segunda-feira, 19 de maio de 2014

Aquecimento Global e Reflorestamento

O último Relatório sobre o Clima reafirma as consequências catastróficas decorrentes do aquecimento global. Se a humanidade quiser evitar ou pelos menos diminuir esses efeitos, deve promover o quanto antes uma revolução. Os combustíveis fósseis são os grandes vilões. As emissões de carbono nunca foram tão elevadas. Se essa tendência se mantiver, a Terra pode terminar o século com até 4,8°C mais quente. O aquecimento precisa se manter no limite de 2°C. Para isso as emissões precisam ser zeradas até 2100.
Embora ainda não se tenha chegado a nenhuma conclusão definitiva, o Relatório indica possíveis caminhos a seguir, inclusive a já existência de tecnologia capaz de efetivar essa verdadeira revolução. Basta tomar a decisão e mãos à obra.
Outro grande vilão dos problemas ambientais é o desmatamento universal. A humanidade já sente na carne seus efeitos adversos, que cada vez se tornam mais hostis.
Quanto ao desmatamento, entretanto, alguns países, já tomam suas providencias. Entre eles o Brasil, que vem reduzindo drasticamente o desmatamento da Floresta Amazônica.
Deve ser citado o exemplo da China que, desde 1998, vem desenvolvendo o maior reflorestamento de que se tem notícia. Segundo dados do Greenpeace, somente 2% da floresta original da China, continuam intactos.
Objetivando sua correção, ao longo da bacia do Rio Yangtzé, promovem um grande reflorestamento, na tentativa de deter a desertificação de quilômetros e quilômetros, bem como de diminuir as constantes inundações sofridas.
Assim, desde 1998, cultivam uma faixa de 15 quilômetros de comprimento e 800 metros de largura de vegetação densa. Com seu parco orçamento, já conseguiram plantar mais de 6,2 milhões de árvores.
Há reflorestamentos semelhantes em outros pontos da Ásia, como a Índia e a Indonésia. Mas ainda insuficientes para as necessidades do planeta.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Onça Pintada

A ONÇA PINTADA é o terceiro maior felino do mundo e é o maior do continente americano. Os índios a chamavam de jaguar, termo vem do tupi-guarani, e significa “que mata com um salto”. Poucas aparições foram registradas, a partir dos anos 60.

Na década de 20, meus pais moravam em uma fazenda, em plena Serra de Botucatu, no estado de São Paulo. Nessa época, a região era bem isolada e distante da cidade.
Foi aí que nasci, era um lugar lindo! Meu pai, além de fazendeiro, era farmacêutico e proprietário de uma pequena farmácia no então Distrito de Espírito Santo do Rio Pardo, na metade do caminho até Botucatu.
Todo dia, bem cedo papai pegava um cavalo, em direção à farmácia, de onde só retornava ao anoitecer. Ele atendia também pessoas das terras vizinhas, já que, só havia médico na cidade grande. Circulava muito pelos caminhos em plena floresta.
Corriam muitas histórias sobre onças pintadas. Até que um dia meu pai viveu a dele.
Naquele dia ele não foi à farmácia, ia atender um vizinho, que estava muito doente e a família queria ouvir a opinião dele sobre as providências a tomar. Um empregado viera buscar papai, porque era longe, umas três horas de distância a cavalo, caminho que ele desconhecia. Era em direção contrária à farmácia, era se embrenhar mais na mata.
Chegando lá, encontrou o doente muito pior que ele pensava. Papai aconselhou a internação. Passaram o dia todo providenciando uma maca improvisada, com um lençol e quatro pessoas para levar o doente até o hospital mais próximo, que ficava a quatro horas de distância, também em direção contrária a de papai.
Enfim, ao entardecer ele saiu, sozinho, disposto a retornar. Claro que escureceu e ainda faltava uma hora de viagem. A noite estava clara, quando ele avistou uma onça, em cima de uma grande pedra, a uns cinquenta metros de distância.
Parou o cavalo, que parecia tranquilo, ainda não havia pressentido o perigo. Pensou em voltar. Mas já havia andado mais de duas horas, só faltava uma hora... Continuava parado, sem saber o que fazer, quando a onça desceu da pedra e veio em sua direção. Estava desarmado, só portava um canivete suíço, presente que recebera.
Sem perda de tempo, abriu o canivete e achou melhor não se mexer. A onça estava mais perto. O cavalo continuava tranquilo. Nisso ele relinchou e a onça respondeu e apertou o passo. Pensou: seja o que Deus quiser... A onça se aproximou, até bem perto...
Mas não era uma onça, era um bezerro perdido. Olhava fixo para ele, como se pedisse socorro... Meu pai saltou do cavalo e falou instintivamente: O que você está fazendo aqui? Não sabe o perigo que está passando? Olhou para o cavalo e completou: Bem, vamos para casa.
Voltando, olhou para trás e viu que o bezerro os acompanhava. Assim foi até chegarem, quando o bezerro tomou a dianteira e correu direto até o curral, direto mamar, estava faminto!
Quando papai chegou em casa disse: Missão cumprida! COM LOUVOR! Digo eu...
Papai ficou conhecido como o homem que enfrentava onça com canivete!