segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A Geografia da Obesidade

A humanidade no decorrer da história sempre se preocupou com a alimentação da população mundial, com isso a fome e a subnutrição sempre estiveram presentes na sociedade.
Há tempos passados, a sociedade não tinha como problema a obesidade e sim a subnutrição.
Após o desenvolvimento das técnicas e, posteriormente na década de 70, a tecnologia, a produção de alimentos teve um aumento muito grande e propiciou uma acessibilidade maior das pessoas aos alimentos, além das indústrias que diversificou os tipos de alimentos com vários atrativos de cores e sabores.
Atualmente, o percentual de pessoas obesas igualou, ou até superou, o percentual de pessoas subnutridas, fato que ocorreu pela primeira vez na história da humanidade.
A obesidade é caracterizada pelo acúmulo de gordura, aumentando a massa corpórea, o peso fica acima do ideal, além disso, ela provoca uma disposição maior à doenças, como problemas de coração, diabetes, sem contar que as pessoas obesas têm uma expectativa de vida menor do que um indivíduo de peso normal.

A obesidade no mundo
Na China, o país mais populoso do mundo, estimativas revelam que o percentual de obesos já atingiu 15% da população, enquanto que os subnutridos é de 11%, o agravante é que à medida que diminui o percentual de subnutridos, aumenta o de obesos.
Nos EUA, pesquisas mostram que 30% dos americanos são obesos, mas esse número provavelmente deve ser maior, cerca de 50%, isso porque os americanos têm critérios avaliativos não muito rígidos, diferente dos critérios mais rígidos dos europeus.
Na Europa e Japão a obesidade abrange 20% da população.
No Brasil, a porcentagem de obesos atinge 17% da população adulta, número bastante superior de subnutridos, que é de 4%.
As principais causas da obesidade é o alto consumo de alimentos não saudáveis, sedentarismo e consumo de alimentos industrializados.
A OMS (Organização Mundial de Saúde) criou um termo chamado “globesidade” decorrente das mudanças ocorridas no processo de globalização. Mas esse problema não se restringe aos ricos e a classe média, é também problema dos pobres.
No Brasil, nas duas últimas décadas os brasileiros transformaram os modos alimentares, deixou de lado o tradicional arroz e feijão, para ingerir em suas refeições e lanches (cachorro quente, sanduíches e fast food em geral), esse tipo de alimento é altamente prejudicial à saúde.
Os veículos de comunicação em massa alertam sobre os riscos da obesidade e recomendam uma alimentação balanceada, nas horas certas e a prática de exercícios físicos.
 Geografia Geral - Geografia - Brasil Escola

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

POLIAMOR


Sem dúvida, está aumentando o número de homens e mulheres que optam por não se fechar numa relação a dois, que exija qualquer tipo de exclusividade.
Não é usual, mas por que não podemos amar várias pessoas? Não amamos diversos amigos? Não amamos vários filhos?  Há momentos da vida que amamos mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Mas sempre que isso acontece, sente-se a obrigação de ter que se decidir por uma delas.
Cansados dessa história; muitos tem aderido de corpo e alma ao POLIAMOR. Sabem que não é fácil encontrar parceiros que concordem com isso, mas estão tentando. Há esperança que daqui a algum tempo as cabeças fiquem mais abertas.
Poliamor, como movimento, existe de um modo visível e organizado nos Estados Unidos nos últimos 25 anos, acompanhado de perto por movimentos na Alemanha e no Reino Unido. Em novembro de 2005 realizou-se a Primeira Conferência Internacional sobre Poliamor em Hamburgo, Alemanha.
No Poliamor uma pessoa pode amar seu parceiro fixo e amar também outra pessoa com quem tem relacionamento e até mesmo ter relacionamentos diversos. Importante é que haja o sentimento de amor recíproco.
Os poliamoristas argumentam que não se trata de procurar obsessivamente novas relações pelo fato de ter essa possibilidade sempre em aberto, mas sim de viver naturalmente tendo essa liberdade em mente. O Poliamor pressupõe uma total honestidade no seio da relação. Não se trata de enganar nem magoar ninguém.
Tem como princípio que todas as pessoas envolvidas estão a par da situação e se sentem confortáveis com ela. A ideia principal é admitir essa variedade de sentimento que se desenvolve em relação a outra pessoas, e que vai além da mera relação sexual.”
O poliamor aceita como fato evidente que todos têm sentimentos em relação a outras pessoas que as rodeiam. Nenhuma relação está posta em dúvida pela mera existência de outra. Os adeptos garantem que o ciúme não tem lugar neste tipo de relação. Poliamor diverge de uma relação aberta, que implica no sexo casual fora do casamento, ou da infidelidade, que é secreta.
O poliamor é baseado mais no amor do que no sexo e se dá com o total conhecimento e consentimento de todos os envolvidos, estejam estes num casamento, num ménage a trois, ou no caso de uma pessoa solteira com vários relacionamentos.
O que se conclui é que as mentalidades estão mudando em relação ao amor e ao sexo. As relações a dois fechadas estão perdendo espaço. Mas isso não deve se tornar uma regra. Cada um escolherá a sua forma de viver, seja um longo casamento exclusivo, com alguém que também assim o deseje, ou a alternância de vários parceiros amorosos e sexuais.

fonte:
Regina Navarro Lins, psicanalista e escritora