assis, pela sua simplicidade e dedicação aos pobres.
No dia 22 de julho de 2013 o Papa Francisco desembarcou no Rio de Janeiro, para a Jornada Mundial da Juventude, que reuniu mais de um milhão de jovens de várias partes do mundo.
Papa Francisco é o 226º papa da história da Igreja, o primeiro pontífice não europeu em 1200 anos. É o primeiro papa vindo da América Latina. Foi eleito Papa no conclave de 13 de março de 2013.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Galileu Galilei



Galileu Galilei foi um matemático, físico, astrônomo e filósofo italiano. Fundamentou cientificamente a Teoria Heliocêntrica de Copérnico, inventou a luneta telescópica, enunciou as leis que regem o movimento pendular e idealizou um relógio de pêndulo. Fundou a ciência experimental na Itália. Desmitificou lendas, estabeleceu princípios e causou uma renovação na história da Ciência.
Galileu Galilei nasceu em Pisa, Itália, no dia 15 de fevereiro de 1564. Era filho de Vincenzo Galilei, um comerciante de lã e de Giulia Amnannati. Ainda criança, Galileu revelou capacidades raras. Tocava órgão e cítara. Interessado em arte, realizou excelentes pinturas e, com grande habilidade manual fabricava brinquedos e engenhocas. Estimulado pelo pai, entrou na Universidade de Pisa a fim de estudar Medicina.
Em 1585, Galileu Galilei resolveu abandonar os estudos de Medicina para se dedicar exclusivamente ao estudo da Matemática. Nesse mesmo ano, recebeu o convite para lecionar em Florença, onde se destacou por pesquisas em geometria. Em 1589, foi convidado para lecionar Matemática na Universidade de Pisa. Com seus 25 anos, Galileu não era bem visto pelos outros professores. Não tinha o título universitário e ousava por em dúvida a Ciência de Aristóteles. Em 1591, depois de intrigas e disputas, com os adeptos de Aristóteles, Galileu perdeu o posto de professor.
Em 1592, através da indicação do senado de Veneza, Galileu é nomeado para lecionar Matemática na Universidade de Pádua. Durante 18 anos em Pádua, além das pesquisas em dinâmica, de que resultou a sua lei do movimento, procurou resolver importante problema militar, que consistia em prever a trajetória de uma bala de canhão. Nesse período, fez importantes descobertas astronômicas através da observação direta dos astros com sua luneta.
Teorias e Realizações
  • Descobriu e enunciou as leis que regem o movimento pendular.
  • Idealizou e desenhou um relógio preciso utilizando o pêndulo.
  • Criticou abertamente as “leis do movimento” enunciadas por Aristóteles que afirmava que “um corpo leve cai mais devagar do que um pesado” e, formulou que: “Dois corpos, caindo a uma só tempo de alturas iguais, tocarão o solo no mesmo instante, apesar da diferença de peso”.
  • Inventou o termômetro.
  • Construiu uma luneta telescópica.
  • Contestou a teoria de Aristóteles de que a Terra era o centro de todos os movimentos celestes. Com sua luneta, mostrou que Júpiter também era um centro astral, com quatro satélites girando à sua volta.
  • Descobriu os anéis de Saturno.
  • Fundamentou cientificamente a Teoria Heliocêntrica de Nicolau Copérnico.

Galileu Galilei passou a vida inteira em conflito aberto com o poder religioso, que controlava rigorosamente a ciência do seu tempo. Mergulhado no mundo da física e da astronomia, desmistificou lendas, negou teorias e estabeleceu novos princípios. Foi obrigado pelas autoridades da Inquisição, que defendiam as leis de Aristóteles e renegavam sua brilhante explicação e ampliação da teoria heliocêntrica de Copérnico, a renegar publicamente as verdades científicas que descobrira e desenvolvera, sob a ameaça de pena de morte.
Galileu Galilei morreu cego em sua casa em Arcetri, Itália, no dia 8 de janeiro de 1642.
Em 1922 a igreja reconheceu o erro cometido.

Obras de Galileu Galilei
O Mensageiro das Estrelas (1610) – além de descrever o relevo da Lua, quatro satélites de Júpiter e a constituição da Via Láctea, endossava a opinião de Nicolau Copérnico que afirmava ser o Sol e não a Terra o centro do Universo.
História das Manchas e Acidentes do Sol (1513).
Diálogo Sobre os Dois Máximos Sistemas do Mundo (1632) – confronta o sistema de Ptolomeu que acreditava que a Terra era o centro do Universo e o de Copérnico, com favores para o segundo, causando grande celeuma. Explica as razões que provam o movimento da Terra em torno do Sol.