segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Origem do Presépio


O espírito natalino aparece por todos os lados durante o mês de Dezembro. Arvores de Natal, papais noéis, e presépios espalham-se por toda a cidade e tornam-se pontos turísticos. Mas muitas vezes não se lembram dos significados, por trás destas tradições.
Com um significado religioso, a data celebra o nascimento de Jesus Cristo. Por isso algumas tradições de Natal possuem um fundo cristão ou um sentido perdido e adaptado com o tempo. O presépio, por exemplo, representa o momento do nascimento do menino Jesus e a chegada dos Reis Magos para entregar-lhe os presentes.
A tradição, com muita imaginação, situou esse lugar como sendo uma gruta ou estábulo com feno, animais, cochos. No meio de tudo isso, Maria, José, o menino e o burrinho que transportou a família de Nazaré para Belém.
A reconstituição dessa cena denominou-se Presépio.
Historicamente sua origem remonta a São Francisco de Assis. Corria o ano de 1223 e aproximava-se o Natal. Francisco que, não deixava dia e noite de meditar os inefáveis mistérios da vida, paixão e morte de Jesus Cristo, resolveu celebrar de maneira nova e original a festa do nascimento de Cristo.
Num dos bosques havia uma gruta semelhante à de Belém onde desejou representar a cena do Natal. Ver com os olhos do corpo a pobreza na qual Jesus Menino veio ao mundo. Tal como foi colocado numa manjedoura entre o boi e o asno.
Na noite de Natal, os sinos bimbalhavam festivamente e os habitantes, avisados da nova celebração, acorriam das aldeias, dos castelos, dos casarios mais distantes, pelos caminhos saibrosos, sob a cintilação das estrelas, pela noite gelada, mas límpida. Acorriam todos, levando oferendas como os pastores da Judéia, enquanto de outros lugares vinham os Frades em procissão com tochas acesas, entoando litanias, meio devotos, meio curiosos da grande novidade. As tochas ajudavam a iluminar a noite que era iluminada todos os dias e anos com sua brilhante estrela.
A gruta tornou-se uma nova Belém, com um novo tipo de evocação do nascimento de Jesus Cristo, honrando a simplicidade, louvando a pobreza e recomendando a humildade do divino Salvador. A noite ficou iluminada como o dia, e estava deliciosa para os homens e para os animais.
O povo foi chegando e se alegrou com o mistério, ressoava com as vozes ecoando nos morros. Os Frades cantavam, dando os devidos louvores ao Senhor, e a noite inteira se rejubilava.
Francisco fala depois ao povo ali presente sobre o nascimento de Jesus pobre. E na consagração adora a presença sacramental do Senhor, que realiza naquele momento o Natal. E, na comunhão, ele o recebe com uma devoção inusitada. Para Francisco, o Menino está realmente presente. Seus braços o apertam, seus olhos o vêem, seu coração se inunda de amor e gratidão.
E se, passados tantos séculos, o presépio continua sendo, depois da missa, a celebração mais digna do Natal, é porque um gênio de santidade o imaginou para, de modo bem plástico e didático, continuar fazendo os homens relembrarem o supremo gesto de amor do Filho de Deus.
O presépio foi organizado por São Francisco para visualizar, sensibilizar, facilitar a meditação da mensagem evangélica do conteúdo do mistério de Jesus Cristo, que nasce na pobreza, na simplicidade, para fazer o homem mais humano: Filho de Deus, irmão de todos os demais homens, harmonizado com o cosmos.
Cada figura do presépio tem seu conteúdo evangelizador:
José: o esposo, o companheiro, o pai, o homem que ama, trabalha, é responsável, o homem que respeita, que sustenta, que orienta, o homem de oração...
Maria: a esposa, a mãe, a companheira fiel, pura, digna, cumpridora da vontade de Deus, a mulher que educa, ora, medita em seu coração os mistérios da maternidade, é toda doação e dedicação...
Os pastores e os sábios: os simples e os sábios, os simples e os cultos, pessoas à escuta, que sabem ler os sinais dos tempos, saem de si para encontrar os outros, lêem no outro a presença de Deus...
Os animais, o feno, a gruta: a natureza toda a serviço do homem e de Deus, e quem acolhe o homem, acolhe a Deus...
A estrela: guia, luz, ideal, sentido...
Os anjos: mensageiros de Deus, comunicadores da Boa Notícia. 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Árvore de Natal e sua origem

Muito antes do advento do cristianismo, plantas e árvores que permaneciam verdes durante todo o ano tinham um significado especial para as pessoas, no inverno.
Em muitos países, acreditava-se que as árvores perenes mantinham afastados bruxas, fantasmas, espíritos malignos e doenças.
No hemisfério Norte, o dia mais curto e com a noite mais longa do ano cai em 21 de dezembro ou 22 de dezembro e é chamado de solstício de inverno.
Muitos povos antigos acreditavam que o sol era um deus e que o inverno vinha a cada ano porque o deus-sol tinha ficado doente e fraco. Eles celebravam o solstício, porque isso significava que, finalmente, o deus sol começaria a ficar bem. Os ramos perenes lembravam-lhes de todas as plantas verdes que iriam crescer novamente quando o deus-sol ficasse forte e o verão retornasse.
Os primeiros romanos marcavam o solstício com uma festa chamada Saturnália em homenagem a Saturno, o deus da agricultura. Para marcar a ocasião, eles decoravam suas casas e templos com ramos perenes.
No norte da Europa, os misteriosos druidas, sacerdotes dos antigos celtas, também decoravam seus templos com ramos perenes como um símbolo da vida eterna.
A Alemanha tem o crédito do início da tradição da árvore de Natal no século XVI, como a conhecemos, quando cristãos devotos trouxeram árvores decoradas para suas casas.
Em 1846, a rainha Victoria e o príncipe alemão Albert, apareceram nas notícias ilustradas de Londres com seus filhos em torno de uma árvore de Natal.
Na década de 1890, os ornamentos de Natal chegavam da Alemanha e a popularidade das árvores de Natal aumentava nos Estados Unidos.
Observou-se que os europeus usavam pequenas árvores de cerca de 1,20 metros de altura, enquanto os americanos gostavam de suas árvores de Natal do chão ao teto.
No início do século XX, os americanos decoravam suas árvores principalmente com ornamentos caseiros, enquanto os germano-americanos continuavam a usar maçãs, nozes e biscoitos de marzipã.
A eletricidade trouxe luzes para o Natal, tornando possível que as árvores de Natal ficassem iluminadas. As árvores de Natal começaram a aparecer nas praças das cidades.
Ter uma árvore de Natal em casa tornou-se uma tradição americana que se espalhou para todos os países.