segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Aprender a envelhecer

ENVELHECER É UMA PRÊMIO

A pessoa envelhece como viveu...
Aquelas que conseguiram levar uma vida gratificante, costumam aceitar as mudanças de idade com maior naturalidade.
Agora, aquelas que tem conflitos mal resolvidos, frustrações não superadas ou cultivou relações complicadas ao longo dos anos, terá mais dificuldade no momento de envelhecer.
Nesses casos, a falta de atividade se converte em uma espécie de detonador.
Mas é possível superar essas “pendências” por meio do trabalho e dos compromissos diários. Embora, não seja possível fazer grandes mudanças na rotina.
ócio, então, coloca em primeiro plano as insatisfações e as frustrações.
A situação também se torna especialmente difícil para as pessoas que foram muito ativas e valorizaram demais seu trabalho, isolando-se de familiares e de amigos, fechando-se em um pequeno círculo.
Para esses, envelhecer é como morrer em vida. Principalmente se não cultivaram nenhuma atividade como lazer.
Aqueles ao seu redor veem a difícil situação dessas pessoas e experimentam sentimentos contraditórios.
Sentem um pouco de culpa ao presenciar a triste condição e, ao mesmo tempo, sentem frustração por não poder ajudá-los de uma forma mais efetiva.
Veem a vida como uma fatalidade inexorável, como uma decadência progressiva, imposta pela natureza.

Envelhecer é normal.
Sentir-se útil e capaz é o grande segredo.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Êxodo


de Jair Lisboa
A sociedade se cobre com o seu manto de egoísmo, se enriquece com todo seu ouro de tolo, onde o tempo mostrará o seu julgo.
Seguem com suas batalhas capitalistas, sem abrirem os olhos para a solidariedade, pois a crise espiritual é muito maior que qualquer crise financeira.
A gentileza agoniza por toda humanidade, países soberano ignoram até as lágrimas de uma criança, o universo chora procurando respostas, e para todos aqueles que se acham poderosos.
O vento que sopra a sua calmaria, também mostrará a sua tempestade.
O silêncio se perde em cada grito de um gatilho. A guerra social está estampada em cada olhar, mas a viseira mentirosa segue com seus vídeos manipuladores.
É preciso desnudar a alma para devastar tanta ganância, resgatar o amor humano em cada um de nós. Não pedimos para nascer, tão pouco para morrer, apenas ter a dignidade de viver.
As lágrimas ecoam por todo esse mundo mal amado, os nossos mares querem sentir o velejo de um barquinho de papel colocado por uma criança, e não o óbito de mais um sonho inocente.
E para todas as nações digam não a mediocridade de seus aristocratas, e aceitem o êxodo de um sorriso, para que todos os corações sintam a miscigenação do verdadeiro amor, percorrer por todos olhares em um arco-íris, pois fazemos parte de uma única raça, a humana!

LISBOA
escritor e poeta natural de Salvador-Bahia
Recanto das Letras - Jair Lisboa