segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Aquecimento global está em nossas mãos

Em Estocolmo em 20/09/2013 foi divulgado o último relatório do órgão das Nações Unidas responsável pelo estudo do clima. Esse relatório vem sendo feito desde 1990, quando se responsabilizava a própria natureza como responsável pelo aquecimento global.
Mas a cada nova edição a atividade humana vem sendo acusada como a principal responsável. Mas essa possibilidade, de que o homem é o maior causador, não é unânime, defendida por 97% dos cientistas, os demais são céticos. Entretanto, os cientistas continuam unânimes em suas conclusões de que as mudanças climáticas vão continuar. Todos os relatórios têm sido taxativos quanto às consequências desastrosas da manutenção do aquecimento.
Para combatê-lo, cientistas e relatórios prescrevem medidas necessárias como a redução da emissão de gases causadores do efeito estufa (GEE), tais como: o gás carbônico oriundo da queima de combustíveis, fim do desmatamento e, consequentemente o reflorestamento das áreas devastadas.
Entretanto, grande parte da população tem hoje em dia uma grande dependência dos combustíveis, indispensáveis para a qualidade de vida. Outras medidas custariam muito caro e afetariam a produção e o consumo.
Assim, aqueles 3% de cientistas céticos acabam sendo ouvidos e suas afirmações adotadas por governos e governantes. Apesar dos riscos, julgam que é melhor esperar o avanço da ciência, para tomar tais medidas. Assim providências urgentes são proteladas e outras paliativas adotadas.
O relatório atual propõe prognósticos regionais, soluções locais. Cada região cuidar do seu meio ambiente. Talvez seja mais prático: poucos estão interessados no degelo do Ártico, na falta de água da África, no tsunami da Ásia e em milhões que sofrem e morrem.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O Sermão da Montanha

Um dia, quando o Filho da Luz andava pelo mundo, chegou até uma montanha nos arredores, sentou-se, olhou em volta, descortinou todo o vilarejo e falou para as pessoas que o seguiam. Todas estavam ansiosas em absorver sua sabedoria. Ele falou lentamente sobre como conseguir uma vida terrena simples, transparente, virtuosa, ser feliz e evoluir.
Estreito é o verdadeiro caminho da vida e raros são os que o seguem. Muitos preferem entrar pela porta larga e seguir o falso caminho espaçoso das facilidades, dos jeitinhos e das corrupções. Não esquecer, entretanto, que existem corruptos e corruptores ambos perigosos. Enfatizou que não basta falar para conseguir, mas é preciso fazer e provar com atos, que comprovem. Precisamos ser seguros e firmes como uma rocha, contra a qual nada podem nem a chuva, nem o vento.
Precisamos descobrir, que não somos só matéria, que existe também, em nós, um lado espiritual, que não conhecemos. Quando o percebemos, inicia-se nossa evolução interior e deixamos de ser exclusivamente matéria e de nos preocupar só com bens terrenos. Passamos a nos interessar também com a riqueza espiritual: amizade, amor, solidariedade, respeito, os sentimentos, as emoções...
Essas descobertas vão se sucedendo e vamos evoluindo cada vez mais. Vamos deixando de ser pobres de espírito e enriquecendo nosso mundo espiritual.
Usou a metáfora do sal e da luz, para enfatizar a importância de separar os bons dos maus. Os comportamentos mostram e divulgam o caminho de cada um, a árvore boa dá bons frutos... Os bons exemplos são como a luz a indicar o caminho. Contra os maus devemos ser como o sal do mundo.
Condenou a ostentação e a soberba: quando dermos esmola, não sair tocando a trombeta. Que nossa mão direita nunca saiba o que faz a esquerda. Tudo que é feito na intimidade, com humildade, tem grande força e poder de atração. Busquemos com simplicidade e conseguiremos. Peçamos humildemente e seremos atendidos.
Condenou aqueles que julgam os outros, mas que não reconhecem os seus próprios erros. Assim como julgamos seremos julgados. Igualmente precisamos perdoar para sermos perdoados. Tudo que queremos que nos façam, devemos fazer primeiro, bem como amar o próximo como a nós mesmos. Nunca devemos nos prevalecer de privilégios. Isso é solidariedade e coerência.
Escrito há mais de 2000 anos, o Sermão da Montanha continua atual. Há nele um sentido muito profundo e ético. Muita coisa foi totalmente absorvida, mas outras sutilezas morais parecem ignoradas em nossos dias. Basta ter olhos "de ver"!
fonte: Bíblia, Mateus 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Polo Ártico

O aquecimento global é regido por um ciclo natural de mudanças, que ocorrem ao longo dos anos e em todo mundo. Mas em nenhum outro lugar esses efeitos podem ser observados, tão claramente, como no Círculo Polar Ártico.
Durante o inverno a camada de gelo da calota polar atinge a temperatura de 60 graus negativos e no verão não passa de 10 graus negativos. Essa calota, com 30 milhões de metros quadrados, possui uma característica singular de aumentar e diminuir ao longo do ano. Assim, a camada gelada sempre foi bem maior no inverno e menor no verão.
Entretanto, desde 1979, quando a NASA passou a monitorar o Polo Ártico e a fotografar a sua superfície congelada, fotos tem demonstrado que a superfície gelada vem  diminuindo sistematicamente, chegando a ser hoje, 33% menor do que era.
Tal mudança, no ciclo natural de congelamento e degelo, ocorre devido ao aumento da temperatura da terra e pode levar ao seu desaparecimento, principalmente, durante os meses da primavera e o do verão. Enquanto a temperatura média global, nos últimos 34 anos, subiu 0,5 graus, no Ártico ela subiu 1.6.
Tal circunstância leva a um prognóstico preocupante, a camada congelada da superfície do Oceano Polar Ártico pode continuar a diminuir, gradativamente, até desaparecer em definitivo, com reflexos irrecuperáveis no ecossistema, como já vem ocorrendo com ursos, focas e vegetação.
A rapidez do degelo não tem dado tempo para que os animais se adaptem, pois encurta bruscamente a temporada de caça, indispensável à sobrevivência. Algumas espécies já estão condenadas e outras já sofrem as consequências das alterações na cadeia alimentar.
Indispensável intensificar os estudos sobre o aquecimento global e os vilões conhecidos: É urgente diminuir a emissão do Gás Carbônico na atmosfera, a redução do desmatamento, o reflorestamento e a adoção de práticas verdes e de combustíveis renováveis.
Com certeza a Natureza não se adaptará sozinha às mudanças, a contribuição humana é indispensável.


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Só há um vencedor

Diz uma lenda que existem DOIS TIGRES dentro de nós, sempre alertas e prontos para o ataque.
Nestes meus longos 80 anos de idade poucas vezes senti a terrível ameaça. O TIGRE DO BEM sempre foi meu fiel companheiro. Cheguei a acreditar que assim era o mundo: familiares, amigos, colegas, vizinhos, só gente boa, correta, honesta, solidária.
Ainda jovem, tive oportunidade de desconfiar que poderia não ser bem assim, mas nunca deixei de acreditar no triunfo final do BEM. Já na vida adulta e profissional tomei contato direto com a realidade nua e crua, o desrespeito e a ganância humana. Mas continuei a acreditar sempre que o MAL se aproveitava de uma minoria desorientada.
Quando De Gaulle, general francês em 1962, declarou "O Brasil não é um pais sério", nem me preocupei. Tinha certeza que se referia à alegria do povo, ao Samba, ao Carnaval, ao Futebol. Na época éramos "o país do futuro", conforme Stefan Zweig,  um povo hospitaleiro e bom, de conhecida índole generosa!
Passaram-se os anos, chegamos aos dias de hoje QUE VEMOS?: A violência e a insegurança liderando absolutas, a corrupção generalizada, os princípios morais e éticos espezinhados.
Que restou daquele país de povo bom e alegre? Seria culpa dos TIGRES? Teria razão o General? Seríamos hoje 200 milhões de desordeiros? O choque de realidade obscureceu meu entendimento mas, uma voz distante me sussurrou. VENCE O TIGRE QUE ALIMENTAMOS.
Nossa condescendência e nossa boa fé nos levaram a deixar passar muitos pequenos erros e infrações. Tal prática evoluiu e o que era uma liberalidade tornou-se prática geral. E nós, todos  cúmplices, por omissão. Em consequência somos sim todos considerados coniventes e infratores, a ponto de nos debatermos no atual mar de lama em que governo, políticos, policiais, funcionários públicos e civis estamos mergulhados. Redes de corrupção, violência, fraudes e mentiras nos envolvem impunemente.
Infelizmente somos todos cúmplices e continuaremos sendo enquanto continuarmos coniventes com o desrespeito às leis e aceitarmos os comportamentos obscuros. Infelizmente a confusão é geral, não distinguimos mais diferenças entre vítimas e culpados, não existe mais condição de se fazer Justiça ou de separar o joio do trigo. Infelizmente estaremos sim, alimentando o TIGRE DO MAL enquanto continuarmos acobertando-nos mutuamente a qualquer preço.
Assim, precisamos restaurar DENTRO DE CADA UM o respeito à Ordem, à Moral e aos Bons Costumes e instituir a TOLERÂNCIA ZERO à Ilegalidade, à Corrupção e à Violência. Muitos já estão tomando consciência, como demonstram as atuais passeatas nas ruas.
Precisamos compreender que FUTEBOL e SAMBA precisam de limites. Precisamos crescer e amadurecer, pois a vida exige também SERIEDADE e RESPONSABILIDADE. Só assim assumiremos nossa verdadeira imagem de povo justo e feliz, que merecemos.

Entre o BEM e o MAL só existe UM VENCEDOR,
infelizmente não há lugar para o meio termo.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Ser Transparente

Às vezes, fico me perguntando por que é tão difícil ser transparente. Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero, não enganar os outros. 
Mas ser transparente é isso e muito mais.É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar do que sente...Ser transparente é desnudar a alma, é deixar cair as máscaras, é baixar as armas, destruir muros, é permitir que a doçura aflore, transborde...Infelizmente, a maioria decide não correr esse risco. 
Preferimos a dureza da razão à leveza reveladora do coração.Preferimos o nó na garganta às lágrimas que brotam da alma...Preferimos nos perder numa busca por respostas a simplesmente admitir que não sabemos nada e que temos medo!
Por mais doloroso que seja ter de construir uma máscara que nos distancia cada vez mais de quem realmente somos, preferimos manter uma imagem que nos dê a sensação de proteção. E assim, vamos nos afundando em falsas palavras, falsas atitudes e em falsos sentimentos...  
Com o passar dos anos, um vazio frio e escuro nos faz perceber que já não sabemos dar e nem pedir o que de mais precioso temos a compartilhar: a doçura e a compreensão. Todos nós sofremos, nos sentimos sós. Uma saudade desesperada de nós mesmos, daquilo que pulsa e grita dentro de nós, mas que não temos coragem de mostrar... Porque aprendemos que isso é ser fraco, é ser bobo, é ser menos do que o outro! Quando, na verdade, agir com o coração, poupa o sofrimento... 
Sugiro que deixemos explodir toda a doçura!Que consigamos não prender o choro, não conter a gargalhada, não esconder o nosso medo, não desejar parecer tão invencíveis... 
Chega de controlar tanto... Responder tanto... Competir tanto... 
Tente simplesmente viver, sentir e amar.

Rosana Braga