sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Só há um vencedor

Diz uma lenda que existem DOIS TIGRES dentro de nós, sempre alertas e prontos para o ataque.
Nestes meus longos 80 anos de idade poucas vezes senti a terrível ameaça. O TIGRE DO BEM sempre foi meu fiel companheiro. Cheguei a acreditar que assim era o mundo: familiares, amigos, colegas, vizinhos, só gente boa, correta, honesta, solidária.
Ainda jovem, tive oportunidade de desconfiar que poderia não ser bem assim, mas nunca deixei de acreditar no triunfo final do BEM. Já na vida adulta e profissional tomei contato direto com a realidade nua e crua, o desrespeito e a ganância humana. Mas continuei a acreditar sempre que o MAL se aproveitava de uma minoria desorientada.
Quando De Gaulle, general francês em 1962, declarou "O Brasil não é um pais sério", nem me preocupei. Tinha certeza que se referia à alegria do povo, ao Samba, ao Carnaval, ao Futebol. Na época éramos "o país do futuro", conforme Stefan Zweig,  um povo hospitaleiro e bom, de conhecida índole generosa!
Passaram-se os anos, chegamos aos dias de hoje QUE VEMOS?: A violência e a insegurança liderando absolutas, a corrupção generalizada, os princípios morais e éticos espezinhados.
Que restou daquele país de povo bom e alegre? Seria culpa dos TIGRES? Teria razão o General? Seríamos hoje 200 milhões de desordeiros? O choque de realidade obscureceu meu entendimento mas, uma voz distante me sussurrou. VENCE O TIGRE QUE ALIMENTAMOS.
Nossa condescendência e nossa boa fé nos levaram a deixar passar muitos pequenos erros e infrações. Tal prática evoluiu e o que era uma liberalidade tornou-se prática geral. E nós, todos  cúmplices, por omissão. Em consequência somos sim todos considerados coniventes e infratores, a ponto de nos debatermos no atual mar de lama em que governo, políticos, policiais, funcionários públicos e civis estamos mergulhados. Redes de corrupção, violência, fraudes e mentiras nos envolvem impunemente.
Infelizmente somos todos cúmplices e continuaremos sendo enquanto continuarmos coniventes com o desrespeito às leis e aceitarmos os comportamentos obscuros. Infelizmente a confusão é geral, não distinguimos mais diferenças entre vítimas e culpados, não existe mais condição de se fazer Justiça ou de separar o joio do trigo. Infelizmente estaremos sim, alimentando o TIGRE DO MAL enquanto continuarmos acobertando-nos mutuamente a qualquer preço.
Assim, precisamos restaurar DENTRO DE CADA UM o respeito à Ordem, à Moral e aos Bons Costumes e instituir a TOLERÂNCIA ZERO à Ilegalidade, à Corrupção e à Violência. Muitos já estão tomando consciência, como demonstram as atuais passeatas nas ruas.
Precisamos compreender que FUTEBOL e SAMBA precisam de limites. Precisamos crescer e amadurecer, pois a vida exige também SERIEDADE e RESPONSABILIDADE. Só assim assumiremos nossa verdadeira imagem de povo justo e feliz, que merecemos.

Entre o BEM e o MAL só existe UM VENCEDOR,
infelizmente não há lugar para o meio termo.

Um comentário:

  1. Verdade, Chermont. Comparando com o AMOR, não pode ser morno. É quente ou frio. Vamos a luta. Bjks

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