segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

MASP - Museu de Arte de São Paulo


O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand ou simplesmente MASP é o resultado do esforço de duas pessoas, coadjuvadas por Edmundo Monteiro.
Sua inauguração aconteceu no dia 2 de outubro de 1947 por Assis Chateaubriand, até então fundador e proprietário dos Diários e Emissoras Associados e pelo professor Pietro Maria Bardi, jornalista e crítico de arte na Itália e recém chegado ao Brasil.
O que pouca gente sabe é que Chateaubriand queria instalar o MASP na cidade do Rio de Janeiro, mas diversos aspectos o fizeram mudar de ideia e focar seus esforços na cidade de São Paulo.
Decidido isso e unido ao casal Pietro Maria Bardi e Lina Bo Bardi (uma importante arquiteta formada em Roma), Chateuabriand começou a construir seu sonho. Outro personagem, citado lá no começo do texto, merece um destaque especial: Edmundo Monteiro.
Edmundo ingressou no grupo Associados muito jovem e seu primeiro emprego foi de office-boy. E foi um caso de amor a primeira vista. Adorou todo o universo que o cercava: jornais, revistas e o rádio. E, graças a isso, foi galgando degraus até chegar ao cargo de presidente de uma das unidades mais rentáveis do grupo.
Seu posto permitiu proporcionar a Assis Chateaubriand meios para adquirir relevantes obras de arte, já que era de sua responsabilidade necogiar o apoio de anunciantes para arrecadar fundos para esse fim.
Sem a intervenção de Edmundo Monteiro, o empreendimento não teria um sucesso em tão pouco tempo. Em apenas 11 anos, de 1946 a 1957, a coleção do MASP tomou a forma atual.
Graças ao seu grande poder diplomático, Eduardo Monteiro consegui negociar a construção do edifício que hoje abriga o MASP no Belvedere do Trianon que havia sido demolido para a realização da 1ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo em 1951.
Nos momentos mais delicados da vida do MASP, Edmundo Monteiro assumiu sua presidência conduzindo-o até a eleição de seu sucessor o Sr. Helio Dias de Moura.
Em um primeiro momento, o MASP ficou instalado no edifício dos Diários Associados, com algumas adaptações estruturais feitas por Lina Bo Bardi.
Lina Bo Bardi era uma arquiteta modernista italiana e esposa do professor Bardi. Ela foi a responsável pela arquitetura do atual prédio do MASP.
O terreno da Avenida Paulista havia sido doado à municipalidade com a condição de que a vista para o centro da cidade bem a da serra da Cantareira fosse preservada, através do vale da avenida 9 de Julho. Modificações na postura municipal quanto às edificações nessa avenida mudou, infelizmente, essa paisagem.
Para conseguir manter essa exigência de preservar a vista do centro da cidade, Lina Bo Bardi idealizou um prédio sustentado por quatro pilares, que daria uma vista interessante e simples do centro da cidade.
Em construção civil é o único prédio no mundo pela sua peculiariedade: o corpo principal pousado sobre quatro pilares laterais com um vão livre de 74 metros.
Essa estrutura avançada exigiu uma solução cujo desafio foi aceito pelo Prefeito Dr. José Carlos de Figueiredo Ferraz que aplicou seu sistema de protensão. Os cálculos forma feitos pelo prof. Dr. José Lourenço de A. B. Castanho.
Construído de 1956 a 1968, a nova sede do MASP foi inaugurada em 07 de novembro de 1968 com a presença de Sua Majestade a Rainha Elizabeth II, da Inglaterra.
Por ocasião do centenário do professor Bardi (fevereiro 2000) realizou uma grande exposição, onde além das peças mais representativas da coleção Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi – doadas pelo casal ao museu, foram também expostas outras obras do acervo indicadas pessoalmente por Bardi a Chateaubriand para serem adquiridas.
Uma exposição tão abrangente e importante só poderia ser realizada pela própria equipe do MASP e no espaço mais nobre do museu, ou seja, na Pinacoteca do 2º andar.
A curadoria da exposição foi confiada a Luis Hossaka, amigo, assistente e colaborador do professor e atual curador chefe.
O MASP, entidade cultural sem fins lucrativos tem por finalidade incentivar, divulgar e amparar, por todos os meios a seu alcance, as artes de um modo geral e, em especial, as artes plásticas, visando ao desenvolvimento e, ao aprimoramento cultural do povo brasileiro.
Para esse fim mantém Pinacoteca, Biblioteca, Fototeca, Filmoteca, Videoteca, Cursos de Artes e serviço educativo de apoio às exposições, exibição de filmes e concertos musicais de interesse artístico e cultural.
O visitante pode apreciar no edifício da Avenida Paulista, obras da escola italiana como Rafael, Andrea Mantegna, Botticceli e Bellini; de pintores flamengos como Rembrandt, Frans Hals, Cranach ou Memling. Entre os espanhóis estão Velazquéz e Goya.
A maior parte do núcleo de arte européia do MASP é de pintura francesa. Podemos apreciar os quatro retratos das filhas de Luiz XV, pintados por Nattier, ou as alegorias das quatro estações de Delacroix. Do movimento impressionista, encontramos várias obras de Renoir, Manet, Monet, Cézanne e Degas. Dos pós-impressionistas é possível apreciar vários quadros de Van Gogh ou de Toulouse-Lautrec.
Um dos destaques do acervo, é o espaço dedicado à coleção completa de esculturas de Edgar Degas. Uma coleção de bronzes, feitos em tiragem de 73 peças, só pode ser vista integralmente no Masp e em poucos museus como no Metropolitan em New York, ou no Museu D`Orsay em Paris.

Fonte: spinfoco

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Parque do Ibirapuera

Quem vê o onipotente parque do Ibirapuera nos dias atuais, mal consegue imaginar que um dia aquela região foi apenas um terreno alagadiço e parte de uma aldeia índigena.
A própria palavra Ibrirapuera descende do idioma índigena local e quer dizer: “pau podre ou árvore apodrecida” em língua tupi; “ibirá”, árvore, “puera”, o que já foi.
A ideia de transformar a região do Ibirapuera em parque, surgiu nos anos 20, através do prefeito José Pires do Rio. Maravilhado com os parques europeus (Bois de Boulogne (Paris) e o Hyde Park (Inglaterra) e o Central Park (Estados Unidos), resolveu fazer ali um grande parque.
O projeto caiu por terra quando ele descobriu o quanto o terreno era alagadiço. Mas em 1927, um funcionário da prefeitura, Manuel Lopes de Oliveira, conhecido como “Manequinho Lopes” resolveu plantar centenas de eucaliptos australianos. Essas plantas têm por característica natural drenar a água do solo e eliminar o excesso de umidade, transformando-o em um local ideal para instalar um parque.
Mas mesmo com essa iniciativa o parque não saiu. Somente em 1951 o governador Lucas Nogueira Garcez instituiu uma comissão mista (poder público aliado à iniciativa privada) para que o Parque do Ibirapuera se tornasse o grande marco das comemorações do IV Centenário da Cidade de São Paulo.
A comissão foi criada e o arquiteto Oscar Niemeyer foi chamado para cuidar do projeto arquitetônico do lugar. Outro profissional de renome também foi chamado, Roberto Burle Marx que se responsabilizaria pelo projeto paisagístico.
Fonte: spinfoco

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Papai Noel

Papai Noel é o nome da figura representativa da lenda sobre um senhor, conhecido como "o bom velhinho", que vestido de roupas vermelhas e longas barbas brancas, surge na noite da véspera do dia de Natal com um saco de presentes para dar às crianças que se comportaram bem durante o ano.
Esta é a lenda mais difundida na cultura ocidental que, possivelmente, surgiu com base na figura de São Nicolau.
A lenda do Papai Noel
De acordo com a lenda, São Nicolau era um bispo nórdico que tinha o hábito de ajudar as pessoas pobres. De acordo com a tradição, o bispo colocava um saco com moedas próximo à chaminé da casa de quem seria beneficiado.
A figura do simpático velhinho, gorducho, que trajava casaco vermelho debruado com pelo branco, cinto e botas pretas, foi criada pelo alemão Thomas Nast em 1866. 
A popularidade e caracterização do Papai Noel desta forma é atribuída à forte influência da marca Coca-Cola, que lançou uma campanha publicitária em 1931 utilizando a imagem criada por Nast.
Através dos veículos de mídia como filmes, músicas, propaganda e a própria publicidade, esta imagem continua se mantendo atual até os dias de hoje.
Para os americanos, o Papai Noel vive no Pólo Norte. Já para os europeus, sua casa é na Lapônia, Finlândia. Anualmente as crianças enviam para os correios cartas endereçadas ao Papai Noel com pedidos de presentes. Em Portugal, o Papai Noel é conhecido por Pai Natal. Segue abaixo, o nome do Papai Noel em outras línguas:

Alemão: Nikolaus ou Weihnachtsmann
Croata: Djed Mraz
Dinamarquês: Julemanden
Espanhol: Papá Noel
Finlandês: Joulupukki
Francês: Père Noël
Inglês: Santa Claus
Italiano: Babbo Natale
Holandês: Kerstman
Russo: Ded Moroz

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Cenoura e seus benefícios


As cenouras são cheias de benefícios para a saúde. Aqui estão algumas das principais razões para comê-las com mais freqüência, especialmente quando temos cenouras frescas, recém colhidas no nosso jardim.
Podemos comer cenouras cruas, em vinagrete ou picles ou mesmo cozidas e temperadas com um fio de azeite cru, para obter seus vários efeitos benéficos para a saúde.

Benefícios de comer cenoura
Melhora a fertilidade masculina
As cenouras podem melhorar a fertilidade masculina e a qualidade do esperma. Pesquisadores norte-americanos apontam que o consumo de frutas e legumes de cores alaranjadas ou amarelas, como a cenoura, o melão e a batata doce, pode melhorar a qualidade do esperma em até 10%. Esta pesquisa foi publicada na revista Fertility and Sterility com o título de "Semen quality in relation to antioxidant intake in a healthy male population" em base a um trabalho da equipe de Jorge Chavarro, pesquisador norte-americano.
Aumentar a expectativa de vida
Outra pesquisa também norte-americana liderada por Li Chaoyang, inserida no "Third National Health and Nutrition Examination Survey”, avaliou 15.000 voluntários durante 20 anos e constatou que os níveis de alfa-caroteno no sangue, são inversamente proporcionais ao risco de morte. Ou seja, a ingestão rotineira de frutas frescas e vegetais ricos em antioxidantes naturais, como o caroteno encontrado na cenoura, ajuda a prevenir a morte prematura.
Cenouras ajudam muito na luta contra a obesidade infantil
Pesquisas feitas em duas universidades norte-americanas, no Texas e na Carolina do Sul, publicadas no Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics afirmam que uma dieta balanceada onde se inclui vegetais de folhas verdes, como espinafre e brócolis, legumes de cor amarela e alaranjada, como a cenoura e frutas amarelas, como a laranja, ajudam a combater a obesidade infantil, o que é fundamental para a manutenção da saúde das crianças.
Cenouras são saudáveis? cruas ou cozidas?
As cenouras são boas para sua saúde, cruas ou cozidas, mas por razões diferentes. Se você quiser absorver melhor o beta-caroteno - um precursor da vitamina A - encontrado na cenoura, melhor comê-las cozidas e temperadas com um fio de azeite de oliva. O beta-caroteno, é mais facilmente assimilado pelo corpo depois que o alimento passe por um cozimento rápido. A vitamina A é solúvel em gordura e, por isso, para sua absorção é importante acompanhar o prato com uma gordura saudável como o azeite extra-virgem. Porém, por outro lado, no cozimento algumas vitaminas como a vitamina C, que são sensíveis ao calor, se deterioram. Então, o melhor mesmo e comer cenouras dos dois jeitos, cruas e cozidas.
As cenouras são amigas da pele e da beleza
Alguns pesquisadores escoceses, em um estudo publicado na revista científica PLoS ONE, analisaram os hábitos alimentares de 35 estudantes universitários durante seis semanas. Como resultado se constatou que as pessoas que consumiam regularmente frutas e legumes de cores amarelo, vermelho e laranja, com especial referência para as cenouras e sua riqueza em beta-caroteno, apresentavam a pele muito mais relaxada e rosada.
Comer cenoura favorece o bronzeado
Comer cenouras, e outros alimentos de cor laranja, ajuda a promover um bonito bronzeado, o que muita gente sabe. E isso acontece porque as cenouras são ricas em beta-caroteno, que é estimulante da melanina, substância que promove a coloração da pele e protege contra os raios ultravioletas.
Cenouras fazem bem à vista
As cenouras contêm grande quantidade de vitamina A, que é muito importante para a saúde da visão, contribuindo especialmente para aguçar a visão noturna e para proteger os olhos. Outros alimentos bons para a vista são abóbora, melão e abricó.
Cenouras ajudam no combate ao envelhecimento
A presença da vitamina C e do beta-caroteno faz das cenouras, um dos legumes particularmente ricos em antioxidantes, substâncias úteis para combater os radicais livres e o envelhecimento. Em geral, comer frutas e vegetais, ajuda a manter a saúde e a prevenir a morte prematura. Entre os alimentos mais ricos em antioxidantes estão morangos, amoras, pitangas, tomates, mirtilos e pimentas.
Comer cenouras faz bem ao intestino
O consumo de cenouras é recomendado no caso de diarréia por sua riqueza de vitaminas, o que ajuda a reintegrar o organismo, e pela pectina, útil para o funcionamento do intestino. As cenouras podem ser comidas na forma de puré, ou como suco fresco para ser consumido à temperatura ambiente.
Para prevenir o câncer de cólon
Pesquisadores da University of Queensland estudaram os benefícios da cenouras negras para prevenir o câncer de cólon. Polifenois e fibras, duas das substâncias que existem em abundância nas cenouras negras, seriam a chave para os efeitos antitumorais desses vegetais. Em particular, as fibras que transportam os polifenois para o cólon, podem desempenhar um efeito preventivo sobre o câncer nesta parte do corpo.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Manga


A manga é o fruto da mangueira, nativa do sul e do sudeste asiáticos, encontrada desde o leste da Índia até as Filipinas. Foi introduzida com sucesso em Angola, em Moçambique, no Brasil e em outros países tropicais. A origem do nome dessa fruta vem da palavra manga do idioma malaiala. A manga é uma fruta de coloração variada. Ela pode ser amarela, laranja e vermelha, sendo mais rosada no lado exposto ao sol e mais amarelada ou esverdeada no lado que recebe insolação indireta. Sua polpa é suculenta, muito saborosa e, em alguns casos, fibrosa e doce. A manga contém uma única semente grande no centro.
Uma manga fresca contém cerca de 15% de açúcar, até 1% de proteína e quantidades significativas de vitaminas, minerais e antioxidantes, podendo conter vitamina A, B e C. Graças à alta quantidade de ferro que contém, a manga é indicada para tratamentos de anemia e é benéfica para as mulheres grávidas e em períodos de menstruação.
Pessoas que sofrem de câimbras, stress e problemas cardíacos, podem se beneficiar das altas concentrações de potássio e magnésio existentes que também auxiliam àqueles que sofrem de acidose. As mangas suavizam o intestino, tornando mais fácil a digestão. Na Índia, onde a manga é a fruta nacional, acredita-se que ela estanca hemorragia, fortalece o coração e traz benefícios ao cérebro. A manga é também utilizada para curar infecções pulmonares, bronquite asmática, bronquite catarral e tosse, como também é usada no tratamento de gengivas inflamadas, gengivites, feridas na boca e no canto dos lábios.
Existem mais de 100 variedades de mangas. Apesar de ser cultivada em suas regiões de origem há mais de 4 mil anos, sua introdução em outras terras foi muito lenta: a viagem das mangas pelo mundo foi iniciada com a descoberta das rotas comerciais marítimas entre a Europa e a Ásia, no início do século XVI. Foram os portugueses que levaram as mangas para as costas leste e oeste da África e depois para a América.
Por volta de 1700, a Bahia recebeu as primeiras mudas de mangueiras indianas. Da Bahia elas foram para o México no século 19, de onde atingiram a região da Flórida.
A mangueira foi a árvore asiática que melhor se adaptou ao clima brasileiro, produzindo inúmeras variedades. Ela se tornou obrigatória nas paisagens do norte e do nordeste do país, e sendo facilmente encontrada em cultivo na Amazônia e nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Abacaxi e sua história


Quando Cristovão Colombo chegou à Ilha de Guadalupe, no Novo Mundo, o abacaxi foi oferecido aos invasores europeus num gesto de hospitalidade e boas-vindas. Em virtude de um julgamento um tanto forçado e bastante apressado, a fruta foi considerada semelhante ao fruto do pinheiro europeu, sendo então chamada de “piña”, como é até hoje conhecida nos países de língua espanhola.
Provavelmente nativo do sul da América do Sul, da região onde hoje fica o Paraguai, o abacaxi foi carregado por toda a América pelos guaranis, tornando-se espécie cultivada pelas populações autóctones até a região da América Central e do Caribe muito antes da chegada dos europeus.
Apenas depois de muito tempo de sua chegada a Europa, soube-se que aquilo que costumava ser considerado como uma fruta única não passava de uma ou duas centenas de pequenos frutos aglomerados em torno de um mesmo eixo central: cada “olho” ou “escama” da casca do abacaxi é um fruto que cresceu a partir de uma flor, fundindo-se todos os frutos em um grande corpo, chamado infrutescência, no topo do qual se forma a coroa.
No transporte do Novo para o Velho Mundo, o abacaxi deixou de ser apenas uma fruta e passou a ser um verdadeiro modelo de beleza e exotismo, representado incansavelmente pelas belas artes, estudado e admirado pelas ciências da natureza. Uma imagem que permaneceu misteriosa por muito tempo, até que pudesse ser completamente desvendada pela ciência botânica.
De perfume forte e sabor variado, ora dulcíssimo, ora bastante ácido, a massa composta pelo conjunto do abacaxi constitui uma polpa refrescante e cheia de caldo. Além do consumo ao natural, tais virtudes o recomendam como fruta que se presta à produção de uma grande variedade de doces, tais como compotas, cristalizados, geléias, sucos, sorvetes, cremes, gelatinas, tortas e pudins.
No Brasil, faz-se também uma bebida, chamada aluá, bastante conhecida e apreciada no Nordeste: deixam-se as cascas do abacaxi imersas em água por alguns dias, até que se processe a sua fermentação.
O abacaxi é, seguramente, uma das frutas tropicais mais populares do mundo, sendo muito utilizada no preparo de coquetéis de espírito festivo, tais como a famosa “piña colada”, feita com suco de abacaxi e rum.
O abacaxi não é fruta calórica, mas seu conjunto contém altas porcentagens de vitaminas A, B e C, assim como carboidratos, sais minerais (cálcio, fósforo e ferro) e fibras. Dos restos do abacaxizeiro também se pode extrair a bromelina, uma enzima nobre que ajuda a decompor proteínas, resultando dessa extração um bagaço consistente que pode ser utilizado como ração animal.
O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de abacaxi, com mais de 1400 mil toneladas anuais. As principais plantações brasileiras, responsáveis pela produção de cerca de 850 mil toneladas, estão concentradas na região do Triângulo Mineiro (Minas Gerias) e nos estados da Paraíba e do Pará. Outras regiões do país também são responsáveis pela produção de grandes quantidades de abacaxis: no Nordeste, destacam-se a Bahia, o Rio Grande do Norte e o Maranhão; no Sudeste, São Paulo (municípios de Araçatuba e Bauru), Rio de Janeiro e Espírito Santo; no Centro-Oeste, Goiás; e no Norte, o Estado de Tocantins.
No entanto, apesar de manter uma área de cultivo bem maior que os outros países produtores, o Brasil ainda não detém completamente as técnicas que permitem a alta produtividade obtida nos abacaxizais da Costa Rica, Bélgica, França, África (Costa do Marfim e Gana), Estados Unidos, Tailândia e Filipinas.
O abacaxi, com o nome de “piña”, foi levado para a Europa como testemunho da exuberância exótica das terras existentes a oeste do Atlântico. Espécie de fruto de fácil dispersão e cultivo, o abacaxi cruzou os mares do mundo a bordo de galeões e caravelas, chegando para ficar na África, na China, em Java, na Índia e nas Filipinas. Nesses locais, o abacaxi propagou-se com facilidade e rapidez, tendo sido muito bem aproveitado nos últimos cinco séculos.
Na Inglaterra, a partir do século 17, iniciou-se o cultivo do abacaxi em estufas especialmente preparadas para manter a temperatura equivalente à temperatura tropical de que a planta necessita para crescer. Com sua coroa espinhenta, passou a ser chamado, no feminino, de a “rainha das frutas”. Transformado em iguaria de reis e rainhas, o abacaxi foi oferecido como símbolo de hospitalidade a convidados especiais da nobreza também nas cortes européias.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Cacau, manjar dos deuses!


O Cacau é o fruto da árvore Cacaueiro. É desse fruto que se origina o chocolate através de alguns processos. 
Não se sabe ao certo quais foram os primeiros povos a cultivar esse fruto. Segundo consta, os Astecas, no México, e os Maias, na América Central foram os primeiros povos a cultivar o cacau. Mas, fala-se também, que antes mesmos dos primeiros colonizadores espanhóis chegarem à América, o cacau já era cultivado pelos índios. 
O cacaueiro, chamado cacahualt, era considerado sagrado e suas sementes eram tão valiosas que chegaram a ser usadas como moeda.
Como bebida, era servido em cerimônias e rituais, em requintados banquetes. O cacau chegou à Europa pelas mãos de Cristóvão Colombo, que o teria levado por simples curiosidade e logo se transformou em uma coqueluche por lá.
Em 1758, o botânico sueco Carlos Linneo chamou a planta de “Theobroma Cacao” que significa “Manjar dos Deuses”.
No Brasil, o cacau veio para Bahia e seu plantio foi permitido oficialmente em nossas terras em 1679 através da Carta Régia que autorizava colonizadores a plantar o fruto. Na Bahia, o cacau chegou primeiro no município de Canavieiras e depois levado à Ilhéus em 1752.
O cacau se adaptou ao clima e solo do sul da Bahia, e a região alcançou a produção de até 95% do cacau brasileiro, ficando o Espírito Santo com 3,5% e a Amazônia com 1,5%.
O Brasil é hoje o 5° produtor de cacau do mundo.