segunda-feira, 15 de agosto de 2016

O Brasil e as Olimpíadas


É incrível como tem gente que consegue ser desagradável, pessimista, sádica e masoquista ao mesmo tempo. Que não quer dar-se ao direito de ser feliz, nem por um momento, e ainda procura estragar a felicidade e a alegria dos outros. Pior ainda, não entente que a felicidade é feita de fragmentos e que quando ela bate em uma porta deve ser recebida como uma benção divina. Que deve ser aproveitada e deliciada a cada segundo.
Este tipo de gente perece sentir prazer em ser infeliz. Principalmente de fazer o papel de vítima e de culpar os outros pela sua infelicidade. Vamos pegar a olimpíada no Rio de Janeiro para mostrar um exemplo deste tipo de gente acima referida.
Que o nosso país está passando por uma crise financeira muito grande, isto todo mundo sabe e está sentindo na pele. Que é prioridade investir na educação, na saúde, em moradia e em outras necessidades básicas de nosso povo, isto é uma grande verdade.
Mas não era necessário, agora, neste momento maravilhoso e único de nossa história, ficar lembrando de nossos problemas, ficar reclamando e falando de coisas tristes. Digam-me: por que justamente este dinheiro que foi gasto para organizar esta olimpíada tinha quer ser empregado para atender a esta prioridade?
Seria bem mais justo exigir que os políticos devolvessem o dinheiro que eles roubaram dos cofres de nossa nação e que enfiaram em bancos estrangeiros ou empregaram em propriedades em benefícios deles mesmos. Este dinheiro, sim, deveria ser usado para beneficiar os mais carentes. E, com certeza, se esta devolução fosse feita, teria dinheiro de sobra.  
O dinheiro gasto com esta olimpíada, mesmo que alguns oportunistas e imorais tenham aproveitado desta oportunidade para, mais uma vez, enfiar a mão no dinheiro do povo, valeu a pena. Este é um evento de relevância internacional e de uma grandeza sem par. É uma honra para qualquer país receber os melhores atletas do mundo e poder assistir de perto um espetáculo desta natureza.
Sem dúvida, este é um acontecimento inesquecível e grandioso. Vai ficar marcado para sempre em nossa lembrança. Nosso povo precisava de algo deste nível que o fizesse sorrir, emocionar-se e relaxar. Algo que revigorasse suas forças e que o fizesse voltar a ter orgulho de seu país. E nada podia ser melhor do que esta olimpíada.
Dinheiro para esporte e para financiar qualquer tipo evento que venha proporcionar momentos de alegrias, descontração e oportunidades para os cidadãos menos favorecidos não é desperdiço. Lamento por aquelas pessoas que ainda não atinaram com a grandeza deste privilégio que nos foi agraciado. Em todos os sentidos é bom se pensar na importância de uma olimpíada. 
A grande maioria dos atletas é composta de jovens de origem humilde, que lutaram com garra e com muito sacrifício para atingirem um lugar ao sol. Estes jovens são dignos de todo nosso respeito e consideração. Eles são verdadeiros exemplos de superação e de que tudo é possível quando alguém acredita em si mesmo, tem uma meta e corre atrás de realizar seus sonhos.
Muitos deles, quem sabe, talvez, se não fossem incentivados a praticar um esporte, teriam se tornados marginais. O Brasil teve sorte de ser um dos escolhidos. Por sinal, esta foi uma das poucas coisas boas que este governo fez pelo seu povo. Se fosse para ser escolhido agora, com certeza, o Brasil não teria mais esta chance.
Sendo assim, vamos ser justos e gratos, mostrar que somos educados e hospitaleiros. E que, mesmo passando por um período difícil, fizemos o melhor possível para prestar nossa homenagem a estes grandes heróis.
De todo coração, desejo que, ao voltar para suas casas, levando medalhas ou não, estes atletas maravilhosos deixem gravado dentro de cada de nós este exemplo de espírito de luta, de força de vontade, de patriotismo e da certeza de terem feito o melhor que podiam para alegrar seu povo e representar bem seu país.
Este legado é tudo que precisamos para continuar a nossa luta por um Brasil melhor. Um Brasil decente, honrado, e que todos os brasileiros se orgulhem tê-lo como sua pátria. Salve o Brasil!

Concita Weber
Escritora brasileira residente em Berlim
e

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Te vira, meu filho... a vida é construção...

“Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”‏ 


Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.
Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade. Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.
Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.
Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.
É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais? Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.
Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.
Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.
A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.
Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.
Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.
Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.
Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.
O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.
Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.
Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.
Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.
Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.” (Eliane Brum)

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Steve Jobs


Steve Jobs nasceu em 24 de Fevereiro de 1955.
Filho de um casal de estudantes universitários que o deu para adoção, porque seus pais não queriam que eles se casassem.
Steve foi adotado no nascimento por Clara e Paul Jobs. Sua mãe ensinou-o a ler antes de ir para a escola. Steve e seu pai costumavam trabalhar em eletrônica na garagem da família, desmontando e remontando televisores, rádios e aparelhos de som.
Descrevendo o primeiro terminal de computador que viu, Steve disse: "Eu me apaixonei completamente por ele."
Em 1970, ele foi apresentado a Steve Wozniak por um amigo em comum. Juntos, eles criaram os computadores Apple I e Apple II. Wozniak ficava responsável pela eletrônica, e Steve concentrado no projeto.
Steve disse: "Em 1984, a Apple introduziu o primeiro Macintosh. Ele não só mudou a Apple. Ele mudou a indústria da computação inteira. Em 2001, lançamos o primeiro iPod. Ele não apenas mudou a maneira como  todos nós ouvimos música. O iPod mudou a indústria da música inteira."
Steve tem sido descrito como brilhante, egocêntrico, perfeccionista e temperamental. Ele foi um técnico e um empresário, mas também um artista e designer. Ele foi difícil para se trabalhar, mas a maioria dos funcionários foram extremamente leais, porque ele sabia como motivá-los.
Steve disse: "Inovação distingue um líder de um seguidor."
Steve Jobs é listado como o inventor ou co-inventor em 342 patentes dos Estados Unidos. Ele desempenhou um papel fundamental na criação do Apple II, Macintosh, iMac, MacBook, iPod, iTunes, iPhone e iPad.
Morreu em 5 de outubro de 2011, de complicações decorrentes de câncer no pâncreas.

Veja, também, a matéria publicada aqui no blog em 15/10/2011

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Salve nosso Planeta


Os cientistas alertam sobre as graves consequências da interferência do homem no mundo em que vivemos. Alertam, principalmente, sobre a destruição irresponsável do planeta.
Todos os dias testemunhamos ações impensadas que interferem na vida natural do meio ambiente, com consequências desastrosas.
Em nossas fazendas usamos diversos tipos de pesticidas indiscriminadamente.
Nossas indústrias lançam seus resíduos em nossos lagos, rios e mares poluindo as águas de beber e de nadar.
Ao longo das estradas deixamos cair latas e garrafas por toda parte e poluímos o ar com a fumaça dos carros.
No entanto, na teoria, queremos um ambiente limpo, uma ecologia equilibrada, uma população saudável. Entretanto, vivemos em um planeta cujo ecossistema está sendo extremamente afetado por nossas próprias ações.
Não é difícil perceber isso.
A dimensão do problema está clara e é uma grave questão de vida ou morte.
Se a humanidade não reagir, terá pouca chance de sobrevivência neste planeta.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Dar, doar e ajudar...


Ninguém pode ser feliz pensando só em si e nos seus, sendo egoísta, sovina, fechado...
Ninguém pode ser feliz não se doando indistintamente...
Ninguém pode ser feliz não amando e não ajudando a todos igualmente, sem preconceitos e discriminações...
A vida nos traz de volta tudo o que temos de bom e generosamente compartilhamos.
A vida nos traz de volta tudo o que oferecemos desinteressadamente.
Tudo vem de volta no mesmo ritmo, no mesmo tom, na mesma intensidade...
Quem abraça forte, recebe de volta um forte abraço.
Ninguém pode ser feliz sendo pequeno, mesquinho, dando pouco ou nada, não se importando com um irmão, com um amigo ou com um necessitado, mesmo que estranho.
A vida é triste, escura e solitária para quem não é humanitário e generoso.
Ninguém vive sem luz no coração.
A LUZ vem do amor, da doação, dos pequenos gestos de solidariedade gratuita e verdadeira que repartimos.
Quanto mais a gente ama e ajuda, mais a aura se ilumina e o espírito se enriquece.
A verdadeira riqueza não é a material, mas o BEM INTERIOR que dividimos com as outras pessoas que nos cercam e que recebemos de volta...
Quanto mais ajudamos, mais recebemos...
Só assim, tocamos o coração de muitos, somos amados, queridos e felizes. E isso, não tem preço. É pessoal e intransferível.
Os benefícios não ficam só com os diretamente envolvidos.
Eles alcançam todos os seres vivos do planeta.
Eles contribuem para a
PAZ MUNDIAL e NÃO VIOLÊNCIA.
Inspirado em Carolina Salcides

segunda-feira, 6 de junho de 2016

A Lenda dos Índios Sioux

Conta uma lenda dos índios Sioux que Touro Bravo e Nuvem Azul chegaram de mãos dadas à tenda do velho feiticeiro da tribo e pediram:
Nós nos amamos e vamos nos casar. Mas nos amamos tanto que queremos um conselho que nos garanta ficar sempre juntos, que nos assegure estar um ao lado do outro até a morte. Há algo que possamos fazer?
E o velho, emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:
- Sim, há uma coisa a fazer, mas é uma tarefa muito difícil e sacrificada. Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte da aldeia com apenas uma rede, caçar o falcão mais vigoroso e trazê-lo aqui, com vida, até o terceiro dia da lua cheia. E tu, Touro Bravo, deves escalar a montanha do trono. Lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias. Somente com uma rede deverás apanhá-la, trazendo-a para mim viva!
Os jovens abraçaram-se com ternura e logo partiram para cumprir a missão.
No dia estabelecido, na frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves. O velho tirou-as do saco e constatou que eram verdadeiramente os formosos exemplares dos animais que ele tinha pedido.
- E agora, o que faremos? Os jovens perguntaram.
- Peguem as aves e amarrem uma à outra pelos pés com essas fitas de couro. Quando estiverem amarradas, soltem-nas para que voem livres.
Eles fizeram o que lhes foi ordenado e soltaram os pássaros.
A águia e o falcão tentaram voar, mas conseguiram apenas saltar pelo terreno.
Minutos depois, irritadas pela impossibilidade de voo, as aves arremessaram-se uma contra a outra, bicando-se até se machucar.
Então o velho disse:
- Jamais esqueçam o que estão vendo, esse é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão.
Se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se como também, cedo ou tarde, começarão a machucar um ao outro. Se quiserem que o amor entre vocês perdure, voem juntos, mas jamais amarrados.

A lição principal é saber que somente as pessoas livres serão capazes de amar como quer e merece. Essa é uma verdade no casamento e também nas relações familiares, de amizade e profissionais.
Libere a pessoa que você ama para que ela possa voar com as próprias asas. 
Respeite o direito das pessoas de voar rumo aos seus sonhos.
Respeite também as suas próprias vontades e voe em direção às realizações da sua vida.
Tenha certeza que, ao ser livre, você encontrará outras pessoas livres que adorarão voar ao seu lado.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Falando com Você


de  Concita Weber
Não mate suas fantasias, nem seus sonhos.
Não deixe morrer suas ilusões.
Suas fantasias e seus sonhos alimentam sua alma.
Suas ilusões suavizam as durezas desta vida.
Quando a tristeza bater à sua porta, não abra.
Sorria. Sei que não é fácil para você.
Não é fácil para mim, não é fácil para ninguém.
A vida não é uma batalha: é uma guerra constante.
Cada dia é uma nova luta, um novo desafio.
Não diga: eu não consigo, eu não posso.
Não se entregue antes mesmo de lutar.
Não se decepcione, não fique lamentando.
Esperanças mortas, falsas ilusões, sonhos partidos.
Você não sabe, mas tem força e determinação.
Vença seus medos. Entre bem no fundo de você.
E busque essa força interior que lá existe.
Tenha coragem de voltar a sonhar, de ter novas esperanças.
Não sufoque suas ilusões e suas fantasias.
Abra as portas de você e deixe a vida entrar.
Enquanto viver, lute. Viva com dignidade e com prazer.
Não seja um inútil, um medroso e um covarde.
Que nada fez para a vida merecer.