segunda-feira, 4 de agosto de 2014

POLIAMOR


Sem dúvida, está aumentando o número de homens e mulheres que optam por não se fechar numa relação a dois, que exija qualquer tipo de exclusividade.
Não é usual, mas por que não podemos amar várias pessoas? Não amamos diversos amigos? Não amamos vários filhos?  Há momentos da vida que amamos mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Mas sempre que isso acontece, sente-se a obrigação de ter que se decidir por uma delas.
Cansados dessa história; muitos tem aderido de corpo e alma ao POLIAMOR. Sabem que não é fácil encontrar parceiros que concordem com isso, mas estão tentando. Há esperança que daqui a algum tempo as cabeças fiquem mais abertas.
Poliamor, como movimento, existe de um modo visível e organizado nos Estados Unidos nos últimos 25 anos, acompanhado de perto por movimentos na Alemanha e no Reino Unido. Em novembro de 2005 realizou-se a Primeira Conferência Internacional sobre Poliamor em Hamburgo, Alemanha.
No Poliamor uma pessoa pode amar seu parceiro fixo e amar também outra pessoa com quem tem relacionamento e até mesmo ter relacionamentos diversos. Importante é que haja o sentimento de amor recíproco.
Os poliamoristas argumentam que não se trata de procurar obsessivamente novas relações pelo fato de ter essa possibilidade sempre em aberto, mas sim de viver naturalmente tendo essa liberdade em mente. O Poliamor pressupõe uma total honestidade no seio da relação. Não se trata de enganar nem magoar ninguém.
Tem como princípio que todas as pessoas envolvidas estão a par da situação e se sentem confortáveis com ela. A ideia principal é admitir essa variedade de sentimento que se desenvolve em relação a outra pessoas, e que vai além da mera relação sexual.”
O poliamor aceita como fato evidente que todos têm sentimentos em relação a outras pessoas que as rodeiam. Nenhuma relação está posta em dúvida pela mera existência de outra. Os adeptos garantem que o ciúme não tem lugar neste tipo de relação. Poliamor diverge de uma relação aberta, que implica no sexo casual fora do casamento, ou da infidelidade, que é secreta.
O poliamor é baseado mais no amor do que no sexo e se dá com o total conhecimento e consentimento de todos os envolvidos, estejam estes num casamento, num ménage a trois, ou no caso de uma pessoa solteira com vários relacionamentos.
O que se conclui é que as mentalidades estão mudando em relação ao amor e ao sexo. As relações a dois fechadas estão perdendo espaço. Mas isso não deve se tornar uma regra. Cada um escolherá a sua forma de viver, seja um longo casamento exclusivo, com alguém que também assim o deseje, ou a alternância de vários parceiros amorosos e sexuais.

fonte:
Regina Navarro Lins, psicanalista e escritora

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