segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Plantar árvore é o suficiente para combater o aquecimento global?


O reflorestamento é uma das principais estratégias para o combate do aquecimento global, segundo as negociações para um acordo mundial.
Mas poderíamos assumir a missão de salvar o mundo por conta própria? Adiantaria sair plantando árvores por aí?
São muitos os benefícios promovidos pelo plantio de árvores em áreas urbanas.
As árvores ajudam a reduzir o calor da selva de pedra urbana, a evitar enchentes e preservar cursos de água. Além de tornarem o ambiente mais agradável com suas cores e sombras.
Mas a emissão de gases que intensificam o efeito estufa, responsável pela poluição e o aquecimento do planeta, é tão grande que a arvorezinha plantada na praça, apesar de toda sua importância nada significa!
É muito grande a quantidade de carbono emitida nas cidades. Para neutraliza-las, seria necessária uma área muito grande, bem maior que a disponível para o plantio de árvores em praças e ruas.
Em uma metrópole como São Paulo, cerca de 3,9 mil toneladas de CO2 são lançados na atmosfera por dia apenas pela frota de 15 mil ônibus que circulam pelas ruas.
Calcula-se que um ônibus movido a diesel emita 2,6 kg de CO2 por litro de combustível.
Já uma área reflorestada do tamanho do parque do Ibirapuera poderia sequestrar do ar até 800 toneladas de CO2 em um ano, considerando-se que o sequestro médio, indicado por estudos, é de 5 toneladas de carbono por hectare (10.000 m², pouco mais que um campo de futebol), ou seja, bem menos do que é emitido pelos ônibus em um dia.
O efeito na redução do aumento do aquecimento global só é verificado quando o reflorestamento é feito em grande escala, cerca de milhões de hectares reflorestados.
Portanto, precisamos nos conscientizar que não basta plantar árvores.

Urge reduzir DRASTICAMENTE a emissão de GASES POLUENTES.

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