segunda-feira, 16 de julho de 2018

Pelé


Pelé (1940) é um ex-jogador brasileiro de futebol. Conhecido como "Rei Pelé", encantou o mundo com seus dribles e passes. Foi designado o Embaixador Mundial do Futebol. Foi eleito o "Atleta do Século". Levou o Santos Futebol Clube, onde atuou por mais de duas décadas, a ganhar mais de quarenta taças. Foi artilheiro do campeonato paulista, ganhou o título 11 vezes, onde 9 foram consecutivas. Foi artilheiro da Libertadores, da Taça Brasil e do Torneio Rio São Paulo. Fez sua estreia na Seleção Brasileira com apenas 17 anos, incompletos, onde só se despediu em 1971. Jogou no New York Cosmos de 1975 a 1977. Foi Ministro dos Esportes entre os anos de 1995 e 1998. Ganhou títulos em várias partes do mundo.
Edson Arantes do Nascimento (1940) ou simplesmente Pelé, nasceu na cidade de Três Corações, Minas Gerais, no dia 23 de outubro de 1940. Começou a carreira no infanto-juvenil do Bauru Atlético Clube, em São Paulo, onde conquistou o bicampeonato em 1954 e 1955. Em 1956, foi levado para treinar no Santos F.C., pelo também jogador, Waldemar de Brito. Em jogo treino, Pelé fez quatro gols, onde seu time ganhou de 6 a 1.
Sua primeira partida oficial foi no dia 7 de setembro de 1956, em jogo amistoso entre Santos e Corinthians. O resultado foi de 7 a 1 para o Santos, com dois gols de Pelé. Na contagem de 1000 gols da carreira, este foi o primeiro oficializado. Pelé levou o Santos a conquistar mais de quarenta taças. Em 1974 fez o seu último jogo com a camisa do Santos.
Pelé fez sua estreia na seleção brasileira no dia 7 de julho de 1957, com 17 anos incompletos, no jogo contra a Argentina, no Estádio do Maracanã no Rio de Janeiro, onde marcou seu primeiro gol pela seleção. Pelé Participou de 115 partidas pela seleção brasileira, marcando 103 gols, sendo 92 oficiais. Foi convocado para a copa do mundo na Suécia, em 1958, quando pela primeira vez foi campeão mundial e marcou seis gols.
Na copa do Chile em 1962, Pelé sofreu uma distensão muscular, no jogo contra a Checoslováquia, ficou fora da equipe e quem brilhou no seu lugar foi o jogador Garrincha. Participou ainda da copa de 1966, na Inglaterra e da copa de 1970, no México, quando a seleção trouxe para o Brasil a taça Jules Rimet. O último jogo de Pelé pela seleção foi no Estádio do Maracanã em 18 de julho de 1971, na partida entre Brasil e Iugoslávia, com o placar de dois a dois.
Pelé jogou também no New York Cosmos no período de 1975 a 1977. A última partida pelo time americano foi no Giants Stadium em 1 de outubro de 1977. Foi eleito presidente honorário do New York Cosmos. Pelé marcou 1281 gols em 1363 partidas, número que fez dele o maior artilheiro da história do futebol. Pelé aposentou-se do futebol no ano de 1977 e desde então é o embaixador mundial do futebol. Entre 1995 e 1998 Pelé foi Ministro dos Esportes no governo de Fernando Henrique Cardoso.
Pelé recebeu vários títulos, em 1981 foi eleito o "Atleta do Século" pelo jornal L'Equipe. Em 1997 recebeu o título de Sir-Cavaleiro Honorário do Império Britânico, das mãos da Rainha Elizabeth II. Em 1999 foi eleito o "futebolista do século". Em 2002 a FIFA o elegeu como o jogador de futebol do século XX.
Em novembro de 2011, Pelé lança seu livro "Primeiro Tempo", onde relata fatos e curiosidades de sua carreira.




fonte: ebiografia.com 


sexta-feira, 13 de julho de 2018

A cidade de São Paulo



Para passar de São Vicente ao planalto, onde seria construída a cidade de São Paulo, era muito difícil, pois, além da difícil topografia, tinha o problema dos índios, que atacavam os portugueses.
Foi, então, que a ação de um português chamado João Ramalho, possivelmente um antigo náufrago, que morava na tribo de Tibiriçá e era casado com sua filha Bartira, facilitou as coisas, conseguindo convencer os índios das boas intenções de seus compatriotas.
Assim foi possível aos luso-brasileiros atingir o planalto e fundar Santo André da Borda do Campo.
Logo nos primeiros dias de 1554, um grupo de religiosos, entre os quais Anchieta, sobe a serra do mar rumo ao planalto, onde iria se instalar. E, seria, nessa dura viagem a pé, que o irmão Anchieta iria manter o seu primeiro contato com a floresta tropical. A trilha aberta pelos tupis era tortuosa, e Anchieta espantou-se com as densas matas.
A 25 de janeiro de 1554, justamente no dia da conversão do apóstolo São Paulo, celebraram então numa pequena casinha, a primeira missa da cidade.
Essa casinha, o barracão inicial, servia ao mesmo tempo de dormitório, enfermaria, escola, refeitório, cozinha e até de capela.
A esse barracão montado junto à aldeia de Tibiriçá, foram chamados de início,130 índios para o catecismo e 36 para o batismo. Eram todos os dias instruídos na doutrina católica, repetindo orações em português e na sua própria língua.
O Colégio São Paulo, com os padres transformados em construtores e carpinteiros, ia crescendo, atraindo índios do sertão, assim como os colonos portugueses.
Durante todos esses anos, Anchieta e os colonos aprenderam a língua tupi, que colonos e padres usariam para o resto da vida, facilitando assim a aprendizagem da luso brasilidade.
Mais tarde, Anchieta, criou a própria gramática tupi, que viria a ser usada em todas as missões dos jesuítas no Brasil.
O crescimento do Colégio São Paulo passou a exigir cada vez mais contatos com o litoral, por onde vinham mercadorias, víveres e notícias de Portugal.
A partir do século XVII, têm início as bandeiras (ou entradas) cujo objetivo era a captura de índios, a expansão territorial e, principalmente, a descoberta de ouro e pedras preciosas. No final deste século, os bandeirantes do estado de São Paulo encontram ouro nos arredores de São João Del Rei.
A independência do Brasil é proclamada por D. Pedro I, em solo paulistano, no dia 7 de setembro de 1822.
Em 1817, tem início o ciclo do café. A mão-de-obra utilizada na cafeicultura era a escrava. A fim de escoar os grãos de café do interior do estado para Santos, é criada, em 1867, a São Paulo Railway (a primeira ferrovia paulista).
Com a abolição da escravatura, em 1888, e o enriquecimento da região, começam a chegar os imigrantes (italianos, espanhóis, árabes, japoneses, etc.).
A partir de 1900 (e até 1970) uma empresa canadense chamada Light passa a administrar a geração de energia elétrica, fato que alavancou um grande desenvolvimento industrial e econômico.
No início do século XX, a oligarquia cafeeira viveu seu apogeu, que foi interrompido pela Revolução de 1930 (liderada pelo Rio Grande do Sul).
Em 1950, chega a indústria automobilística a São Paulo (ABC Paulista), como fruto do trabalho do presidente Juscelino Kubitschek. Graças à falta de mão de obra, migrantes do nordeste brasileiro (Bahia, Pernambuco, Paraíba, etc.) vêm em grande número para a cidade de São Paulo e passam a viver na periferia aumentando o tamanho da região metropolitana.
A partir da década de 60, São Paulo torna-se o principal pólo econômico e a maior cidade da América do Sul.


segunda-feira, 9 de julho de 2018

Santos Dumont


Alberto Santos Dumont nasceu na Fazenda Cabangu, em João Gomes - hoje Santos Dumont, Minas Gerais, no dia 20 de julho de 1873. Filho de Henrique Dumont, engenheiro francês e plantador de café, e de Francisca Santos Dumont, de origem portuguesa. Seu avô, François Dumont, joalheiro francês, veio para o Brasil em meados do século XIX e escolheu Diamantina para morar. Santos Dumont teve cinco irmãs e dois irmãos. Entre os homens, era o caçula da família. Aprendeu a ler com sua irmã Virgínia. Estudou no Colégio Culto à Ciência, em Campinas, depois no Instituto dos Irmãos Kopke e no Colégio Morethzon, no Rio de Janeiro.
Em 1891, acompanhado da família, Dumont visitou a França pela primeira vez. No fim do século XIX, o motor a gasolina era a sensação das exposições em Paris. Santos Dumont ficou fascinado, pois sempre se interessou por mecanismos.
Seu sonho, desde criança, era criar um aparelho que permitisse o homem voar controlando seu próprio curso. Passou a adolescência lendo Júlio Verne, observando os pássaros e estudando sua constituição física. Em 1892 Dumont mudou-se para Paris e começou a oportunidade de construir as próprias aeronaves. Lá, ele fez contato com baloeiros, como Albert Chapin, que viria a se tornar mecânico de seus inventos.
Em Paris, Santos Dumont se aprofundou nos estudos, principalmente em mecânica e no motor de combustão, pelo qual se apaixonou à primeira vista. Seu primeiro Balão, o “Brésil”, com apenas 15 kg ganhou altura, mas dependia do vento para se movimentar.  A dirigibilidade era o que realmente interessava a Santos Dumont e as pesquisas continuaram.
O balão Brésil e o dirigível Nº4

Depois de muitos estudos, mandou construir o "Nº1", primeiro de uma série de "charutos voadores" motorizados. No dia 20 de setembro de 1898 o balão subiu aos céus, chegando à altura de 400 metros e retornando ao mesmo ponto de partida. Construindo diversos balões sucessivamente e realizando experiências, Santos Dumont foi desenvolvendo os mistérios da navegação aérea. O balão "Nº3" já possuía um motor a gasolina.
Contornando a Torre Eiffel
Santos Dumont contornando
 a Torre Eiffel com o dirigível número 5,
em 13 de julho de 1901.
Em 1900, o milionário francês Deutsch de la Meurthe lançou um desafio aos construtores de dirigíveis: "Aquele que conseguir partir do Campo de Saint-Cloud, fazer à volta a Torre Eiffel e voltar ao ponto de partida em 30 minutos, ganhará 100.000 francos".
Após tentativas com cinco dispositivos – incluindo o dirigível "Nº5", cujo voo terminou em um acidente que quase lhe tirou a vida, Dumont cumpriu a missão em 1901, pilotando o balão "Nº6", com um motor de 16 HP, deu a volta à Torre Eiffel. Ao ganhar o Prêmio Dustche, distribuiu metade entre seus mecânicos e auxiliares e a outra metade Santos Dumont destinou aos necessitados.
O balão "Nº7", que foi projetado para corrida, nunca chegou a competir, pois não tinha concorrente. O "Nº8" não existiu. Com o "Nº9", Dumont começou a transportar pessoas nos voos que fazia. Uma de suas passageiras era a cubana Aída de Acosta, que se tornou a primeira mulher no mundo a voar. De tanto cruzar os céus de Paris com o número nove, recebeu o apelido de "Le Petit Santos". O "Nº10", maior que os outros, foi denominado "um dirigível ônibus", pelo próprio Santos Dumont.
O 14 Bis

Com o "14 Bis", uma "aeronave mais pesada que o ar", o brasileiro cumpriu alguns desafios em exibições públicas nos arredores de Paris. No dia 23 de outubro de 1906, realizou um voo de 60 metros. O segundo desafio se deu no dia 12 de novembro de 1906, quando o "14 Bis", com um motor de 50 cavalos de potência, partiu do Parque de Bagatelle e subiu a uma altura de 6 metros, percorrendo 220 metros, tendo como testemunha os membros da comissão do Aeroclube da França.


Em 1908, Santos Dumont constrói o "Demoiselle", cujo desenho serviria de modelo a todos os projetistas que se seguiram. Tudo nela era obra de Dumont, inclusive o motor. Em 1910, na primeira exposição da Aeronáutica realizada no Grand Palais de Paris, o "Demoiselle" foi um sucesso.

Santos Dumont e seu maravilhoso "Demoiselle"

Ainda em 1910, Dumont encerrou sua carreira. Passou a supervisionar as indústrias que surgiram na Europa. Doente, resolve voltar ao Brasil. No dia 8 de dezembro de 1914, ao ver seu invento ser usado para bombardear a cidade de Colônia, se decepciona. No Brasil, sua tristeza aumentou quando o aeroplano foi usado durante a revolução de 1932 em São Paulo.

Com esclerose múltipla e depressão, Alberto Santos Dumont faleceu no Guarujá, São Paulo, no dia 23 de julho de 1932. Deixou dois livros: "Dans-L'air" (1904) e "O que Vi e o que Nós Veremos" (1918).

Fonte: ebiografia.com

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Marilyn Monroe


Marilyn Monroe foi uma atriz norte-americana, considerada um dos maiores símbolos sexuais da história do cinema.
Marilyn Monroe, nome artístico de Norma Jeane Mortensen, nasceu em Los Angeles, Estados Unidos, no dia 1 de junho de 1926. Filha de Gladys Pearl Monroe, mãe solteira, não conheceu seu pai. Em consequência da doença psicológica e os internamentos de sua mãe, Marilyn foi criada em orfanatos e em casa de parentes.
Em 1937, Marilyn foi morar na casa de Grace Mckee, uma amiga da família. Em 1942, Grace e seu marido resolvem se mudar para a Costa Leste, então Marilyn resolve se casar com seu namorado, de apenas 21 anos. Depois de casada, trabalhou em uma fábrica de munições, quando conheceu um fotógrafo que a iniciou na carreira de modelo. Nessa época fez teste para o cinema. Em 1944 seu marido entrou para a Marinha e foi transferido para o Pacífico Sul.
O casamento não durou muito, e em 1946, Marilyn assinou contrato com a Twenty Century Fox. Adotou o nome artístico de Marilyn Monroe e pintou o cabelo de loiro. Sua estreia no cinema foi em um pequeno papel no filme “Sua Alteza, a Secretária” (1947). No ano seguinte assinou com a Columbia Pictures, onde permaneceu por seis meses. Após uma série de pequenos filmes, retornou para a Fox. Em 1949, pousou nua para um calendário.
Seu primeiro papel marcante foi em “O Segredo das Joias” (1950). Em 1953 pousou para a revista Playboy. Sua sensualidade e instinto de comediante fizeram-na subir na carreira de forma meteórica, sendo chamada de "loira fatal" na comédia romântica "Os Homens Preferem as Loiras" (1953). Nesse mesmo ano, atuou em “Torrente de Paixão” (1953) e na comédia romântica “Como Agarrar um Milionário” (1953).
Em 1954, Marilyn se casou com o ex-jogador de beisebol Joe Di Maggio, uma lenda do esporte nos Estados Unidos. Durante sua lua-de-mel, em Tóquio, a atriz fez uma performance para os militares norte-americanos que estavam servindo na Coreia. Nove meses depois o casal se separou. Em seguida, vieram filmes que continuaram atraindo multidões ao cinema, entre eles, “O Pecado Mora ao Lado” (1955) e “Nunca Fui Santa” (1956). Em 1956, Marilyn se casa com o dramaturgo Arthur Miller. Em 1961, após perder o bebê, o casal se separa. Nesse mesmo ano, ela atua em seu último filme “Os Desajustados” (1961).

A clássica cena de Marilyn Monroe em "O Pecado Mora ao Lado" (1955)
 (foto:reprodução)

No dia 19 de maio de 1962, em uma festa de aniversário do presidente John Kennedy, no Madison Square Garden, em Nova Iorque, em uma performance histórica, Marilyn canta “Happy Birthday” para homenagear o presidente. O fato reforçou os rumores de que ela era amante de Kennedy. Três meses depois do episódio, Marilyn foi encontrada morta, por overdose, em sua casa em Los Angeles.
Marilyn Monroe faleceu em Los Angeles, Estados Unidos, no dia 5 de agosto de 1962.


segunda-feira, 2 de julho de 2018

Nelson Mandela

"A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo"  Nelson Mandela

Nelson Mandela foi presidente da África do Sul. Foi o líder do movimento contra o Apartheid - legislação que segregava os negros no país. Condenado em 1964 à prisão perpetua, foi libertado em 1990, depois de grande pressão internacional. Recebeu o “Prêmio Nobel da Paz”, em dezembro de 1993, pela sua luta contra o regime de segregação racial.
Nelson Mandela (1918-2013) nasceu em Mvezo, África do Sul, no dia 18 de julho de 1918. Nascido em uma família de nobreza tribal.
Com nove anos, com a morte do seu pai, Mandela foi levado para a vila real, onde ficou aos cuidados do regente do povo Tambu. Ao terminar sua formação elementar, entrou em um colégio exclusivo para negros, onde estudou cultura ocidental.
Em 1939, Mandela ingressou no curso de Direito, na “Universidade de Fort Hare”, a primeira a ministrar cursos para negros. Por se envolver em protestos, junto com o movimento estudantil, contra a falta de democracia racial na instituição, foi obrigado a abandonar o curso. Mudou-se para Joanesburgo, onde se deparou com o regime de terror imposto à maioria negra.
Em 1943, concluiu o bacharelado em Artes pela Universidade da África do Sul. Após obter autorização, continuou os estudos de Direito, por correspondência, na universidade de Fort Hare. Mais tarde receberia o título de “Doutor Honoris Causa", na tentativa de compensar a sua expulsão.
A segregação racial, a falta de direitos políticos e civis e o confinamento dos negros em regiões determinadas pelo governo branco provocava a luta clandestina do negro. O principal instrumento de representação política desses negros era o Congresso Nacional Africano (CNA), cujo líder maior era Nelson Mandela. Em 1944, junto com Walter Sisulo e Oliver Tambo, fundou a Liga Jovem do CNA. Nesse mesmo ano casou-se com Evelyn Mase, com quem teve quatro filhos. Em 1956 o casal se separou. Em 1958 casou-se com a militante antiapartheid, Winnie Madikizela, de quem viria a se separar em 1992.
Em 1960, centenas de líderes negros foram perseguidos, torturados, presos, condenados e assassinados. Entre eles estava Mandela. Preso em 1962, foi condenado em 1964 à prisão perpétua. Na década de 80, intensificou-se a condenação internacional ao apartheid que culminou com um plebiscito que terminou com a aprovação do fim do regime.
Em 11 de fevereiro de 1990 Mandela foi libertado. Em 1993, Nelson Mandela e o presidente Frederick De Klerk, assinaram uma nova Constituição sul-africana, colocando um ponto final em mais de 300 anos de dominação política da minoria branca. Essa nova Constituição simbolizava o fim oficial do Apartheid, e preparava a África do Sul para um regime de democracia multirracial. Em 1993 Mandela recebeu o Prêmio Nobel da Paz, dividido com o presidente, que junto com Mandela procurava um caminho para o fim da segregação.
Em abril de 1994, houve eleições na África do Sul, quando Mandela foi eleito presidente da República e De Klerk, vice-presidente. Mandela governou até 1999. Foi premiado pela Anistia Internacional, em 2006, pela sua luta em favor dos direitos humanos.
Nelson Mandela faleceu em Joanesburgo, África do Sul, no dia 5 de dezembro de 2013.

Fonte: ebiografia.com

segunda-feira, 25 de junho de 2018

História de Santo Expedito


Sabe-se que ele era Romano, foi Senador de Roma, Príncipe-Consul do Império Romano na Armênia, militar, Comandante da XII Legião Romana e, mesmo nessa condição, converteu-se ao cristianismo.
Comandava a XII Legião, que tinha o nome de Fulminata, nome que significa algo como "Vem como um raio". A Fulminata tinha cerca de 8 mil homens contando soldados, escravos e cavaleiros. No tempo de Expedito, ela defendia as fronteiras orientais do Império Romano contra os bárbaros asiáticos. 
Expedito comandou a XII Legião de 296 a 303 d. C. Para ser comandante de uma Legião Romana era preciso muita competência e bravura. Tanto que, alguns anos antes, a mesma XII Legião tinha sido comandada por um Imperador romano, Marco Aurélio.
Sabe-se que Expedito era um líder competente. Seu cargo equivaleria hoje ao de um general. Ele se tornou famoso por manter a disciplina dos soldados e todos o respeitavam. Por outro lado, como a maioria dos soldados romanos, o Comandante Expedito tinha uma vida devassa, rodeada de luxo, prazeres e fama.
O primeiro contato do Comandante Expedito com o Cristianismo aconteceu dentro da própria XII Legião. Com efeito, uma parte dos soldados da XII Legião era formada de cristãos. Além disso, em suas andanças pelas fronteiras orientais do império, Expedito teve ainda mais contato com o cristianismo. E, para completar, a XII Legião teve um soldado chamado Polieucto de Melitene, que morreu mártir no ano 193. 
A semente do Cristianismo e do sangue dos mártires, nunca cai na terra em vão.
Expedito era um líder competente na condução da XII Legião tanto nos tempos de paz quanto  nas batalhas. Um comandante vitorioso na carreira militar. Porém, quanto à sua vida espiritual, tinha o vício da procrastinação, isto é, deixar para depois, adiar. 
Ele simpatizava com a mensagem de Jesus. Admirava os ensinamentos do Mestre de Nazaré e via no Evangelho palavras que ninguém jamais tinha dito antes na história humana. Por isso, ele pensava em um dia converter-se de verdade. Esse dia, porém, ficava sempre para mais tarde, era sempre adiado.
Depois de alguns anos procrastinando, Expedito foi tocado pela graça de Deus. Certa noite teve um sonho que mudou sua vida. No sonho, um corvo representando o espírito do mal, grasnava diante dele a palavra cras, do latim, que significa amanhã, deixe sua conversão para amanhã. O corvo grasnava forte e parecia poderoso. De repente, Expedito pisoteou o corvo dizendo: hodie, que significa hoje, em latim. O Comandante Expedito acordou do sonho decidido a confirmar sua conversão ao cristianismo.
Por isso ele é considerado o Santo das causas urgentes. Convertido, ele continuou por um tempo ainda chefe da sua legião, conseguindo converter seus soldados também.
Com a conversão de Expedito e da sua tropa, o imperador Diocleciano começou a perseguir o Expedito e seus soldados. A importância de seu posto fazia dele uma influência muito forte a favor do Cristianismo dentro do Império Romano. Por isso, ele se tornou alvo especial do Imperador.
O Comandante Expedito foi preso por ordem de Diocleciano e foi forçado a renunciar à sua nova fé. Porém, ele não renunciou. Seus castigos começaram pela flagelação romana: 39 chicotadas com o flagrus, chicote que dilacera a pele e causa hemorragia. Expedito tinha aplicado este mesmo castigo a bandidos e indisciplinados. Agora, ele os recebia por causa de Jesus Cristo. E ele permaneceu firme. Por fim, não renunciando à sua fé, Santo Expedito foi decapitado com espada, por ordem do Imperador Diocleciano, no dia 19 de abril de 303, em Melitene na Armênia.
Como o Comandante Expedito foi morto por causa de Jesus Cristo, ele se tornou um mártir da Igreja e reconhecido oficialmente como santo. Sua bravura diante dos sofrimentos por causa da fé serviu de exemplo para grande parte dos soldados de sua Legião, fazendo-os permanecer firmes em sua fé.
O exemplo do Comandante Expedito arrastou milhares de cristãos na Armênia e, logo, ele passou a ser venerado como santo, o santo das causas urgentes.
Santo Expedito é representado como um Comandante Romano, vestindo uma túnica branca, uma armadura de superior e um manto vermelho sobre os ombros. Em sua mão direita ele levanta uma cruz com a palavra Hodie (Hoje). Na mão esquerda ele tem uma palma, representando o martírio e a vitória dos mártires. Seu pé direito pisa sobre um corvo, que grita a palavra Cras (amanhã). A imagem simboliza a grande mensagem de Santo Expedito: 
Não adie sua conversão, não deixe para amanhã aquilo que deve ser feito hoje, não procrastine!

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Dercy Gonçalves



Dercy Gonçalves, foi atriz, humorista e cantora brasileira, oriunda do teatro de revista, notória por suas participações na produção cinematográfica brasileira das décadas de 1950 e 1960. Devido à sua personalidade extrovertida e alegre, conquistou muitos amigos e admiradores durante toda a sua longa vida de mais de um século de existência.
Celebrada por suas entrevistas irreverentes, bom humor e emprego constante de palavras de baixo calão, foi uma grande expoente do teatro de improviso no Brasil.
Originária de família pobre nasceu na cidade de Santa Maria Madalena, no interior do estado do Rio de Janeiro, em 1905, mas foi registrada erroneamente, em 1907.
Era filha de um alfaiate e de uma lavadeira.
Sua mãe, chamada Margarida, abandonou o lar ao descobrir a infidelidade do marido.
Dercy foi bilheteira de cinema, além de apresentar-se teatralmente para hóspedes de hotel em sua cidade natal. Teve que aturar o pai bêbado em casa e sofreu muito com o abandono da mãe, de quem nunca mais teve notícias.
Aos dezessete anos, fugiu de casa e se juntou a uma companhia de teatro. Era uma típica moça do interior, ingênua e alegre, que mesmo fugida de casa ainda brincava de bonecas de pano.
Estreou em 1929, em Leopoldina, integrando o elenco da Companhia Maria Castro.
Fazendo teatro itinerante, fez dupla com Eugênio Pascoal em 1930, com quem se apresentou por cidades do interior de alguns estados, sob o nome de "Os Pascoalinos".
Em 1934, teve um romance passageiro com o exportador de café mineiro Ademar Martins, moraram juntos um tempo, do qual nasceu sua única filha, Dercimar (mistura de Dercy com Ademar).
Especializando-se na comédia e no improviso, participou do auge do Teatro de revista brasileiro, nos anos 1930 e 1940, estrelando algumas delas, como "Rei Momo na Guerra", em 1943, de autoria de Freire Júnior e Assis Valente, na companhia do empresário Walter Pinto.
Na década de 1960 iniciou sua carreira-solo.
Suas apresentações, em diversos teatros brasileiros, conquistavam um público cheio de moralismos.
Nesses espetáculos, gradativamente introduziu um monólogo, no qual relatava fatos autobiográficos.
Paralelamente a estas apresentações, atuou em diversos filmes do gênero chanchada e comédias nacionais.
Na televisão, chegou a ser a atriz mais bem paga da TV Excelsior em 1963, onde também conheceu o executivo José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni.
Depois passou para a TV Rio e já na TV Globo, convenceu Boni a trabalhar na emissora, junto de Walter Clark.
De 1966 a 1969 apresentou na TV Globo um programa de auditório de muito sucesso, "Dercy de Verdade" (1966-1969), que acabou saindo do ar com o início da Censura no país.
No final dos anos 1980, quando a censura permitiu maior liberalismo na programação, Dercy passou a integrar corpos de jurados em programas populares, como em alguns apresentados por Sílvio Santos, e até aparições em telenovelas da Rede Globo.
No SBT voltou a experimentar um programa próprio que, entretanto, teve curtíssima duração.
Sua carreira foi pautada no individualismo, tendo sofrido, já idosa, um desfalque nas economias por parte de um empresário inescrupuloso — o que a fez retomar a carreira, já octogenária.
Dercy Gonçalves morreu com 101 anos, em 19 de julho de 2008, no Hospital São Lucas, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro.