sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Mais um Navio Negreiro


Lá  vem chegando mais uma data onde dizem que o nosso voto é a nossa arma, e resumido entendo como uma roleta russa, pois se tratando de políticos não se trata de seres humanos.
As urnas nos faz navegar nos mares da mais falsa esperança, pois a verdade por trás dela são políticos de véus escondendo a sua face satânica, comandando mais um navio negreiro onde nós seremos mais uma vez os tripulantes, escravos dessas ervas daninhas, que proliferam suas gerações.
Morrem nos campos essas serpentes, o Tietê teme seus crocodilos supremos, os lençóis maranhense herdam as suas sarnas, a miséria prolifera a sua sigla e com sua arrogância já tem seu neto, outros Estados seguem no estado de calamidade publica.
Portanto, não coloque no poder os filhos de berços de ouro, pois o povo seguirá sendo escravizado, sendo açoitado nos hospitais, tentando se livrar das guilhotinas de nossas estradas, acorrentados sem uma educação justa.
Falam em tantas reformas, mas o que eles precisam é reformar as suas almas, por mais que algum tenha essência humana, mas quando se misturam se torna mais um corrupto, e nós nos tornamos responsáveis à força. Por colocarmos no poder se tornam mais um verme.
E as urnas nada mais são que passaportes para mais um navio negreiro, onde o social luta pela a sua carta de alforria, em um país que temos orgulho de sermos brasileiros, mas sem nenhuma honra de estarmos em um país governado por tantos latrocídas, e os burros que um dia foram revolucionários e levantavam a bandeira do povo, hoje puxam a sua carroça por se aliar aos filhos da repressão, e pagam o preço de suas ganâncias, enquanto a justiça nesse país está muito distante, tão quanto à democracia que esconde os olhos para os anos de chumbos nos presentes das periferias, e o futuro escravizado sem determinar raças, obrigando o povo ir às urnas remando contra a maré.
Jair Lisboa

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Origem e Histórico do Café


Não há evidência real sobre a descoberta do café, mas há muitas lendas que relatam sua possível origem. Uma das mais aceitas e divulgadas é a do pastor Kaldi, que viveu na Absínia, hoje Etiópia, há cerca de mil anos. Ela conta que Kaldi, observando suas cabras, notou que elas ficavam alegres e saltitantes e que esta energia extra se evidenciava sempre que mastigavam os frutos de coloração amarelo-avermelhada dos arbustos existentes em alguns campos de pastoreio. O pastor notou que as frutas eram fonte de alegria e motivação, e somente com a ajuda delas o rebanho conseguia caminhar por vários quilômetros por subidas infindáveis. Kaldi comentou sobre o comportamento dos animais a um monge da região, que decidiu experimentar o poder dos frutos. O monge apanhou um pouco das frutas e levou consigo até o monastério. Ele começou a utilizar os frutos na forma de infusão, percebendo que a bebida o ajudava a resistir ao sono enquanto orava ou em suas longas horas de leitura do breviário. Esta descoberta se espalhou rapidamente entre os monastérios, criando uma demanda pela bebida. As evidências mostram que o café foi cultivado pela primeira vez em monastérios islâmicos no Yemen.
A planta de café é originária da Etiópia, centro da África, onde ainda hoje faz parte da vegetação natural. Foi a Arábia a responsável pela propagação da cultura do café. O nome café não é originário da Kaffa, local de origem da planta, e sim da palavra árabe qahwa, que significa vinho. Por esse motivo, o café era conhecido como "vinho da Arábia" quando chegou à Europa no século XIV. Os manuscritos mais antigos mencionando a cultura do café datam de 575 no Yêmen, onde, consumido como fruto in natura, passa a ser cultivado. Somente no século XVI, na Pérsia, os primeiros grãos de café foram torrados para se transformar na bebida que hoje conhecemos. O café tornou-se de grande importância para os Árabes, que tinham completo controle sobre o cultivo e preparação da bebida. Na época, o café era um produto guardado a sete chaves pelos árabes. Era proibido que estrangeiros se aproximassem das plantações, e os árabes protegiam as mudas com a própria vida. A semente de café fora do pergaminho não brota, portanto, somente nessas condições as sementes podiam deixar o país.
A partir de 1615 o café começou a ser saboreado no Continente Europeu, trazido por viajantes em suas frequentes viagens ao oriente. Até o século XVII, somente os árabes produziam café. Alemães, franceses e italianos procuravam desesperadamente uma maneira de desenvolver o plantio em suas colônias. Mas foram os holandeses que conseguiram as primeiras mudas e as cultivaram nas estufas do jardim botânico de Amsterdã, fato que tornou a bebida uma das mais consumidas no velho continente, passando a fazer parte definitiva dos hábitos dos europeus. A partir destas plantas, os holandeses iniciaram em 1699, plantios experimentais em Java. Essa experiência de sucesso trouxe lucro, encorajando outros países a tentar o mesmo. A Europa maravilhava-se com o cafeeiro como planta decorativa, enquanto os holandeses ampliavam o cultivo para Sumatra, e os franceses, presenteados com um pé de café pelo burgomestre de Amsterdã, iniciavam testes nas ilhas de Sandwich e Bourbon.
Com as experiências holandesa e francesa, o cultivo de café foi levado para outras Colônias Européias. O crescente mercado consumidor europeu propiciou a expansão do plantio de café em países africanos e a sua chegada ao Novo Mundo. Pelas mãos dos colonizadores europeus, o café chegou ao Suriname, São Domingos, Cuba, Porto Rico e Guianas.
Foi por meio das Guianas que chegou ao norte do Brasil. Desta maneira, o segredo dos árabes se espalhou por todos os cantos do mundo.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Primeiro homen na Lua - Apollo 11

Neil Armstrong, Michael Collins e Edwin Aldrin Jr.
Em 20 de julho de 1969, aparelhos de televisão em todo o mundo transmitiram a mesma imagem indistinta: Neil Armstrong descendo a escada do Módulo de Pouso Lunar Eagle e tocando a superfície da Lua com sua bota. A frase dele, "um pequeno passo para um homem, um salto imenso para a humanidade", tornou-se uma das mais conhecidas na história. O famoso pouso foi um final triunfante para a corrida espacial.
Mas aquele momento histórico na superfície do satélite foi resultado de muitos anos de esforços dos programas espaciais norte-americano e soviético. Os astronautas que primeiro desceram à superfície da Lua tiveram de viajar 383 mil quilômetros para chegar ao seu destino, sobreviver ao severo ambiente lunar e voltar à Terra incólumes. Não foi uma tarefa fácil.
Até hoje, apenas 12 pessoas - todas homens e todas integrantes do programa espacial dos Estados Unidos - caminharam na Lua. No entanto, a exclusividade desse grupo de elite pode em breve mudar. A Nasa, programas espaciais de outros países e diversos empresários privados planejam novas missões, que podem enviar seres humanos de volta ao satélite em poucos anos.
Missões anteriores haviam circundado a Lua, pousado nela e enviado fotografias de sua superfície. Mas, por volta de julho de 1969, a Nasa estava pronta para enviar homens ao satélite. A tripulação da missão histórica era formada pelo comandante Neil Armstrong, Michael Collins (piloto do módulo de comando) e Edwin "Buzz" Aldrin (piloto do módulo lunar).

Veja como a missão Apollo 11 transcorreu:
16 de julho de 1969 (9h32)
O foguete Saturno V, transportando a espaçonave Apollo 11, foi lançado do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Ele transportava o módulo de comando e serviço, que alojava os astronautas, e o módulo lunar que Armstrong e Aldrin utilizariam para o pouso na Lua. Depois de completar uma órbita e meia em torno da terra, o terceiro estágio do Saturno V voltou a ser acionado e colocou a Apollo 11 no caminho da Lua. Pouco depois, o módulo de comando, conhecido como Colúmbia, separou-se do foguete, reverteu sua posição e se conectou pelo nariz ao módulo lunar, o Eagle. A espaçonave combinada assim formada prosseguiu em seu percurso.
19 de julho
A Apollo 11 entrou na órbita da Lua. Depois de 24 horas em órbita e de uma verificação dos sistemas e da comunicação no módulo lunar, Armstrong e Aldrin separaram o Eagle do Colúmbia, e se prepararam para o pouso na superfície lunar. Collins ficou no Colúmbia, para servir como elo de comunicação entre o módulo lunar e o controle da missão, na Terra.
20 de julho (16h17)
102 horas depois do lançamento, Armstrong e Aldrin pousaram no Mar da Tranqüilidade, uma planície de lava na superfície da Lua. Armstrong enviou sua famosa mensagem ao controle da missão: "Houston, aqui Base Tranqüilidade. O Eagle pousou". Pouco minutos depois, os dois astronautas começaram os procedimentos para um cancelamento de emergência da missão e retorno ao módulo de comando, para o caso de alguma emergência. Depois, desativaram os sistemas do módulo.
Seis horas e meia mais tarde. Armstrong deu seus primeiros passos na superfície da Lua.

Assim que Aldrin se uniu a Armstrong na superfície da Lua, os dois astronautas começaram a coletar material. Enquanto trabalhavam, anotavam as diferenças entre a gravidade lunar e a terrestre. Como a gravidade da Lua equivale a 1/6 da terrestre, os astronautas tinham de se mover com passos lentos ou saltando com os dois pés, como cangurus.
Na Lua, Armstrong e Aldrin criaram uma imagem que entrou para a História, quando instalaram uma bandeira dos Estados Unidos. A tarefa foi menos fácil do que pareceu. A estaca penetrou facilmente no solo da Lua por 10 ou 15 centímetros, mas depois surgiu resistência. Os astronautas tiveram de incliná-la ligeiramente para que ficasse no chão.

Durante o período passado na Lua, eles recolheram cerca de 22 quilos de material lunar, fotografaram a área do pouso, montaram equipamentos e extraíram duas amostras do subsolo lunar. Deixaram para trás um disco com 73 mensagens de países do mundo, um distintivo da Apollo 1, medalhas de cosmonautas russos e um símbolo da águia norte-americana levando um ramo de oliveira.
21 de julho (1h54)21 horas depois do pouso, Armstrong e Aldrin decolaram da Lua, deixando o estágio inferior do módulo lunar para trás. Dentro do módulo, eles voltaram à órbita do satélite, onde se acoplaram ao módulo de comando e serviço e depois soltaram o Eagle no espaço.
24 de julho
A Apollo 11 entrou em órbita da Terra a uma velocidade de 11.031 metros por segundo e pousou no Oceano Pacífico às 12h51.



Fonte: Uol