sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Waris Dirie - A Flor do Deserto

Waris Dirie, a heroína desta história real, foi a primeira modelo africana a ter um contrato com exclusividade com a Revlon. Como em um conto de fadas, Warie Dirie, se converteu em uma das modelos mais solicitadas da época.
Nasceu no deserto da Somália, não sabia a idade que tinha, 33 anos? 36 anos? Que diferença faz! No deserto não há papéis e não fazem falta.  No deserto, onde eram nômades, viveu durante toda sua infância. Pastoreava o rebanho de camelos e cabras do pai. O pior era andar descalça, o chão cheio de pedras, os pés sangravam! Unidos: mãe, irmãos, pai, ele mandava! As meninas educadas para trabalhar e serem oferecidas em casamento. Isso é o que os pais querem para suas filhas. A mãe se preocupa para que a filha fosse limpa e virgem, por isso, aos cinco anos, sua mãe, a levou para fazer ablação. E eu, claro, queria ser “pura e limpa!”. Uma irmã veio a falecer, devido a uma infecção e ela soube que não poderia haver outro sofrimento igual na vida!
Quanto tinha 13 anos seu pai queria casá-la com um candidato de 60 anos, pois ele lhe daria 5 camelos. Nesse dia ela vislumbrou que a vida lhe reservara algo e fugiu, atravessou o deserto e foi procurar uma tia, que estava casada com um diplomata da Somália. Enviado a Londres, pediu que a levassem como sua criada. Onde, um dia, enquanto esfregava pisos em uma loja, um fotógrafo a descobriu. Logo, sua imagem era vista entre Paris, Londres, Itália e Nova York. Warie Dirie, se converteu em uma das modelos mais solicitadas da época.
Em 1997, escreveu seu primeiro livro, uma autobiografia, “A Flor do Deserto”, publicado em Nova York. Em 2002, no segundo livro, “Amanhecer no Deserto”, descreve sua viagem. Em 2005, no terceiro livro, “Filhas do Deserto” relata como rompeu o silêncio, seus fracassos e suas vitórias. Em 2007, em seu quarto livro, “Cartas à minha Mãe”, Waris Dirie disse que era seu livro mais intimista, com feridas que demoram a cicatrizar. O desejo de rever a mãe a levou de volta à Somália. Waris Dirie se reencontrou com sua família, depois de 22 anos.
No seu regresso a África, contou sua história aos jornalistas, em conferências, em programas de televisão e iniciou sua luta como defensora das seis mil meninas que são mutiladas por dia”
Waris Dirie deixou as passarelas, o cinema e a moda. Criou a Fundação Desert Dawn para lutar contra a violência feminina. Embaixadora das Nações Unidas, percorre a África e já conseguiu que 15 países penalizem a mutilação feminina.

Sua pregação:
“Ajudo mulheres que querem melhorar de vida e que lutam por isso.
Não sei se existe algo chamado valor e não sei se o tenho.
Sou como uma Ave Fênix de Ébano, renascida várias vezes de suas cinzas.
Quem se colocar no meu lugar, perguntará se terei forças para realizar.
Mas é algo que milhões de seres humanos fazem a cada dia, e é a esses que quero ajudar.”





fonte: recebido por email

4 comentários:

  1. Fantástico. Adoro vir aqui e ler seus artigos, MJosé. Bjks

    ResponderExcluir
  2. ISSO ENTENDO POR FAZER A diferença de vida entre a humanidade..........geraldoeberle@gmail.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Grata Geraldo. Estou te adicionando no facebook.
      MJ Chermont

      Excluir