sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Êxodo


de Jair Lisboa
A sociedade se cobre com o seu manto de egoísmo, se enriquece com todo seu ouro de tolo, onde o tempo mostrará o seu julgo.
Seguem com suas batalhas capitalistas, sem abrirem os olhos para a solidariedade, pois a crise espiritual é muito maior que qualquer crise financeira.
A gentileza agoniza por toda humanidade, países soberano ignoram até as lágrimas de uma criança, o universo chora procurando respostas, e para todos aqueles que se acham poderosos.
O vento que sopra a sua calmaria, também mostrará a sua tempestade.
O silêncio se perde em cada grito de um gatilho. A guerra social está estampada em cada olhar, mas a viseira mentirosa segue com seus vídeos manipuladores.
É preciso desnudar a alma para devastar tanta ganância, resgatar o amor humano em cada um de nós. Não pedimos para nascer, tão pouco para morrer, apenas ter a dignidade de viver.
As lágrimas ecoam por todo esse mundo mal amado, os nossos mares querem sentir o velejo de um barquinho de papel colocado por uma criança, e não o óbito de mais um sonho inocente.
E para todas as nações digam não a mediocridade de seus aristocratas, e aceitem o êxodo de um sorriso, para que todos os corações sintam a miscigenação do verdadeiro amor, percorrer por todos olhares em um arco-íris, pois fazemos parte de uma única raça, a humana!

LISBOA
escritor e poeta natural de Salvador-Bahia
Recanto das Letras - Jair Lisboa

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