sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Manga


A manga é o fruto da mangueira, nativa do sul e do sudeste asiáticos, encontrada desde o leste da Índia até as Filipinas. Foi introduzida com sucesso em Angola, em Moçambique, no Brasil e em outros países tropicais. A origem do nome dessa fruta vem da palavra manga do idioma malaiala. A manga é uma fruta de coloração variada. Ela pode ser amarela, laranja e vermelha, sendo mais rosada no lado exposto ao sol e mais amarelada ou esverdeada no lado que recebe insolação indireta. Sua polpa é suculenta, muito saborosa e, em alguns casos, fibrosa e doce. A manga contém uma única semente grande no centro.
Uma manga fresca contém cerca de 15% de açúcar, até 1% de proteína e quantidades significativas de vitaminas, minerais e antioxidantes, podendo conter vitamina A, B e C. Graças à alta quantidade de ferro que contém, a manga é indicada para tratamentos de anemia e é benéfica para as mulheres grávidas e em períodos de menstruação.
Pessoas que sofrem de câimbras, stress e problemas cardíacos, podem se beneficiar das altas concentrações de potássio e magnésio existentes que também auxiliam àqueles que sofrem de acidose. As mangas suavizam o intestino, tornando mais fácil a digestão. Na Índia, onde a manga é a fruta nacional, acredita-se que ela estanca hemorragia, fortalece o coração e traz benefícios ao cérebro. A manga é também utilizada para curar infecções pulmonares, bronquite asmática, bronquite catarral e tosse, como também é usada no tratamento de gengivas inflamadas, gengivites, feridas na boca e no canto dos lábios.
Existem mais de 100 variedades de mangas. Apesar de ser cultivada em suas regiões de origem há mais de 4 mil anos, sua introdução em outras terras foi muito lenta: a viagem das mangas pelo mundo foi iniciada com a descoberta das rotas comerciais marítimas entre a Europa e a Ásia, no início do século XVI. Foram os portugueses que levaram as mangas para as costas leste e oeste da África e depois para a América.
Por volta de 1700, a Bahia recebeu as primeiras mudas de mangueiras indianas. Da Bahia elas foram para o México no século 19, de onde atingiram a região da Flórida.
A mangueira foi a árvore asiática que melhor se adaptou ao clima brasileiro, produzindo inúmeras variedades. Ela se tornou obrigatória nas paisagens do norte e do nordeste do país, e sendo facilmente encontrada em cultivo na Amazônia e nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Abacaxi e sua história


Quando Cristovão Colombo chegou à Ilha de Guadalupe, no Novo Mundo, o abacaxi foi oferecido aos invasores europeus num gesto de hospitalidade e boas-vindas. Em virtude de um julgamento um tanto forçado e bastante apressado, a fruta foi considerada semelhante ao fruto do pinheiro europeu, sendo então chamada de “piña”, como é até hoje conhecida nos países de língua espanhola.
Provavelmente nativo do sul da América do Sul, da região onde hoje fica o Paraguai, o abacaxi foi carregado por toda a América pelos guaranis, tornando-se espécie cultivada pelas populações autóctones até a região da América Central e do Caribe muito antes da chegada dos europeus.
Apenas depois de muito tempo de sua chegada a Europa, soube-se que aquilo que costumava ser considerado como uma fruta única não passava de uma ou duas centenas de pequenos frutos aglomerados em torno de um mesmo eixo central: cada “olho” ou “escama” da casca do abacaxi é um fruto que cresceu a partir de uma flor, fundindo-se todos os frutos em um grande corpo, chamado infrutescência, no topo do qual se forma a coroa.
No transporte do Novo para o Velho Mundo, o abacaxi deixou de ser apenas uma fruta e passou a ser um verdadeiro modelo de beleza e exotismo, representado incansavelmente pelas belas artes, estudado e admirado pelas ciências da natureza. Uma imagem que permaneceu misteriosa por muito tempo, até que pudesse ser completamente desvendada pela ciência botânica.
De perfume forte e sabor variado, ora dulcíssimo, ora bastante ácido, a massa composta pelo conjunto do abacaxi constitui uma polpa refrescante e cheia de caldo. Além do consumo ao natural, tais virtudes o recomendam como fruta que se presta à produção de uma grande variedade de doces, tais como compotas, cristalizados, geléias, sucos, sorvetes, cremes, gelatinas, tortas e pudins.
No Brasil, faz-se também uma bebida, chamada aluá, bastante conhecida e apreciada no Nordeste: deixam-se as cascas do abacaxi imersas em água por alguns dias, até que se processe a sua fermentação.
O abacaxi é, seguramente, uma das frutas tropicais mais populares do mundo, sendo muito utilizada no preparo de coquetéis de espírito festivo, tais como a famosa “piña colada”, feita com suco de abacaxi e rum.
O abacaxi não é fruta calórica, mas seu conjunto contém altas porcentagens de vitaminas A, B e C, assim como carboidratos, sais minerais (cálcio, fósforo e ferro) e fibras. Dos restos do abacaxizeiro também se pode extrair a bromelina, uma enzima nobre que ajuda a decompor proteínas, resultando dessa extração um bagaço consistente que pode ser utilizado como ração animal.
O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de abacaxi, com mais de 1400 mil toneladas anuais. As principais plantações brasileiras, responsáveis pela produção de cerca de 850 mil toneladas, estão concentradas na região do Triângulo Mineiro (Minas Gerias) e nos estados da Paraíba e do Pará. Outras regiões do país também são responsáveis pela produção de grandes quantidades de abacaxis: no Nordeste, destacam-se a Bahia, o Rio Grande do Norte e o Maranhão; no Sudeste, São Paulo (municípios de Araçatuba e Bauru), Rio de Janeiro e Espírito Santo; no Centro-Oeste, Goiás; e no Norte, o Estado de Tocantins.
No entanto, apesar de manter uma área de cultivo bem maior que os outros países produtores, o Brasil ainda não detém completamente as técnicas que permitem a alta produtividade obtida nos abacaxizais da Costa Rica, Bélgica, França, África (Costa do Marfim e Gana), Estados Unidos, Tailândia e Filipinas.
O abacaxi, com o nome de “piña”, foi levado para a Europa como testemunho da exuberância exótica das terras existentes a oeste do Atlântico. Espécie de fruto de fácil dispersão e cultivo, o abacaxi cruzou os mares do mundo a bordo de galeões e caravelas, chegando para ficar na África, na China, em Java, na Índia e nas Filipinas. Nesses locais, o abacaxi propagou-se com facilidade e rapidez, tendo sido muito bem aproveitado nos últimos cinco séculos.
Na Inglaterra, a partir do século 17, iniciou-se o cultivo do abacaxi em estufas especialmente preparadas para manter a temperatura equivalente à temperatura tropical de que a planta necessita para crescer. Com sua coroa espinhenta, passou a ser chamado, no feminino, de a “rainha das frutas”. Transformado em iguaria de reis e rainhas, o abacaxi foi oferecido como símbolo de hospitalidade a convidados especiais da nobreza também nas cortes européias.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Cacau, manjar dos deuses!


O Cacau é o fruto da árvore Cacaueiro. É desse fruto que se origina o chocolate através de alguns processos. 
Não se sabe ao certo quais foram os primeiros povos a cultivar esse fruto. Segundo consta, os Astecas, no México, e os Maias, na América Central foram os primeiros povos a cultivar o cacau. Mas, fala-se também, que antes mesmos dos primeiros colonizadores espanhóis chegarem à América, o cacau já era cultivado pelos índios. 
O cacaueiro, chamado cacahualt, era considerado sagrado e suas sementes eram tão valiosas que chegaram a ser usadas como moeda.
Como bebida, era servido em cerimônias e rituais, em requintados banquetes. O cacau chegou à Europa pelas mãos de Cristóvão Colombo, que o teria levado por simples curiosidade e logo se transformou em uma coqueluche por lá.
Em 1758, o botânico sueco Carlos Linneo chamou a planta de “Theobroma Cacao” que significa “Manjar dos Deuses”.
No Brasil, o cacau veio para Bahia e seu plantio foi permitido oficialmente em nossas terras em 1679 através da Carta Régia que autorizava colonizadores a plantar o fruto. Na Bahia, o cacau chegou primeiro no município de Canavieiras e depois levado à Ilhéus em 1752.
O cacau se adaptou ao clima e solo do sul da Bahia, e a região alcançou a produção de até 95% do cacau brasileiro, ficando o Espírito Santo com 3,5% e a Amazônia com 1,5%.
O Brasil é hoje o 5° produtor de cacau do mundo.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Furacão


"Todo mundo devia passar por um furacão. Todo mundo. Sem exceção.
A gente tem manicure marcada, o frango descongelado, mas nenhum cotidiano sobrevive a um furacão. E a gente só sabe disso quando vive. Todo mundo devia passar por um furacão; pra ter que escolher entre ir e ficar. Correr ou esperar. Empacotar ou respirar.
Com exceção das evacuaçōes mandatórias, penso que não tem escolha certa e escolha errada. Mas que todo mundo devia parar pra pensar: “Vou ou fico?” “Tenho pra onde correr?” E, mais importante ainda, “tenho com quem correr?” Todo mundo devia passar por um furacão e falar com as pessoas com quem vive: “Eu quero ir.” “Eu não quero.” “Aqui é seguro.” “Mas eu não me sinto segura”. “Então eu vou sozinho.” “Eu não fico sem você.”
Todo mundo devia passar por um furacão pra falar o que sente…
Todo mundo devia passar por um furacão, pegar a estrada e perceber que esqueceu aquele documento importante para, em seguida, se dar conta que aquele documento não tem a menor importância. E o que tem está aqui. No banco de trás reclamando de calor, no banco ao lado exagerando no ar condicionado.
Todo mundo devia passar por um furacão e praticar empatia. Todo mundo devia ter uma rede de apoio, ainda que virtual, para dizer: “Não aguento mais, estou dirigindo há 14 horas”. E ouvir, de um desconhecido, uma mensagem simples: “Calma, tem um posto aberto na 75, pega a esquerda”. “Falta pouco”. “Força”. “Você consegue.”
Todo mundo devia passar por um furacão e chegar num hotel mequetrefe de beira de estrada. E, mesmo com cama faltando e sem ar condicionado, erguer o pensamento aos céus: Obrigada por esse abrigo, meu Deus.
Todo mundo devia passar por um furacão e comer um pote de M&M como se o mundo fosse acabar – porque, afinal, vai que… Todo mundo devia passar por um furacão para estudar, em detalhes, o mapa de onde se vive e aprender, em minutos, mais do que em todas as aulas de geografia da vida. Todo mundo deveria passar por um furacão e enlouquecer atrás de um hotel que aceite bicho, para também dar uma prova de amor ao seu cachorro.
Todo mundo devia saber que nosso planeta é nosso abrigo, nosso corpo nossa casa; e só.
Todo mundo deveria passar por um furacão para saber-se vulnerável, mas, sobretudo, para saber-se forte. Para respirar fundo, fazer uma cama no corredor, um cafofo no closet e dormir abraçado a quem se tem…
Todo mundo devia passar por um furacão  para, por fim, amanhecer em gratidão com o primeiro raio de sol, com um pato que invade o seu quintal, ou com o canto daquele passarinho que, por algum dos muitos milagres da natureza, também sobreviveu.”

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Pirâmides do Egito


No Antigo Egito a religião adotada era a politeísta – a qual consiste na crença de que existem vários deuses, sendo cada um considerado um ente singular e autônomo.
Os egípcios tinham como verdadeira a continuidade da vida após a morte, portanto devia-se preservar este corpo para que ele recebesse de forma adequada sua alma.
Preocupados com esta questão, os egípcios desenvolveram um sistema de mumificação - processo artificial de se preservar o corpo humano da decomposição após a morte -, no qual o corpo era embalsamado e os órgãos retirados, pois os egípcios acreditavam que o corpo e a alma eram separados após a morte. O único órgão que permanecia no lugar era o coração, pois, segundo a tradição, o coração era o local onde residiam as emoções e assim ele não podia ser retirado, em seguida o corpo era envolto em faixas de linho branco.
Depois de finalizado este processo, o corpo – então denominado múmia - era colocado dentro de um ataúde, que seria levado à pirâmide para ser protegido e conservado. Na época, por ser um processo muito caro, apenas os faraós e os sacerdotes eram mumificados.
As pirâmides são edificações grandiosas arquitetadas em pedra, sua sustenção é retangular e possui quatro lados triangulares que afluem em direção ao seu ponto mais alto.
Existe a crença de que as pirâmides do Egito Antigo seriam monumentos funerários, apesar de alguns profissionais especializados defenderem a idéia de que se tratava de sepulcros suntuosos também utilizados como lugar de adoração a Deus.
As pirâmides foram construídas há aproximadamente 2700 anos. Tinha por obrigação acolher e resguardar o corpo do faraó mumificado e seus objetos de uso pessoal – jóias, utensílios de uso pessoal e outros bens materiais.
As construções eram muito resistentes, vigiadas e o acesso era bastante dificultoso, tanto que os egípcios, para preservarem os segredos internos destas, davam cabo da vida dos engenheiros que as haviam edificado. Todos os meios possíveis eram usados para se evitar o acesso ao corpo mumificado do faraó e aos seus pertences.
Há conhecimento da existência de cem pirâmides no Egito, sendo a mais célebre a de Queóps – nome dado em homenagem ao mais rico dos faraós do Egito antigo , a única das sete maravilhas antigas que resiste ao tempo.
A Pirâmide de Queóps foi construída por volta de 2.550. A experiência foi passada de geração para geração - Quéfren, filho de Queóps, e Miquerinos, seu neto, concluíram as três pirâmides de Gizé.
Para se colocar em pé as três pirâmides, calcula-se que cerca de 30 mil egípcios trabalharam durante 20 anos, e a cada três meses havia uma troca de homens. Uma grande parte trabalhava no corte e transporte de blocos de pedras. Porém, não havia somente trabalhadores braçais, mas também arquitetos, médicos, padeiros e cervejeiros, pois se acredita que os homens que ali trabalhavam eram pagos com cerveja e alimentos, apesar das várias polêmicas existentes.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Independência do Brasil


D. Pedro de Alcântara de Bragança, nomeado Príncipe Regente do Brasil em 1821, quando d. João teve que retornar a Portugal por conta de uma revolução local, proclamou a independência do Brasil em 7 de Setembro de 1822.
Consta que, em 7 de setembro, quando retornava de São Paulo, -onde conhecera a Marquesa de Santos-, para o Rio de Janeiro, Pedro recebeu uma carta de José Bonifácio e de Leopoldina a qual informava que as Cortes tinham anulado todos os atos do gabinete de Bonifácio - ministro do Reino e dos Negócios Estrangeiros, e removido o restante de poder que ele ainda tinha . A carta exigia seu pronto retorno a Portugal, e rebaixava o Brasil novamente à condição de Colônia. Voltou-se para seus companheiros, e à sua Guarda de Honra, e falou:
‘Amigos, as Cortes Portuguesas querem escravizar-nos e perseguir-nos. A partir de hoje as nossas relações estão quebradas. Nenhum vínculo nos une mais.’ e continuou, depois que arrancou a braçadeira azul e branca que simbolizava Portugal: ‘Tirem suas braçadeiras, soldados. Viva independência, a liberdade, e a separação do Brasil.’
Ele desembainhou sua espada afirmando: ‘Pelo o meu sangue, minha honra, meu Deus, eu juro dar ao Brasil a liberdade’, e gritou: ‘Independência ou morte’.
Este evento é lembrado como ‘Grito do Ipiranga’. imortalizado pelo pintor paraibano Pedro Américo, no quadro ‘Independência ou Morte’, de 1888.
No dia 12 de outubro desse mesmo ano, o príncipe foi proclamado imperador com nome de Pedro I, e o país passou a ser chamado de Império do Brasil. O que aconteceu depois, todos já conhecem.
Entendo que pelo bem de todos e felicidade geral das nações a história enfeita muito certas passagens. Sempre me perguntei como teria sido, de fato, a reação e as palavras de D. Pedro I ao se indignar com a atitude da corte de Portugal em relação ao Brasil, quando estava a caminho do Rio de Janeiro vindo de São Paulo, às margens do córrego do Ipiranga. Com certeza não foi ‘Vai Corinthians!!!’. Mas, há controvérsias.
(JA, Set17)
Fonte: Texto de Juarez Alvarenga

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Lady Diana e seu castelo Althorp House


Althorp House é uma castelo de campo na Inglaterra, localizada a 8 km (5 milhas) ao noroeste do centro da cidade de Northampton.
Desde 1508, tem sido a propriedade principal da família Spencer e pertence atualmente a Charles Spencer, 9° Conde Spencer, também conhecido por ser o irmão de Lady Di.
A mansão de Althorp originalmente tinha tijolos vermelhos da Era Tudor, mas foi radicalmente modificada durante o século XVIII, quando o famoso arquiteto Henry Holland foi comissionado para fazer mudanças extensivas. O interior da casa reúne uma coleção de obras de arte, principalmente do flamengo Anthony van Dyck, além de móveis finos.
A princesa Diana era membro da família e não só passou sua infância na Althorp House, como também lá foi sepultada.
O estábulo de cavalos da propriedade foi convertido numa exibição devotada à memória da princesa, onde há fotos, objetos pessoais e roupas da princesa, incluindo seu vestido de casamento.
Segundo o irmão de Diana, todo o dinheiro arrecadado com a venda de tickets é doado para o Fundo Memorial de Diana, Princesa de Gales, que distribuí o dinheiro entre instituições de caridade apoiadas pela princesa em vida.
Numa pequena ilha ao centro do lago da propriedade, o corpo de Diana está enterrado. No entanto, há rumores de que seu corpo, na verdade, está enterrado na igreja de Great Brington. Além disso, ex-funcionários de Althorp alegam que o corpo foi cremado e que não se encontra mais na ilha, onde cães da família Spencer eram enterrados.

A propriedade e a mansão estão abertos ao público durante os meses de verão (de 1º de julho até 30 de setembro), exceto no dia 31 de agosto, o aniversário de morte de Diana. A propriedade foi primeiramente aberta em 1953, por Albert Spencer, 7° Conde Spencer, o avô de Diana, para minimizar os impostos.