sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Louis Ignarro, o "pai do viagra"

Sua receita de saúde.
O médico americano Louis Ignarro71 anos, tem vida regrada e disciplina de monge... Ele sabe o que faz bem para o coração.
É autor de uma série de estudos sobre o óxido nítrico, molécula vasodilatadora, que lhe renderam tanto o Nobel de Medicina em 1998 quanto o apelido de “Pai do Viagra”, já que as ações da molécula foram fundamentais no desenvolvimento do medicamento.
Em visita a São Paulo, Ignarro disse que 90% das doenças cardíacas ocorrem devido a maus hábitos e, apenas, 10% à má genética, ou seja, é preciso agir, conforme o que basicamente consiste em comer bem e praticar exercícios físicos.
“Viajo o mundo todo, quando não tenho tempo de me exercitar em horários normais, acordo às 4 horas da manhã. Se eu não me colocar em primeiro lugar, quem vai fazê-lo? Até três anos atrás, era corredor de maratona (42 km), até meus joelhos dizerem: não mais”.
Para manter o gasto de energia que tinha com as corridas, Ignarro escolheu o ciclismo. A meta é pedalar 200 km por semana, seja ao ar livre, na academia, ou nas aulas de spinning.
Além disso, ele faz 45 minutos de musculação de terça a sexta, e 30 minutos de alongamento diariamente menos às segundas,“dia de descanso”.
Além dos exercícios, Ignarro dorme de seis a sete horas por dia e é fã de produtos naturais. É inclusive, garoto-propaganda da empresa Herbalife.
O café da manhã, aliás, é um shake de proteína, ao qual ele adiciona um monte de frutas, leite de soja e gelo.
“Isso me deixa saciado até a hora do almoço”.
Como boa parte dos americanos, principalmente os moradores da Califórnia, como ele, Ignarro não faz do almoço a principal refeição do dia, lugar ocupado pelo jantar. No almoço, iogurte e frutas; às vezes, ovos. No jantar, salada ou legumes cozidos, temperados com azeite de oliva ou trufado, uma carne, peixe ao menos duas vezes por semana e massa integral. Ignarro toma dois copos de vinho tinto por dia, por causa da propriedade antioxidante.
“Se fosse magrinho, acrescentaria oleaginosas à minha dieta: (nozes, amêndoas, castanha-do-pará, avelã e macadâmia). Quando me dá vontade de comer doce, dou preferência ao chocolate com 70% de cacau.”

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

A "Invasão dos Marcianos"

No dia 30 de outubro de 1938, um programa de rádio, simulando uma invasão extraterrestre desencadeou pânico na costa leste dos Estados Unidos. 


Parecia uma noite normal até que a rede de
rádio CBS interrompeu sua programação musical para noticiar uma suposta invasão de marcianos.

A notícia, na verdade, era o começo de uma peça de radio-teatro, que não só ajudou a CBS a bater a concorrência, como desencadeou pânico em várias cidades norte-americanas.
 “A invasão dos marcianos" durou apenas uma hora, mas marcou definitivamente a história do rádio.
Dramatizando o livro de ficção científica A Guerra dos Mundos, do escritor inglês George Wells, o programa relatou a chegada de centenas de marcianos a bordo de naves extraterrestres à cidade de Grover's Mill, no estado de Nova Jersey.
Os méritos da genial adaptação é de Orson Welles ator e diretor de cinema norte-americano
O jornal Daily News resumiu, na manchete do dia seguinte, a reação ao programa como um pânico coletivo: "Guerra falsa no rádio espalha terror pelos Estados Unidos".
A dramatização, transmitida às vésperas do Halloween, em forma de programa jornalístico, tinha todas as características do radio jornalismo da época, às quais os ouvintes estavam acostumados.
Reportagens externas, entrevistas com testemunhas que estariam vivenciando o acontecimento, opiniões de peritos e autoridades, efeitos sonoros, sons ambientes, gritos, a emoção dos supostos repórteres e comentaristas.
Tudo dava impressão de o fato estar sendo transmitido ao vivo. Era o 17º programa da série semanal de adaptações radiofônicas realizadas por ORSON WELLES, no Radio Teatro Mercury.
A CBS calculou, na época, que o programa foi ouvido por cerca de seis milhões de pessoas, das quais metade o sintonizou quando já havia começado.
Dessas, meio milhão teve certeza de que o perigo era iminente, entrando em pânico, sobrecarregando linhas telefônicas, com aglomerações nas ruas e congestionamentos apavorados tentando fugir.
O medo paralisou três cidades e houve pânico principalmente em localidades próximas  a Nova Jersey onde Welles ambientou sua história.
Houve fuga em massa e reações desesperadas de moradores também em Nova York.
A peça radiofônica, de autoria de Howard Koch, com a colaboração de Paul Stewart e baseada na obra de Wells (1866-1946), ficou conhecida também como "rádio do pânico".
Segundo cientistas da comunicação,  a invasão dos marcianos tornou Orson Welles mundialmente famoso. Além disso a obra é considerada o programa que marcou a história da mídia no século 20.