segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Planeta Terra


CARACTERÍSTICAS
Nosso Planeta também poderia ser chamado de PLANETA ÁGUA devido a grande quantidade do líquido existente: 3/4 de água para apenas 1/4 de terra propriamente dita.
Entretanto, 97,5% é água salgada. É a água dos mares e dos oceanos. Para as necessidades humanas, existem somente três por cento de água doce, dos quais meros 0,3% se encontram na superfície terrestre. Cerca de 2/3 da água doce existente estão congeladas em geleiras ou são subterrâneas. Só o Brasil detém 8% da água potável do mundo, concentrada principalmente na região amazônica.
Quanto às florestas, com todos os benefício que representam, já ocuparam grande parte da superfície terrestre. Hoje em dia, estão praticamente destruídas, reduzidas a 30%. O desmatamento tem sido responsável por consequências desastrosas tanto para a atmosfera, como para a temperatura e ao regime das chuvas e das águas.

POPULAÇÃO
Vivemos no Planeta TERRA, nós e outras 7 bilhões de pessoas, assim distribuídas pelos cinco continentes:
ÁSIA
61% - 4 bilhões, praticamente a metade da população mundial;
ÁFRICA
13,7% - cerca de 900 milhões em 2011
EUROPA
10,8% - cerca de 739 milhões
AMÉRICA
13,6%, - cerca de 953 milhões em 2012
OCEANIA
0,9% cerca de 37 milhões

DIVISÃO CONFORME O NÍVEL DE RENDA
RICOS - 5%
CLASSE MÉDIA - 29%
POBRES - 66% incluídos os pobres e os abaixo da linha da pobreza
Observação: ressaltar que esta divisão existe em todos os continentes, em maior ou menor quantidade.

CONCLUSÃO
Analisando os dados acima, não é preciso muito esforço, para constatarmos a enorme desigualdade existente entre a população mundial: não só em quantidade como na qualidade de vida. Embora timidamente, estamos tomando consciência dessa realidade e da injustiça social que representa para o planeta em geral. Surgem preocupações com a maneira como vem sendo obtido o progresso mundial. Modernizar para uns, tem sido sinônimo de destruição, de poluição e de devastação para outros. Produção e consumo têm sido apontados como os grandes vilões, embora indispensáveis.
Oficialmente essa preocupação começou com um evento inédito em Nova York, em 08 de setembro do ano 2000. A Cúpula das Nações Unidas, na presença de representantes de 158 países e de mais 8 mil delegados, deu início a um movimento chamado DECLARAÇÃO DO MILÊNIO, objetivando justamente encontrar soluções que permitam o progresso de maneira generalizada, sem oferecer danos ao planeta.
Tal declaração preocupa-se especialmente com 8 questões fundamentais que merecem nossa atenção. Dentre elas, quero ressaltar 3 que considero prioritárias e às quais precisamos nos engajar emocional e praticamente:
ACABAR COM A FOME E A MISÉRIA
CONSEGUIR ÁGUA PARA TODOS
RESPEITO AO MEIO AMBIENTE

Medidas já vêm sendo tomadas em diversos países, inclusive no Brasil. Todos precisamos nos interessar e colaborar, cada um do nosso modo e segundo nossa capacidade.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Nos tempos da Faculdade


A Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, também conhecida como Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, ou Arcadas ou Velha e Sempre Nova Academia, foi criada em 1827.
Seria a pedra fundamental do Império que se iniciava, pois deveria formar governantes e administradores.
Tais objetivos não demoraram a surgir juntamente com a presença positiva dos bacharéis. Da Faculdade de Direito, partiram os principais movimentos políticos da História do Brasil. Perto de completar 200 anos, ela já nos deu nove Presidentes da República, vários governadores, prefeitos e outras inúmeras grandes figuras de juristas, homens públicos, escritores, poetas e artistas.
Passei a fazer parte dessa história, em 1954, ano do Quarto Centenário de São Paulo, com todas suas memoráveis comemorações, das quais a Faculdade participou ativamente.
Apesar da maioridade eu era, à época, uma garota obediente, humilde e ingênua de coração, corpo, alma e razão. Nada sabia do amor, do sexo e da vida social da Capital, diurna ou noturna. Seguia a orientação dos meus pais, religiosamente. Havia tanta oposição familiar a minha formação em Direito, que me tornara tímida, timidez que beirava às raias do medo, da desconfiança. Via perigo em tudo e em todos. Cheguei a fazer um pequeno poema que bem representa os meus desencontrados sentimentos da época: “Não sei para onde vou / nem o que busco / quando chego, não é aquele o lar / quando parto, quero outra vez voltar / quem me dera repousar!”
Mas pouco a pouco fui me adaptando à vida na cidade grande. Todos, dentro e fora da Faculdade, me tratavam com um carinho especial. Fui me abrindo mais e aos poucos compreendendo a importância de ser uma acadêmica de Direito do Largo de São Francisco. Havia poucas alunas na Faculdade e o machismo de alguns colegas não chegava a me perturbar. As brincadeiras se generalizavam. Fiz grandes amizades com os colegas, amizades para a vida toda!
Eu já tinha passado por momentos escolares felizes, que me haviam proporcionado muita alegria e felicidade, mas que nada significaram. Minha vida transcorria sob a severa orientação familiar, mesmo afastada. Eu não tinha a menor consciência do meu eu.
Só na faculdade comecei a me sentir eu mesma. Momento decisivo ocorreu após uma prova de Introdução à Ciência do Direito, com o Professor Gofredo da Silva Telles. Ele falando as notas. Tudo calmo, foi dizendo os nomes e falando as notas até chegar ao meu e me chamar até à mesa.
Fiquei apavorada, que acontecera? Antes que me recuperasse ele se aproximou e disse para que todos ouvissem: Quero cumprimentá-la pessoalmente! Seu trabalho mereceu nota 10 com louvor! Fiquei paralisada. Mas aquele momento resultou em um marco na minha vida: ANTES E DEPOIS. Foi o impulso que faltava para meu completo amadurecimento e conquista da vida adulta! Nunca me esqueci!
Adquiri segurança, tinha mais certeza do que eu queria, fiquei conscientemente mais corajosa, mais alegre, mais confiante. Tudo porque o prazer que me invadira, naquele momento, tornara-se minha meta. Tinha que lutar e vencer para sentir novamente aquela sensação de euforia infinita que tomara conta do mim.
Assim foi dai para frente. Se antes ficava em dúvida sob o caminho a seguir (eram tantos os convites tentadores a me desviar) nunca mais titubiei. Tinha confiança. Eu me tornei uma autêntica acadêmica. Sabia o que eu queria e como conquistar.
Eu queria vencer, corresponder, ser uma digna representante da minha querida Velha e Sempre Nova Academia.

Colei Grau em 1958!  Missão cumprida? Não, era apenas um recomeço...

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

O Túnel do Tempo


“Programa mais médicos atrai 715 profissionais”... 
A leitura de tal manchete na mídia me fez voltar a um passado bem distante... O Estado de são Paulo passava por problema semelhante... municípios sem escolas por falta de professores... municípios distantes, sem recursos, isolados...
Tudo começou nos fins da década de quarenta, do século passado... 1947. Eu morava no interior... 19 anos de idade. Havia terminado o Curso Normal, professorinha recém formada, cheia de sonhos. Queria estudar Direito em São Paulo. Coisa impossível, face a oposição familiar,  que só aceitava mulher tradicional ou... professora.
Pensei, pensei, chorei, sofri e... resolvi aderir ao programa do Estado. Mãos à obra. Preenchidas as formalidades legais, consegui uma  Escola Mista no litoral  Sul do Estado.
Estávamos no ano de 1949, eu com vinte anos de idade. Saindo de Santos, depois de um dia de viagem de trem cheguei à Juquiá e de lá fui de ônibus até Jacupiranga, município onde ficava a escola, em plena Serra do Mar. Sai no outro dia, bem cedo, à cavalo. Um funcionário me acompanhava, andando a pé.
Incrível, não tive medo, estava esperançosa, encantada com a vegetação e com o sobe desce do caminho,  ansiosa por chegar. Na época não havia telefone, nem rádio, nem televisão, nem jornais, nem revistas, nem estradas. Era no fim do mundo, ficava perto do atual ponto turístico chamado Caverna do Diabo.
Depois de quatro horas, chegamos! Um lugar lindo, um vale no meio das montanhas e uma comunidade rural, bem modesta com umas vinte casas de pau a pique, uma igrejinha e uma escola, adultos uns duzentos, todos alfabetizados, coisa rara. Os demais moradores ficavam espalhados pela região! Eu já sabia, mais ou menos, o que me esperava. Durante todo o trajeto vi poucas construções, todas semelhantes.
Era uma Comunidade de religião Batista, remanescente de uma antiga plantação de chá. Gente muito simples, simpática, religiosa, lia a Bíblia. Bastante interessada na escola. Logo nos entendemos e começamos a trabalhar juntos. Instalaram-me na casa da família do Pastor religioso.
A escola ficava ao lado, pequena, tinha poucas carteiras, uma mesa e uma lousa, sem nenhum outro recurso material. Tive trabalho para providenciar cadernos, lápis e giz. Alunos, no início menos de 15, logo cresceu, felizmente. Eu tinha um salário, mas contava com os pontos que ganharia, conforme a produção, ou seja, como prêmio pelo difícil acesso, o número dos alunos promovidos seria multiplicado por três.
A adaptação recíproca foi imediata. Fiquei lá dois anos, vindo para casa somente uma vez nas férias de verão. Sucesso total. Ganhei pontos para me efetivar como professora e poder vir para São Paulo estudar na Faculdade de Direito, como o planejado!
Voltarei ao assunto, porque vale recordar tudo que ocorreu durante esses dois anos...
MJ Chermont

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Apego Emocional

Fala-se muito em apego e desapego com relação aos bens materiais! Agora a relação é outra, o relacionamento humano.

por Dra. Miriam Zelikowski
Apego emocional é uma forma de desgaste entre pessoas, seja qual for o grau de parentesco ou relacionamento pessoal ou profissional. É um ato inconsciente onde o medo, o ciúme, a sensação de perda e a ausência de tolerância causam a extinção do respeito. O autoritarismo impera e tudo se perde, nada permanece.
Trabalhe o seu interior, liberte o seu egoísmo e abuso de autoridade em cima de outras pessoas, ou em cima de uma única pessoa à qual dedica atenção e estima.
Amar alguém, gostar de alguém, admirar alguém é permitir que haja liberdade e confiança, um caminho duplo, pois o outro também deve se portar com a mesma consideração.
Quem considera o outro não desenvolve as amarras do apego emocional. Tem a certeza ou a compreensão que o outro precisa respirar e viver com respeito e com a oportunidade de crescer como alma. Não viver em uma prisão onde apenas um dita as regras e o outro é o escravo do apego emocional, que corrompe, desgasta, revolta e não perdoa sentimentos e nem mudanças que a vida poderá sugerir.

Comentário:
Minha experiência pessoal e profissional tem me demonstrado o perigo do apego emocional, resultado de baixa autoestima, de egoísmo e de dificuldade para sofrer frustrações, podendo desencadear o acesso de raiva e ser o causador de uma série de problemas sociais e de muito sofrimento.
Os sentimentos citados devem amadurecer naturalmente com o crescimento. Quando perduram precisam ser trabalhados e normalizados, em qualquer idade, para facilitar o relacionamento social e evitar pequenas violências cotidianas.
Acredito que delitos ocorram como consequências de inesperados surtos desencadeados por apegos inaceitáveis. Podem ser simples ocorrências corriqueiras, mas chegar até aos crimes passionais.
O apego emocional descontrolado é o principal responsável por inúmeros conflitos urbanos e domésticos.
MJ Chermont.