quinta-feira, 30 de julho de 2015

A nova doença de nosso tempo

Uma doença, conhecida como CONSUMISMO, está aumentando dia a dia, atingindo, sem distinção, homens, mulheres, jovens, adultos e até idosos.
Ir às compras para se animar sempre que se sente deprimido pode ser o início. Em geral, ela começa com a compra de pequenos itens pessoais, peças íntimas, mas logo evolui para todo tipo de compras, chegando até às compras desnecessárias e fora de seu poder aquisitivo.
Depois de comprar de uma só vez dez pares de sapatos, uma jovem descobriu que o costume de excesso de compras lhe desenvolveu uma obsessão, que a deixou totalmente endividada.
O consumismo vem se generalizando com o aumento das ofertas, o uso indiscriminado dos cartões e às facilidades para sua obtenção nas modalidades de cartões de crédito e cartões de loja.
Para muitos, os cartões são os maiores responsáveis. Retirara-los pode ajudar, mas, para os consumistas graves, a necessidade de comprar vai continuar. O consumismo não é facilmente curável.
Ele pode converter-se em um grave vício, cuja cura só será conseguida com tratamento especializado, da mesma forma como são tratados os viciados em drogas e os alcoólatras.
Precisamos ficar atentos contra esse perigo silencioso que facilmente pode nos envolver

COMO EVITA-LO? - DEPENDERÁ DE NOSSO AUTOCONTROLE!

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Envelhecimento Ativo


A velhice é uma conquista. Antigamente, as pessoas não passavam dos 50 anos. Hoje está todo mundo chegando aos 80 anos ou mais.
O conceito de envelhecimento ativo foi instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e é uma forma de dizer que a pessoa envelheceu bem, ou seja, que ela manteve a capacidade de resolver a sua vida de forma independente e autônoma.
Ser ativo é ser capaz de realizar atividades cotidianas (como cuidar de si, da casa, das finanças e trabalhar), recreativas e esportivas. Ser independente é realizar tudo isso sem ajuda de outros.
Já a autonomia é um conceito mais amplo no qual, além de independência, o indivíduo mantém a saúde mental. É ele quem decide quando, onde e como fazer alguma coisa.
Além de ser ativo fisicamente, você precisa ser ativo intelectualmente e, neste caso, envolve a memória. Toda a sua inserção no mundo passa pela sua cognição, então, é importante preservar sua função mental.
O segredo é, além da genética, atividades físicas, mentais e intelectuais. Ler, receber e reter novas informações e estímulos ajudam a manter a cabeça em dia.
A pessoa não pode se acomodar. Muitas vezes, a própria família começa a fazer as coisas, no intuito de ajudar. Isso faz com que ela se torne cada vez mais dependente. Uma boa meta é manter-se no controle de suas decisões. E, ao encontrar alguma dificuldade, pedir ajuda para superá-la.
A OMS, há alguns anos, lançou um projeto para convencer as cidades do mundo a pensarem como “amigas do idoso”, ou seja,  implementar ações e estruturas para tornar a vida do idoso mais fácil.
O projeto da OMS “Cidade amiga do idoso” é eminentemente político e um alerta para que os municípios implementem melhorias. A cidade de São Paulo, por exemplo, implantou as praças de exercícios. Isso foi uma opção importante, mas que poderia ser melhor desenvolvida. A outra questão importante é da acessibilidade. Pelo menos os prédios públicos deveriam ser mais acessíveis. É muito comum você chegar em um lugar onde tem que subir uma escada, sem rampas ou elevadores que facilitem a vida de quem tem problema de mobilidade.
A pessoa deve procurar, levando em conta suas condições e limitações, manter uma atividade física diária, além das tarefas normais. Ter meia hora por dia para caminhar com o objetivo de se manter saudável. Essa meia hora diária faz toda a diferença.
Para isso deve haver mais educação. Nós estamos saindo daquele velho preconceito de que o Brasil é uma sociedade jovem e que os velhos são exceção.
Ao contrário, os velhos são a população que mais cresce no país. O jovem tem que aprender que, na melhor das hipóteses, ele vai ficar velho. Então, vai querer o respeito que talvez não esteja oferecendo aos idosos hoje.
É necessário educação nas escolas e a promoção do contato entre as gerações em centros de convivência. Os jovens precisam aprender que, primeiro, ser velho não é ser decrépito e, segundo, que o melhor que pode acontecer na suas vidas é ficar velho. A outra alternativa é morrer cedo.
Mas, para que esta conquista possa ser aproveitada, as pessoas têm que começar a se cuidar precocemente. Não adianta chegar aos 70 anos e agora pensar “bom, agora eu vou me cuidar”. Não vai dar certo.

Para chegar bem, tem que haver planejamento.
Dr. Luiz Roberto Ramos
Geriatra e Diretor do Centro de Estudos do Envelhecimento da Unífesp