segunda-feira, 6 de maio de 2013

Um novo dia...


Um novo dia vem raiando com a nova lei do serviço doméstico! Ela vai desencadear mais um momento de profundas transformações sociais, podendo redefinir o estilo e a administração da família brasileira.

Geralmente, as leis são feitas para a rua, isto é, deixam de lado o mundo doméstico.
As leis são feitas para o cidadão em geral, não para o pai de família, nem para a mulher independente ou não, nem para os filhos ou, no caso, para a empregada doméstica.
As leis não são feitas para atingir nossas rotinas.

Mas, a lei das domésticas, atinge diretamente o mundo familiar e doméstico, devendo alterar as nossas tradicionais  atribuições  entre os sexos. Em consequência, mudanças inesperadas deverão ocorrer nessa área. Através da história, a mulher veio sendo mantida reclusa e numa posição de subordinação - pai, irmão, marido, filhos, patrões. Já o homem o elemento dominante, o provedor e  o intermediário com o mundo exterior.

Esses papéis clássicos, após o feminismo, lentamente vêm sendo  menos radicais. Agora, entretanto, terão que ser seriamente analisados, repensados e modificados.

Se o masculino sempre foi considerado como o dominante, a mulher continua a "dona da casa". Os homens nominalmente controlam, em compensação, são severamente cobrados pelo que podem ou não podem "botar" dentro de casa. Todos esperam que ele seja capaz de manter bem a família, todos, especialmente a "dona da casa"!
Essa rígida divisão de funções entre o homem e a mulher tem sido a nossa regra, com raras exceções!  Os homens jamais passam uma camisa, pregam botões ou cuidam dos filhos, das panelas ou dos temperos. Não falo em troca de fraldas ou de mamadeiras, porque cuidar de filhos nunca fez parte dos papéis masculinos.

A lei das domésticas irá exigir profundas adaptações nessa tradicional divisão de serviços. No caso do Brasil, a escalada igualitária da mulher ao mundo profissional, só foi possível com o emprego de outras mulheres para executar os serviços domésticos e maternais. Homens e mulheres são iguais perante a lei e trabalham na mesma repartição, mas, se na rua somos todos iguais, é porque há uma outra mulher fazendo os serviços domésticos, cuidando da casa e das crianças, juntamente com cozinheiras, lavadeiras, passadeiras, arrumadeiras, copeiras e motoristas.

É essa a parte mais difícil para a implantação rigorosa da nova lei. Seu alvo, muito justo, é o trabalho doméstico, mas mexerá com quem faz o que dentro de casa, porque, com certeza, não haverá dinheiro suficiente para continuar mantendo esse exército, com as novas despesas criadas!

Para as famílias das classes A e B, não haverá grandes diferenças. Já as demais classes sociais precisarão mexer na atual estrutura. Com a dispensa das domésticas, todo o trabalho precisará ser redistribuído. As creches, em todos os níveis sociais, precisarão ser duplicadas ou até triplicadas.

Profundas e lentas transformações estão por vir. E um novo dia, uma nova vida deverá surgir, mais humano, mais igualitário, sem cobranças recíprocas, todos responsáveis em direitos e deveres!

4 comentários:

  1. Muito bom, Chermont. Bom diaaa...bjks

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    1. Grata, Elis, você gentil como sempre, bjs ♥

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  2. família brasileira sec XXI! bjs
    Cristina Grilli Tissot

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    1. Grata, Maria Cristina, pela atenção dispensada! Estou com você, a família brasileira deste século deverá sofrer alterações! bjs ♥
      !

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