segunda-feira, 27 de março de 2017

História do Tango


A dança, assim como as demais manifestações artísticas, é uma via de expressão capaz de representar diferentes idéias. A cada novo tipo de dança, perpetuam-se valores que fazem de um determinado estilo dançante sinônimo de determinados sentimentos. Na Argentina, o tango tornou-se sinônimo de paixão, melancolia e tristeza. Conforme sentencia uma famosa expressão “o tango é um pensamento triste que se pode dançar”. No entanto, ao contrário do que pensamos, o tango não “nasceu” triste e argentino.
Ao longo do século XIX, a jovem nação argentina incentivou a entrada de imigrantes europeus no país para que os mesmos pudessem ampliar a mão-de-obra disponível e, conforme relatos da época, “refinar” a cultura pelo contato com espanhóis, franceses, poloneses e italianos. Dos contingentes trazidos para ocupar novos postos de trabalho na Argentina, formou-se uma imensa população masculina que deixava a família para tentar a sorte em terras estrangeiras. Em pouco tempo, o excedente populacional masculino possibilitou a abertura de diversos prostíbulos no país.
De acordo com recentes pesquisas, no final do século XIX, só a capital Buenos Aires contava com mais de 200 casas de prostituição. A procura pelas prostitutas era tão grande que os homens faziam fila à espera de fácil prazer sexual. Foi quando, a grande circulação de pessoas nas casas de prostituição argentinas deu espaço para a encenação de números musicais enquanto os clientes esperavam a sua vez. Nesse instante, apareciam grupos que intercambiavam suas distintas experiências musicais. A polca européia, a havaneira cubana, o candombe uruguaio e a milonga espanhola firmaram o nascimento do tango argentino.
Em seus primeiros anos, o tango era formado por um trio musical executante de ritmos mais acelerados e os passos de dança tinham muita sensualidade. Só mais tarde que os tangos começaram a ganhar suas primeiras letras. Fazendo jus ao seu local de origem, as primeiras letras descreviam situações libidinosas sobre os prostíbulos e as meretrizes. Por isso, durante algum tempo, o tango era sinônimo de imoralidade. As pessoas de “boa índole” tinham verdadeira aversão à prática desse tipo de música dançante. No entanto, os imigrantes que voltavam para Europa tinham popularizado o estilo, principalmente na cidade de Paris.
Os diversos ataques contra o tango perderam força mediante a popularização e as transformações sofridas com a chegada do ritmo à Europa. Atacado ainda por religiosos, o tango chegou a ser dançado para o papa Pio X, para que o mesmo julgasse suas características. Aprovado por Vossa Santidade e influenciado pela escola européia, o tango começou a ganhar um ritmo mais lento e passos mais cadenciados. No início do século XX, as letras começam a incorporar temáticas para fora do prostíbulo. Tempos depois veio a ser considerado uma expressão típica artística de “todos” argentinos.
Saindo dos prostíbulos para os salões de festa, o tango alcançou sua máxima popularização com o estrondoso sucesso do cantor Carlos Gardel. Sendo conhecido como uma dos mais famosos cantores de tango, Gardel mostrou sua música nos palcos e internacionalizou sua arte com a gravação do filme “El Dia Que Me Quieras”. Ainda hoje, o tango é uma das expressões artísticas mais conhecidas na Argentina e seus espetáculos atraem turistas de todo o mundo.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Folclore Brasileiro


As lendas brasileiras são muitas e têm influências de religiões, superstições locais, histórias, rituais e muito mais. O folclore brasileiro é mágico e às vezes assustador. Algumas dessas lendas e criaturas místicas foram transmitidas por gerações.
Caipora
O caipora é um gigante que vive na floresta e seu corpo é coberto com pelos escuros. Dizem que costuma vagar pela floresta úmida.
Mula sem cabeça
A mula sem cabeça tem, em lugar de sua cabeça, um fogo que queima brilhantemente. A iluminação proveniente do fogo torna conveniente para a mula percorrer os jardins à noite. Os moradores locais dizem que ela se transforma em uma senhora encantadora, mas violenta.
Saci-Pererê
Segundo a lenda, o Saci-Pererê é um menino de uma perna só, nativo do sul e centro do Brasil. Ele adora fumar cachimbo e usa um boné mágico de cor vermelha.
Em algumas regiões brasileiras, o Saci está conectado ao mau, porque se comporta e pratica maus hábitos.
Boitatá
Esta serpente tem os chifres de um touro e olhos enormes de fogo, e perambula pelos campos abertos após o anoitecer.  Acredita-se que olhar em seus olhos pode cegar as pessoas.
Cuca
A Cuca é usada para assustar crianças pequenas que não querem ir para a cama na hora certa. Ela é uma velha que pode fazer coisas más para elas.
Iemanjá
No Brasil Iemanjá é considerada a rainha das águas e dos mares, de acordo com a tradição afro-brasileira. Sua imagem é representada como uma linda mulher de cabelos longos e seios grandes, simbolizando a maternidade e a fecundidade. 


Boto Cor-de-Rosa
O boto cor-de-rosa é considerado amigo dos pescadores da região amazônica. De acordo com a lenda, ele ajuda os pescadores durante a pesca, além de conduzir em segurança as canoas durante tempestades. O boto também ajuda a salvar pessoas que estão se afogando, tirando-as do rio.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Os Templos da Tailândia


Templos de Bangkok são uma parte única do coração da capital e da alma da Tailândia. Uma visita não seria completa sem ver pelo menos dois deles. O melhor horário para visitar a maioria dos templos é no início da manhã. É mais frio e geralmente menos cheios.
Os templos não são apenas atrações turísticas, mas também desempenham um papel importante nas tradições budistas. Os monges vivem nos complexos do templo, acordam por volta das quatro horas da manhã, vão às orações e aos deveres e depois coletam comida e ítens básicos de pessoas comuns nas ruas.
Se você levantar cedo em Bangkok você verá monges andando com roupões coloridos. Este ritual diário (chamado 'tak baht') ocorre em toda a Tailândia e faz parte da filosofia budista de dar e fazer o bem para alcançar uma vida melhor, além desta.
Templos tailandeses são lugares sagrados. Você deve se vestir adequadamente para visita-los. Não usar shorts ou blusas que mostrem o corpo, caso contrário, você não poderá entrar nos Templos.
Alguns dos templos mais populares em Bangkok são:
Loha Prasat - Pahtum Wanaram - Phra Pathom Chedi - Wat Arun

sexta-feira, 10 de março de 2017

Mercados Flutuantes - Tailândia


Damnoen Saduak é o mercado flutuante mais popular da Tailândia, ótimo para tirar fotos, comer e para dar uma ideia dos tempos antigos. Começar o passeio de manhã cedo vale a pena para evitar o calor e pegar o mercado no seu momento mais animado. É uma manhã agradável fora da cidade e se você evitar as lojas turísticas pode ter uma verdadeira sensação do lugar. O mercado fica a mais de uma hora de distância de Bangkok, e a maneira mais fácil de chegar lá é contratando um passeio.
Khlong Lat Mayom é um dos três mercados flutuantes localizados perto de Bangkok, a não mais de vinte quilômetros da cidade e acessível por taxi da estação de Wongwian Yai. Khlong Lat Mayom não é nada turístico como o enorme Damnoen Saduak ou o lotado Amphawa, mas realmente tem o charme e a autenticidade de um mercado local e você pode ser um dos únicos estrangeiros por lá. 
O mercado Taling Chan fica a apenas alguns quilômetros de distância de Bangkok, mas ainda longe o suficiente para não ter se transformado em uma atração turística completa. Ele tem tudo o que você precisa para passar meio dia sem ter que reservar um passeio e é muito mais genuíno do que os grandes mercados famosos. Aqui você pode desfrutar de um grande almoço de frutos do mar sentado no chão com os moradores locais, fazer um passeio de barco pelos canais, um pouco de compras e várias degustações de alimentos. Você pode até conseguir uma massagem nos pés sob as árvores.

sexta-feira, 3 de março de 2017

É possível viver bem sem sexo?

O desejo sexual dos seres humanos é natural ou cultural? Para o filósofo francês Michel Foucault “a sexualidade não passa de uma elaboração histórica. O que ela significa e exprime não ultrapassa suas especificas manifestações sociais e históricas, assim como não é possível explicar suas formas e variações sem que se examine e explique o contexto em que se formaram.”
A era vitoriana (século 19) ficou marcada pela intensa repressão ao prazer sexual, principalmente das mulheres, que não podiam gostar de sexo. A mulher ideal era assexuada, um símbolo de virtude. Criaram-se teorias para sustentar que o único prazer da mulher seria satisfazer o marido e criar os filhos.
Apesar da revolução sexual dos anos 60 e da mudança das mentalidades, muitas mulheres ainda negam a importância do sexo em suas vidas. Embora o desejo pelo prazer sexual esteja em todos nós, a cultura imposta desde a infância pode gerar esse tipo de comportamento.
Para os padres dos primórdios da Igreja o sexo era abominável. Argumentavam que a mulher (como um todo) e o homem (da cintura para baixo) eram criações do demônio. Diziam que se no Jardim do Éden existiu sexo, certamente foi frio e espaçado, sem erotismo e nenhum êxtase. Seu objetivo seria apenas o de cumprir as exigências do processo reprodutivo.
Os homens sabem que a mulher pode e deseja ter prazer. Talvez não saibam tanto sobre o assunto quanto um psicanalista que afirmou que “A mulher é o ser mais sexual do mundo, porque não tem cio. Uma mulher disposta, que tenha amigos, pode ter três, quatro, relações por dia durante 40, 50 anos. Se o homem aprender a não ejacular, ele pode acompanhá-la, mas se ele entra na do fanático de chegar ao fim, ele para no meio, pode-se dizer assim. É fundamental manter uma respiração tranquila durante a troca de carícias. Assim é possível frear todas as emoções precipitadas. E aí vão sendo apreciados os pedacinhos do caminho, sem pressa. Muitos homens tentam compensar a falta de qualidade com dados objetivos: tamanho do pênis, quantas ejaculações tiveram, etc.”
Mas quem não sente desejo por homens nem por mulheres, não está só. Cerca de 1% da população mundial simplesmente não sente atração sexual - seja por homens ou mulheres - afirma o livro “Entendendo a assexualidade”.
A Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana declarou à Folha de São Paulo que falta de apetite sexual só deve ser tratada se virar um incômodo: “Temos que tomar cuidado com a tendência de medicar tudo. Se a pessoa se sentir bem assim, pode levar uma vida perfeitamente normal sem pôr a sexualidade como ponto principal.”
Estamos diante de uma questão séria, porque a maioria das escolhas não é livre. O condicionamento cultural é tão forte, que muitos chegam à idade adulta sem saber o que realmente desejam e o que aprenderam a desejar. Assim, perceber os incômodos talvez seja fácil.
Entretanto, não são somente os assexuados que não fazem sexo. Em muitos casamentos a escassez de sexo existe e progride até a ausência total.

Fonte: Regina Navarro Lins