segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Escolhas de uma vida


A certa altura de um filme, o personagem interpretado por Woody Allen diz: "Nós somos a soma das nossas decisões". Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu.
Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.
Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção, estamos descartando outras e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida".
Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura.
No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances.
Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar e, através do casamento, fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.
As duas opções têm seus prós e seus contras: viver sem laços e viver com laços...
Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista?
Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.
Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses.
Ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana; ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado.
Por isso é tão importante o autoconhecimento.
Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos.
Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.
Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido.
A estrada é longa e o tempo é curto. Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as consequências destas ações.
Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de chance de dar certo, mas também 50% de chance de dar errado.
A escolha é sua


Pedro Bial

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

A Zona de Conforto

A zona de conforto pode ser sedutora, irresistível mas desastrosa. Pode ser definida como a tendência a fazer só o que é fácil, cômodo e conhecido.

A palavra conforto está associada a um estado prazeroso de harmonia física e mental. Mas entregar-se a zona de conforto dificulta a luta contra ciclos viciosos e improdutivos que travam o sucesso e, principalmente, o início de algo novo, que demanda autodisciplina, motivação e compromisso.
É a tendência de evitar o medo, a ansiedade ou algum tipo de desgaste. Tende-se a ficar num território onde pode-se predizer e controlar os acontecimentos. Território que pode garantir um desempenho constante, porém limitado e com uma falsa sensação de segurança.
As causas mais frequentes que levam a deixar a ação e preferir a zona de conforto são:
  • Preguiça: Que faz o indivíduo sentir muito cansaço, falta de energia, apatia, desinteresse, depressão, ansiedade, culpa, desmotivação ou tudo ao mesmo tempo.
  • Orgulho: Quando não se sente necessidade de aprender ou de aprimorar-se, pois acha-se pronto e perfeito.
  • Medo: Quando tem receio de enfrentar os próprios medos, o desconhecido e as incertezas do que pode acontecer.
  • Miopia: Quando não se têm claras as consequências das atitudes e comportamentos na vida, ficando num estado letárgico e aparentemente confortável.

O desperdício do próprio talento é uma espécie de auto sabotagem. Apesar de ter muito potencial, não consegue coloca-lo em ação e vencer. Sua carreira não avança, fica estagnada.
Permanecer na zona de conforto, além desses prejuízos citados, pode acarretar prejuízos à saúde  do corpo e da mente, pois impede o auto desenvolvimento, que está ligado a aprender, a mudar o comportamento, a evoluir e a buscar novos sucessos.
Para finalizar, algumas DICAS para não ficar acomodado na zona de conforto e ser ativo, realizado, equilibrado e bem-sucedido:
  • Sonhe grande.
  • Seja muito interessado e comprometido com tudo que fizer.
  • Seja curioso, nunca pare de buscar novidades.
  • Leia muito.
  • Faça parte de alguma entidade na sua área.
  • Fique completamente fluente em inglês e espanhol.
  • Pratique exercícios, esporte, caminhadas.
  • Faça trabalhos voluntários.
  • Administre seu tempo e sua energia com sabedoria e firmeza.
  • Tenha lazer saudável e gratificante.


Sandra Betti