segunda-feira, 30 de março de 2015

Composição de uma Vida


de JAIR LISBOA
Na melodia dos ventos, fui levado aos primeiros acordes da vida, onde a suavidade de um carinho materno rompia as fronteiras de todo meu aprendizado.
Em cada passo era guiado nos canteiros da harmonia, aprendi a semear nas lavouras da vida os melhores sentimentos, diante do saber paterno continuei sendo um bom filho.
Fui me desenvolvendo com a essência das flores na lida de um sábio lavrador, e assim continuei regando o jardim da vida.
Em cada estância muitas reflexões me serviam de inspiração, conheci o amor e nos anos dourados toda estação era primavera, e no pomar de nossas vidas nasceu a mais bela flor, tudo era a mais pura magia.
Na viola dos meus sonhos aprendi a compor as mais lindas poesias, mas o tempo lançou sua estação, e um trem passou diante dos meus olhos, e com ele fui perdendo o que mais admirava.
Na partida do meu pai, fui partido em pedaços, catei os meus cacos, mas daquele dia em diante deixei de ser completo, e a carruagem aflorada foi perdendo cada pétala na caminhada.
As boas colheitas foram sedadas pela rotina, e o vento que antes soprava em serenatas, transformou em tempestades e tons da ingratidão
Nas tentativas de corrigir os erros, meus acertos foram cobertos pela grave solidão, e nessas estradas de tantas estrelas, o meu olhar vai perdendo o seu brilho.
Na escuridão do meu ser, sei que ainda posso enxergar com o coração, pois os acordes que aprendi foram eternos, e agradeço a Deus por ainda compor a vida guiado pela autenticidade de um olhar materno.
JAIR LISBOA
escritor e poeta natural de Salvador-Bahia
Recanto das Letras - Jair Lisboa

sexta-feira, 20 de março de 2015

A Revolução Industrial


A Revolução Industrial teve início quando mais e mais coisas começaram a ser feitas pelas máquinas nas fábricas em vez de serem feitas à mão em casa.
A Revolução Industrial começou na Inglaterra em 1700 e espalhou-se rapidamente. No início de 1850 ela já tinha alcançado a França, Alemanha e os Estados Unidos. Os seguintes a serem alcançados foram a Suécia e o Japão e em 1950 podia ser encontrada em todos os países do mundo.
A Revolução Industrial trouxe muitas mudanças significativas. Muitas pessoas começaram trabalhar fora de casa. Antes dela, a maioria das coisas que as pessoas precisavam eram feitas em casa.
Com a invenção das máquinas de fazer roupas, móveis e outros bens, um novo sistema se desenvolveu. Cada vez mais pessoas começaram a trabalhar nas fábricas fora de casa.
Nos primeiros anos, crianças pobres frequentemente trabalhavam longas horas nas fábricas. Muitas vezes as crianças pequenas de cinco a seis anos eram forçadas a trabalhar de 13 a 16 horas por dia. No inicio de 1800, um terço dos trabalhadores das fábricas nos EUA estavam entre a idade de sete e doze anos.
Pela primeira vez, muitas mulheres começaram a trabalhar fora de casa. Muitas mulheres solteiras deixaram a zona rural para procurar empregos em fábricas, juntamente com uma vida mais emocionante na cidade.
No Brasil, a industrialização começou no início de 1900 com Francisco Matarazzo que começou com fabricação de sabão e de macarrão.
Hoje, a industrialização se generalizou , mudou o mundo, a vida, a educação, o trabalho e até nossa alimentação.
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
breve resumo

segunda-feira, 9 de março de 2015

A América Latina depende das mulheres

Na região, entre 2000 e 2010, os rendimentos das mulheres contribuíram para a redução de cerca de 30% da pobreza extrema e da desigualdade. 

As mulheres latino-americanas se tornaram um instrumento de mudança em seus países. Mais de 70 milhões de mulheres ingressaram no mercado de trabalho nos últimos anos.
Dois terços do aumento na participação da mão de obra feminina, nas duas últimas décadas, podem ser atribuídos a um nível educacional mais elevado e às mudanças na formação familiar, como o casamento tardio e a menor fertilidade.
Educação e capacitação econômica estão intimamente ligadas. Ao apoiar a educação de mulheres e meninas, a América Latina conseguiu reduzir a disparidade no ensino, levando mais mulheres do que homens às escolas.
Os rendimentos das mulheres contribuíram para a redução de cerca de 30% da pobreza extrema e da desigualdade na região entre 2000 e 2010. Elas desempenham um papel fundamental na condução do crescimento necessário para acabar com a pobreza extrema e na construção de sociedades resilientes.
Para que a América Latina faça a transição de uma região de renda média para alta, homens e mulheres precisam empurrar as fronteiras da igualdade de oportunidades. Mas, para chegar lá, é preciso lidar com três questões principais.
Primeiro, as taxas de violência e gravidez na adolescência permanecem altas. Quase uma em cada três mulheres da América Latina já sofreu algum tipo de violência perpetrada pelo companheiro. Combater a violência doméstica é vital. O Brasil perde 1,2% do seu PIB devido a perdas de produtividade ligadas à violência no gênero. No Rio de Janeiro, o Banco Mundial está trabalhando com o governo para melhorar o sistema e torná-lo mais seguro para as mulheres, oferecendo polícia feminina, clínicas para mulheres, Varas de Família, iluminação mais adequada, construção de banheiros femininos.
Em segundo lugar, a região encontra dificuldade de fortalecer a capacidade das mulheres para assumir o controle de suas vidas; quer seja a menina boliviana que fala quéchua e se esforça para concluir o ensino médio; a mãe moradora de uma favela nos arredores de Lima que luta para ter acesso à assistência médica; ou uma trabalhadora no Rio que tenta competir em condições de igualdade por empregos com maiores salários. As mulheres no Brasil, Chile, México ou Peru recebem salários inferiores aos dos homens, especialmente nas profissões mais qualificadas.
Finalmente, bons modelos femininos de liderança podem fazer a diferença. A região tem um número recorde de mulheres Chefes de Estado e uma média de 26% de mulheres em Parlamentos.
Eu me lembro da primeira reunião com a minha equipe administrativa quando me tornei Ministra das Finanças da Indonésia. Eu era a pessoa mais nova e a primeira mulher a ocupar esse cargo. Todos na sala eram homens. Naquele momento, soube que deveria me esforçar mais do que qualquer homem para provar que poderia ocupar o cargo. Tenho certeza de que muitas mulheres na América Latina passaram por experiências semelhantes.

SRI MULYANI INDRAWATI
Doutora em Economia pela Universidade de Illinois.
É oficial chefe de Operações do Grupo Banco Mundial.