sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Mais um Navio Negreiro


Lá  vem chegando mais uma data onde dizem que o nosso voto é a nossa arma, e resumido entendo como uma roleta russa, pois se tratando de políticos não se trata de seres humanos.
As urnas nos faz navegar nos mares da mais falsa esperança, pois a verdade por trás dela são políticos de véus escondendo a sua face satânica, comandando mais um navio negreiro onde nós seremos mais uma vez os tripulantes, escravos dessas ervas daninhas, que proliferam suas gerações.
Morrem nos campos essas serpentes, o Tietê teme seus crocodilos supremos, os lençóis maranhense herdam as suas sarnas, a miséria prolifera a sua sigla e com sua arrogância já tem seu neto, outros Estados seguem no estado de calamidade publica.
Portanto, não coloque no poder os filhos de berços de ouro, pois o povo seguirá sendo escravizado, sendo açoitado nos hospitais, tentando se livrar das guilhotinas de nossas estradas, acorrentados sem uma educação justa.
Falam em tantas reformas, mas o que eles precisam é reformar as suas almas, por mais que algum tenha essência humana, mas quando se misturam se torna mais um corrupto, e nós nos tornamos responsáveis à força. Por colocarmos no poder se tornam mais um verme.
E as urnas nada mais são que passaportes para mais um navio negreiro, onde o social luta pela a sua carta de alforria, em um país que temos orgulho de sermos brasileiros, mas sem nenhuma honra de estarmos em um país governado por tantos latrocídas, e os burros que um dia foram revolucionários e levantavam a bandeira do povo, hoje puxam a sua carroça por se aliar aos filhos da repressão, e pagam o preço de suas ganâncias, enquanto a justiça nesse país está muito distante, tão quanto à democracia que esconde os olhos para os anos de chumbos nos presentes das periferias, e o futuro escravizado sem determinar raças, obrigando o povo ir às urnas remando contra a maré.
Jair Lisboa

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Origem e Histórico do Café


Não há evidência real sobre a descoberta do café, mas há muitas lendas que relatam sua possível origem. Uma das mais aceitas e divulgadas é a do pastor Kaldi, que viveu na Absínia, hoje Etiópia, há cerca de mil anos. Ela conta que Kaldi, observando suas cabras, notou que elas ficavam alegres e saltitantes e que esta energia extra se evidenciava sempre que mastigavam os frutos de coloração amarelo-avermelhada dos arbustos existentes em alguns campos de pastoreio. O pastor notou que as frutas eram fonte de alegria e motivação, e somente com a ajuda delas o rebanho conseguia caminhar por vários quilômetros por subidas infindáveis. Kaldi comentou sobre o comportamento dos animais a um monge da região, que decidiu experimentar o poder dos frutos. O monge apanhou um pouco das frutas e levou consigo até o monastério. Ele começou a utilizar os frutos na forma de infusão, percebendo que a bebida o ajudava a resistir ao sono enquanto orava ou em suas longas horas de leitura do breviário. Esta descoberta se espalhou rapidamente entre os monastérios, criando uma demanda pela bebida. As evidências mostram que o café foi cultivado pela primeira vez em monastérios islâmicos no Yemen.
A planta de café é originária da Etiópia, centro da África, onde ainda hoje faz parte da vegetação natural. Foi a Arábia a responsável pela propagação da cultura do café. O nome café não é originário da Kaffa, local de origem da planta, e sim da palavra árabe qahwa, que significa vinho. Por esse motivo, o café era conhecido como "vinho da Arábia" quando chegou à Europa no século XIV. Os manuscritos mais antigos mencionando a cultura do café datam de 575 no Yêmen, onde, consumido como fruto in natura, passa a ser cultivado. Somente no século XVI, na Pérsia, os primeiros grãos de café foram torrados para se transformar na bebida que hoje conhecemos. O café tornou-se de grande importância para os Árabes, que tinham completo controle sobre o cultivo e preparação da bebida. Na época, o café era um produto guardado a sete chaves pelos árabes. Era proibido que estrangeiros se aproximassem das plantações, e os árabes protegiam as mudas com a própria vida. A semente de café fora do pergaminho não brota, portanto, somente nessas condições as sementes podiam deixar o país.
A partir de 1615 o café começou a ser saboreado no Continente Europeu, trazido por viajantes em suas frequentes viagens ao oriente. Até o século XVII, somente os árabes produziam café. Alemães, franceses e italianos procuravam desesperadamente uma maneira de desenvolver o plantio em suas colônias. Mas foram os holandeses que conseguiram as primeiras mudas e as cultivaram nas estufas do jardim botânico de Amsterdã, fato que tornou a bebida uma das mais consumidas no velho continente, passando a fazer parte definitiva dos hábitos dos europeus. A partir destas plantas, os holandeses iniciaram em 1699, plantios experimentais em Java. Essa experiência de sucesso trouxe lucro, encorajando outros países a tentar o mesmo. A Europa maravilhava-se com o cafeeiro como planta decorativa, enquanto os holandeses ampliavam o cultivo para Sumatra, e os franceses, presenteados com um pé de café pelo burgomestre de Amsterdã, iniciavam testes nas ilhas de Sandwich e Bourbon.
Com as experiências holandesa e francesa, o cultivo de café foi levado para outras Colônias Européias. O crescente mercado consumidor europeu propiciou a expansão do plantio de café em países africanos e a sua chegada ao Novo Mundo. Pelas mãos dos colonizadores europeus, o café chegou ao Suriname, São Domingos, Cuba, Porto Rico e Guianas.
Foi por meio das Guianas que chegou ao norte do Brasil. Desta maneira, o segredo dos árabes se espalhou por todos os cantos do mundo.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Primeiro homen na Lua - Apollo 11

Neil Armstrong, Michael Collins e Edwin Aldrin Jr.
Em 20 de julho de 1969, aparelhos de televisão em todo o mundo transmitiram a mesma imagem indistinta: Neil Armstrong descendo a escada do Módulo de Pouso Lunar Eagle e tocando a superfície da Lua com sua bota. A frase dele, "um pequeno passo para um homem, um salto imenso para a humanidade", tornou-se uma das mais conhecidas na história. O famoso pouso foi um final triunfante para a corrida espacial.
Mas aquele momento histórico na superfície do satélite foi resultado de muitos anos de esforços dos programas espaciais norte-americano e soviético. Os astronautas que primeiro desceram à superfície da Lua tiveram de viajar 383 mil quilômetros para chegar ao seu destino, sobreviver ao severo ambiente lunar e voltar à Terra incólumes. Não foi uma tarefa fácil.
Até hoje, apenas 12 pessoas - todas homens e todas integrantes do programa espacial dos Estados Unidos - caminharam na Lua. No entanto, a exclusividade desse grupo de elite pode em breve mudar. A Nasa, programas espaciais de outros países e diversos empresários privados planejam novas missões, que podem enviar seres humanos de volta ao satélite em poucos anos.
Missões anteriores haviam circundado a Lua, pousado nela e enviado fotografias de sua superfície. Mas, por volta de julho de 1969, a Nasa estava pronta para enviar homens ao satélite. A tripulação da missão histórica era formada pelo comandante Neil Armstrong, Michael Collins (piloto do módulo de comando) e Edwin "Buzz" Aldrin (piloto do módulo lunar).

Veja como a missão Apollo 11 transcorreu:
16 de julho de 1969 (9h32)
O foguete Saturno V, transportando a espaçonave Apollo 11, foi lançado do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Ele transportava o módulo de comando e serviço, que alojava os astronautas, e o módulo lunar que Armstrong e Aldrin utilizariam para o pouso na Lua. Depois de completar uma órbita e meia em torno da terra, o terceiro estágio do Saturno V voltou a ser acionado e colocou a Apollo 11 no caminho da Lua. Pouco depois, o módulo de comando, conhecido como Colúmbia, separou-se do foguete, reverteu sua posição e se conectou pelo nariz ao módulo lunar, o Eagle. A espaçonave combinada assim formada prosseguiu em seu percurso.
19 de julho
A Apollo 11 entrou na órbita da Lua. Depois de 24 horas em órbita e de uma verificação dos sistemas e da comunicação no módulo lunar, Armstrong e Aldrin separaram o Eagle do Colúmbia, e se prepararam para o pouso na superfície lunar. Collins ficou no Colúmbia, para servir como elo de comunicação entre o módulo lunar e o controle da missão, na Terra.
20 de julho (16h17)
102 horas depois do lançamento, Armstrong e Aldrin pousaram no Mar da Tranqüilidade, uma planície de lava na superfície da Lua. Armstrong enviou sua famosa mensagem ao controle da missão: "Houston, aqui Base Tranqüilidade. O Eagle pousou". Pouco minutos depois, os dois astronautas começaram os procedimentos para um cancelamento de emergência da missão e retorno ao módulo de comando, para o caso de alguma emergência. Depois, desativaram os sistemas do módulo.
Seis horas e meia mais tarde. Armstrong deu seus primeiros passos na superfície da Lua.

Assim que Aldrin se uniu a Armstrong na superfície da Lua, os dois astronautas começaram a coletar material. Enquanto trabalhavam, anotavam as diferenças entre a gravidade lunar e a terrestre. Como a gravidade da Lua equivale a 1/6 da terrestre, os astronautas tinham de se mover com passos lentos ou saltando com os dois pés, como cangurus.
Na Lua, Armstrong e Aldrin criaram uma imagem que entrou para a História, quando instalaram uma bandeira dos Estados Unidos. A tarefa foi menos fácil do que pareceu. A estaca penetrou facilmente no solo da Lua por 10 ou 15 centímetros, mas depois surgiu resistência. Os astronautas tiveram de incliná-la ligeiramente para que ficasse no chão.

Durante o período passado na Lua, eles recolheram cerca de 22 quilos de material lunar, fotografaram a área do pouso, montaram equipamentos e extraíram duas amostras do subsolo lunar. Deixaram para trás um disco com 73 mensagens de países do mundo, um distintivo da Apollo 1, medalhas de cosmonautas russos e um símbolo da águia norte-americana levando um ramo de oliveira.
21 de julho (1h54)21 horas depois do pouso, Armstrong e Aldrin decolaram da Lua, deixando o estágio inferior do módulo lunar para trás. Dentro do módulo, eles voltaram à órbita do satélite, onde se acoplaram ao módulo de comando e serviço e depois soltaram o Eagle no espaço.
24 de julho
A Apollo 11 entrou em órbita da Terra a uma velocidade de 11.031 metros por segundo e pousou no Oceano Pacífico às 12h51.



Fonte: Uol

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

O Brasil e as Olimpíadas


É incrível como tem gente que consegue ser desagradável, pessimista, sádica e masoquista ao mesmo tempo. Que não quer dar-se ao direito de ser feliz, nem por um momento, e ainda procura estragar a felicidade e a alegria dos outros. Pior ainda, não entente que a felicidade é feita de fragmentos e que quando ela bate em uma porta deve ser recebida como uma benção divina. Que deve ser aproveitada e deliciada a cada segundo.
Este tipo de gente perece sentir prazer em ser infeliz. Principalmente de fazer o papel de vítima e de culpar os outros pela sua infelicidade. Vamos pegar a olimpíada no Rio de Janeiro para mostrar um exemplo deste tipo de gente acima referida.
Que o nosso país está passando por uma crise financeira muito grande, isto todo mundo sabe e está sentindo na pele. Que é prioridade investir na educação, na saúde, em moradia e em outras necessidades básicas de nosso povo, isto é uma grande verdade.
Mas não era necessário, agora, neste momento maravilhoso e único de nossa história, ficar lembrando de nossos problemas, ficar reclamando e falando de coisas tristes. Digam-me: por que justamente este dinheiro que foi gasto para organizar esta olimpíada tinha quer ser empregado para atender a esta prioridade?
Seria bem mais justo exigir que os políticos devolvessem o dinheiro que eles roubaram dos cofres de nossa nação e que enfiaram em bancos estrangeiros ou empregaram em propriedades em benefícios deles mesmos. Este dinheiro, sim, deveria ser usado para beneficiar os mais carentes. E, com certeza, se esta devolução fosse feita, teria dinheiro de sobra.  
O dinheiro gasto com esta olimpíada, mesmo que alguns oportunistas e imorais tenham aproveitado desta oportunidade para, mais uma vez, enfiar a mão no dinheiro do povo, valeu a pena. Este é um evento de relevância internacional e de uma grandeza sem par. É uma honra para qualquer país receber os melhores atletas do mundo e poder assistir de perto um espetáculo desta natureza.
Sem dúvida, este é um acontecimento inesquecível e grandioso. Vai ficar marcado para sempre em nossa lembrança. Nosso povo precisava de algo deste nível que o fizesse sorrir, emocionar-se e relaxar. Algo que revigorasse suas forças e que o fizesse voltar a ter orgulho de seu país. E nada podia ser melhor do que esta olimpíada.
Dinheiro para esporte e para financiar qualquer tipo evento que venha proporcionar momentos de alegrias, descontração e oportunidades para os cidadãos menos favorecidos não é desperdiço. Lamento por aquelas pessoas que ainda não atinaram com a grandeza deste privilégio que nos foi agraciado. Em todos os sentidos é bom se pensar na importância de uma olimpíada. 
A grande maioria dos atletas é composta de jovens de origem humilde, que lutaram com garra e com muito sacrifício para atingirem um lugar ao sol. Estes jovens são dignos de todo nosso respeito e consideração. Eles são verdadeiros exemplos de superação e de que tudo é possível quando alguém acredita em si mesmo, tem uma meta e corre atrás de realizar seus sonhos.
Muitos deles, quem sabe, talvez, se não fossem incentivados a praticar um esporte, teriam se tornados marginais. O Brasil teve sorte de ser um dos escolhidos. Por sinal, esta foi uma das poucas coisas boas que este governo fez pelo seu povo. Se fosse para ser escolhido agora, com certeza, o Brasil não teria mais esta chance.
Sendo assim, vamos ser justos e gratos, mostrar que somos educados e hospitaleiros. E que, mesmo passando por um período difícil, fizemos o melhor possível para prestar nossa homenagem a estes grandes heróis.
De todo coração, desejo que, ao voltar para suas casas, levando medalhas ou não, estes atletas maravilhosos deixem gravado dentro de cada de nós este exemplo de espírito de luta, de força de vontade, de patriotismo e da certeza de terem feito o melhor que podiam para alegrar seu povo e representar bem seu país.
Este legado é tudo que precisamos para continuar a nossa luta por um Brasil melhor. Um Brasil decente, honrado, e que todos os brasileiros se orgulhem tê-lo como sua pátria. Salve o Brasil!

Concita Weber
Escritora brasileira residente em Berlim
e

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Te vira, meu filho... a vida é construção...

“Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”‏ 


Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.
Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade. Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.
Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.
Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.
É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais? Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.
Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.
Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.
A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.
Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.
Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.
Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.
Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.
O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.
Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.
Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.
Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.
Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.” (Eliane Brum)

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Steve Jobs


Steve Jobs nasceu em 24 de Fevereiro de 1955.
Filho de um casal de estudantes universitários que o deu para adoção, porque seus pais não queriam que eles se casassem.
Steve foi adotado no nascimento por Clara e Paul Jobs. Sua mãe ensinou-o a ler antes de ir para a escola. Steve e seu pai costumavam trabalhar em eletrônica na garagem da família, desmontando e remontando televisores, rádios e aparelhos de som.
Descrevendo o primeiro terminal de computador que viu, Steve disse: "Eu me apaixonei completamente por ele."
Em 1970, ele foi apresentado a Steve Wozniak por um amigo em comum. Juntos, eles criaram os computadores Apple I e Apple II. Wozniak ficava responsável pela eletrônica, e Steve concentrado no projeto.
Steve disse: "Em 1984, a Apple introduziu o primeiro Macintosh. Ele não só mudou a Apple. Ele mudou a indústria da computação inteira. Em 2001, lançamos o primeiro iPod. Ele não apenas mudou a maneira como  todos nós ouvimos música. O iPod mudou a indústria da música inteira."
Steve tem sido descrito como brilhante, egocêntrico, perfeccionista e temperamental. Ele foi um técnico e um empresário, mas também um artista e designer. Ele foi difícil para se trabalhar, mas a maioria dos funcionários foram extremamente leais, porque ele sabia como motivá-los.
Steve disse: "Inovação distingue um líder de um seguidor."
Steve Jobs é listado como o inventor ou co-inventor em 342 patentes dos Estados Unidos. Ele desempenhou um papel fundamental na criação do Apple II, Macintosh, iMac, MacBook, iPod, iTunes, iPhone e iPad.
Morreu em 5 de outubro de 2011, de complicações decorrentes de câncer no pâncreas.

Veja, também, a matéria publicada aqui no blog em 15/10/2011

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Salve nosso Planeta


Os cientistas alertam sobre as graves consequências da interferência do homem no mundo em que vivemos. Alertam, principalmente, sobre a destruição irresponsável do planeta.
Todos os dias testemunhamos ações impensadas que interferem na vida natural do meio ambiente, com consequências desastrosas.
Em nossas fazendas usamos diversos tipos de pesticidas indiscriminadamente.
Nossas indústrias lançam seus resíduos em nossos lagos, rios e mares poluindo as águas de beber e de nadar.
Ao longo das estradas deixamos cair latas e garrafas por toda parte e poluímos o ar com a fumaça dos carros.
No entanto, na teoria, queremos um ambiente limpo, uma ecologia equilibrada, uma população saudável. Entretanto, vivemos em um planeta cujo ecossistema está sendo extremamente afetado por nossas próprias ações.
Não é difícil perceber isso.
A dimensão do problema está clara e é uma grave questão de vida ou morte.
Se a humanidade não reagir, terá pouca chance de sobrevivência neste planeta.