segunda-feira, 1 de julho de 2013

Vampiros

Vampiros existem.

Não estou falando em personagens fantásticos, como fada ou papai noel. Falo de seres humanos reais que são parasitas e vivem de sugar o sangue alheio. Os vampiros humanos podem ser encontrados em qualquer lugar: numa sala de espera, num bar, num estacionamento, num shopping ou mesmo na rua ou numa praça. Podem pertencer à nossa família ou não.

Vampiros e vampiras, quando desconhecidos, aproximam-se com uma conversa simpática, pedem nosso telefone, ligam, convidam para um cafezinho, tratam muito bem, são agradáveis, têm muita cultura, presença de espírito e profundo conhecimento da vida. Ficamos certos que conhecemos uma pessoa especial.

Quando menos esperamos, estamos íntimos, a ponto de entregar nosso rico pescocinho e muito mais. Começam a sugar.

Sugam nossa confiança, sugam nossa tolerância, sugam nossa boa fé, sugam nosso tempo, sugam nossas ilusões, sugam o nosso amor. Vampiros nos deixam sem nada, sugam o quanto podem, até a última gota.

Mas um dia, caímos na real: estamos sem nada e o que é pior, descobrimos que nunca recebemos nada em troca, que fomos sempre um ombro amigo, que sempre estivemos à disposição, e que sofremos solitariamente, além de nossas economias que se volatizaram para ajudá-los nos “momentos difíceis”.

Esta é uma historinha de terror que se repete ano após ano, por séculos. Relações vampirescas são mais comuns que imaginamos. O vampiro surge com uma carinha sorridente, de bons amigos, e nos dispomos a uma conversa, um abraço, uma força, tudo que procuram. Não é coisa da “Transylvania” não. Acontecem no Brasil, na Europa, na África. Ocorrem entre todos nós, amigos, colegas, familiares e principalmente nas relações amorosas em todas as camadas sociais.

O vampirismo humano pode ser evitado desde a infância, aprendendo sobre a importância da solidariedade, do amor ao próximo, do respeito mútuo, do trabalho, da gratidão e principalmente de que somos todos iguais em direitos e deveres.

Devemos aprender a identificar o verdadeiro vampiro, aquele que sempre vai lhe pedir mais e mais sem lhe dar nada em troca, nem gratidão, nem carinho, nem companhia e muito menos amor.

A lei da reciprocidade existe e deve vigorar também nos relacionamentos humanos.


Fonte: texto inspirado em Martha Medeiros

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