segunda-feira, 21 de novembro de 2011

FRANCISCO DE ASSIS


Senhor, faz de mim um instrumento de tua paz.
E que eu encontre primeiro, em mim, a harmoniosa aceitação de meus opostos

Onde houver ódio, fazei que eu leve o amor.
Aceitando o ódio que possa existir em mim e compreendendo todas as faces com que o amor pode se expressar.

Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
E que eu me permita ter domínio próprio para não ofender...

Onde houver discórdia, que eu leve a união.
E que eu aceite a discórdia como geradora da união.

Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.
Podendo, humildemente, encarar minhas próprias dúvidas.

Onde houver erros, que eu leve a verdade.
E que a “minha verdade” não seja a única, nem os erros sejam só os alheios.

Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
E possa, primeiro, conviver com o desânimo sem me desesperar.

Onde houver tristeza, que eu leve alegria.
E possa suportar a tristeza, minha e dos outros, sendo alegre ainda assim.

Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Após ter passado pelo “vale” e ter aprendido a suportar todos os obstáculos...

Oh, Divino Mestre...
Faz que eu procure mais: consolar do que ser consolado,
E que eu saiba pedir e aceitar consolo quando precisar,

Compreender, que ser compreendido,
E me conhecer antes, para ter melhor compreensão do outro,

Amar que ser amado,
Podendo me amar, em princípio, para não cobrar o amor que dou,

Pois: é dando que se recebe,
E sabendo receber é que se ensina a doar,

E perdoando que se é perdoado,
E não se perdoa a outro enquanto não há perdão por si mesmo,

E é morrendo que se nasce para a vida eterna.
E é vivendo e amando a Deus, a vida que se perde o medo de morrer!


Francisco de Assis

Um comentário:

  1. Querida Maria José,
    O seu blog está uma delícia de ler e participar.
    Parabéns por tudo que posta ali.
    Muito especial mesmo .
    Beijocas

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