segunda-feira, 14 de março de 2011

TRABALHO E PRENDAS DOMÉSTICAS

Nunca considerei o trabalho como um castigo
Maria José Chermont

“Tal como a chuva caída
Fecunda a terra no estio
Para fecundar a vida
O TRABALHO se inventou...“





Esta é a primeira estrofe de uma poesia que aprendi nos bancos escolares.
Tantas vezes recitei, sempre com agrado geral, que nunca a esqueci.
Foi o símbolo do trabalho e do sucesso, gravados na minha memória e no meu coração!
“Para fecundar a vida o trabalho se inventou” é a verdadeira representação do que  significa para mim a vida profissional! Nunca tive dúvidas sobre isso!
A realização profissional dá sentido à vida! Sem ela é o vazio com todas as suas conseqüências negativas: neuroses, doenças, vícios...
Definir-se profissionalmente é a grande decisão a ser tomada na vida por homens e mulheres. É um direito de ambos os sexos.
Quanto aos homens a afirmação é tranqüila.
Já, quanto a nós mulheres, sempre houve certa resistência, certa insegurança, que muito me incomodou. Eu me refiro à regra de que à mulher caberia o trabalho no lar.
Sempre a interpretei como uma limitação imposta à mulher, pois conclui, equivocadamente, que negaria a condição de ser mãe e esposa.
Formada advogada e casada, consegui amadurecer em relação ao assunto porque a prática me provou ser possível equilibrar. Consegui ser advogada e ser do lar.
Para isso foi indispensável a colaboração do casal: divisão de tarefas, responsabilidades e horários.
Não foi fácil, mas pude notar que o homem só tem a ganhar com sua participação nas atividades domésticas.
Fica mais sensível, gentil, participativo, humaniza-se.
Seu crescimento emocional fica notório, o que repercute positivamente em seus relacionamentos e até em sua vida profissional.
Deixa de ser o dono da casa, passa a ser um grande parceiro, o companheiro!
É o sucesso! Crescimento racional e emocional para ambos!
O universo racional desenvolvido através do TRABALHO!!
O universo emocional desenvolvido pela integração na vida do Lar!


Sabemos que o ser humano possui dois universos distintos de conhecimento:
a Inteligência Racional e a Inteligência Emocional.

O  primeiro, reconhecido e estudado exaustivamente desde o início dos tempos, usa o raciocínio lógico e é o responsável por todo acervo cultural existente.
O segundo, desconhecido até o século passado, tem crescido em importância, eis que tem por objeto o estudo das emoções humanas, responsáveis por nosso comportamento.
Acidentalmente, na década de 50, entrei em contato com a Inteligência Emocional e vim acompanhando toda sua evolução e aplicação nos diversos segmentos sociais: educação, trabalho, saúde, criminologia etc.
Onde é o maior campo de aplicação para a Inteligência Emocional? – A família.
A família é o laboratório ideal, todos seriam beneficiados.




Definir-se profissionalmente é a grande decisão
a ser tomada na vida por
homens e mulheres.

Um comentário:

  1. Nossa! Chermont, deu um show nesta matéria. Concordo com tudo. Parabéns! Bjks

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