sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Crime de Colarinho Branco

Os atos ilegais cometidos por pessoas de classe média ou alta durante o trabalho são conhecidos com "crime de colarinho branco".
O termo ganhou popularidade em 1940, quando foi usado pela primeira vez pelo criminologista americano Edwin H. Sutherland que argumentava que havia importantes diferenças sociológicas entre crimes convencionais, como roubo e assassinato, e crimes de colarinho branco, como fraude e sonegação de imposto de renda.
Sutherland “desprezava” as teorias tradicionais da criminologia que culpavam a pobreza, desestruturação familiar e distúrbios de personalidade como causa principal do crime, mostrando que muitos criminosos estavam no mundo dos negócios, eram de famílias ricas e estruturadas e não tinham nenhum sinal de desvio mental. Em 1949 ele lançou o livro “White Collar Crime”, onde documentava crimes cometidos pelas 70 maiores empresas privadas dos EUA, e outras 15 companhias de utilidade pública, empresas estas que só tiveram seus nomes revelados três décadas depois, pois a editora temia processos.
Em geral, estes últimos são cometidos por pessoas de status social relativamente alto e são tratados com mais indulgência do que os crimes mais convencionais.
O crime de colarinho branco tornou-se um problema crescente. 

Atualmente, as autoridades estão lidando mais severamente com esse tipo de crime. Há um crescente sentimento popular de que um esforço deve ser feito para estabelecer a igualdade perante a lei para todos os cidadãos - independentemente do dinheiro, poder ou status social.
 



fonte: Carol F. de Mattos 

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