segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Mãos limpas


Estudos mostram a importância da higiene diante da quantidade de germes em objetos do dia a dia. A advertência é feita por especialistas que ressaltam a importância da higiene pessoal.

Uma grande quantidade de doenças infecciosas podem ser transmitidas em casa, sobretudo em determinados pontos que se tornaram verdadeiros focos. Objetos como controles remotos, torneiras de banheiro e cozinha, telefones, brinquedos e lixeiras são importantes transmissores de bactérias.

Estima-se que as doenças alimentares tenham origem em casa.

Isso porque pontos como a pia da cozinha, por exemplo, costumam conter 100 mil vezes mais germes do que um banheiro, por estar contaminada por restos de comida e sujeira. Tábuas de cortar alimentos têm mais coliformes fecais do que assentos de privada. Objetos frequentemente tocados com as mãos são grandes pontos transmissores. É o caso das torneiras de banheiro, que também costumam ter mais germes nocivos do que a tampa da privada, e das bolsas de mão, que têm milhares de bactérias por centímetro quadrado.

Daí a preocupação com a lavagem frequente das mãos, para evitar a transmissão dessas bactérias.

O nível surpreendente de contaminação, em objetos do dia a dia, é um sinal de que as pessoas estão esquecendo de lavar suas mãos após o uso do banheiro. As pessoas dizem que lavam, mas as pesquisas mostram que não, e apontam o quão facilmente esses agentes são transmitidos, sobrevivendo em dinheiro e cartões de crédito. Estudo aponta que, em cada dez britânicos pesquisados, um carrega em suas mãos a mesma quantidade de germes de uma tampa de privada.

Em média, as mãos carregam cerca de 3 mil tipos diferentes de bactérias de mais de cem espécies. Muitos desses tipos não são nocivos, mas a higiene das mãos é essencial para evitar que os germes que causam doenças não sejam transmitidos.

O hábito de lavar as mãos é considerado pela ONU uma das medidas de melhor custo benefício para controlar doenças mundo afora. Pode, ainda, salvar mais de um milhão de vidas, perdidas anualmente, por exemplo, com diarreias e infecções respiratórias.
Recomenda-se, nas residências: o uso de lixeiras que se abrem com pedal, para evitar contato manual, a limpeza minuciosa de superfícies tocadas com frequência e dos brinquedos, principalmente de crianças doentes.

Equilíbrio
Ao mesmo tempo, pesquisadores citam que o excesso de prevenção de infecções desde a primeira infância pode resultar, mais tarde, na incidência de alergias. A explicação: necessitamos da interação com micróbios, particularmente nos primeiros anos de vida, para manter nosso sistema imunológico em equilíbrio.

Há indícios de que necessitamos ser expostos a determinados tipos de micróbios, mas não há consenso sobre quais deles, ou em que quantidade. Como, então, encontrar o equilíbrio entre a exposição e a necessidade de manter distância de doenças infecciosas perigosas?

Podemos sim estimular as crianças a brincar livremente umas com as outras e sair fora do seu ambiente, o que as deixará expostas a uma variedade de micróbios, mas ao mesmo tempo devemos ser rigorosos com a importância de lavar as mãos antes de comer e após ir ao banheiro. Quando fizer passeios, visitar amigos e fazendas, sempre que voltar para casa, higiene redobrada!

O mesmo vale para animais de estimação: a exposição a eles traz contato com diferentes tipos de micro-organismos, mas o risco de contaminações é reduzido com a boa higiene nossa e de nossos animais.

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