segunda-feira, 29 de maio de 2017

Cruz Vermelha

A Cruz Vermelha é uma organização humanitária não vinculada a qualquer Estado ou governo que foi criada para auxiliar e prestar urgentes socorros a pessoas vítimas de conflitos armados e catástrofes naturais.
No dia 08 de agosto, comemora-se o aniversário da criação dessa organização, que ocorreu no ano de 1863 e, desde então, já ganhou três prêmios Nobel da Paz, em 1917, 1944 e 1963.

Origem da Cruz Vermelha
O empresário suíço Henri Dunant (1828-1910) é considerado o fundador ou um dos principais responsáveis pela origem da Cruz Vermelha. No ano de 1859, durante uma viagem de negócios, ele testemunhou um conflito entre tropas pertencentes à Áustria e à França, na chamada Batalha de Solferino, que gerou uma grande quantidade de mortos e feridos. Diante dessa chocante realidade, Dunant sentiu a necessidade de promover um auxílio neutro a esse tipo de situação, publicando três anos depois a obra Uma Lembrança de Solferino, a qual retratava o ocorrido e sugeria a criação de entidades humanitárias internacionais de socorro aos feridos.
A obra de Henri Dunant teve uma grande repercussão em toda a Europa diante do notório problema que abordava. Desse modo, o governo suíço nomeou-o para liderar uma comissão que teria como intuito a viabilização das propostas humanitárias por ele elaboradas. Essa teria sido a origem da Cruz Vermelha. O curioso é que Dunant, de milionário, tornou-se falido e chegou a mendigar, tendo se recuperado com a ajuda de admiradores do seu trabalho e, depois, sido agraciado com o Nobel da Paz em 1901.
O principal marco da Cruz Vermelha foi a realização de sua Conferência em 1864, um ano após a sua fundação, na cidade de Genebra. Nesse encontro, foram definidos os princípios básicos da entidade, como a neutralidade e o compromisso de prestar auxílio médico humanitário aos dois lados de um mesmo conflito, sem se importar com convicções pessoais e ideológicas. Outra decisão foi a criação do símbolo em formato de cruz vermelha, o que não foi bem aceito pela população islâmica, que, mais tarde, passou a adotar o símbolo do Crescente Vermelho para representar essa organização.

Princípios da Cruz Vermelha
As ações dos voluntários dessa organização são pautadas em sete princípios fundamentais, a saber:
Humanidade
Auxiliar todos os feridos dentro e fora dos campos de batalha de modo a minimizar o sofrimento humano e promover o respeito e a paz entre os povos.
Imparcialidade
Não considerar as nacionalidades e ideologias como critérios para a prestação de auxílio, que deve ser dado a toda e qualquer pessoa da mesma forma e eficiência.
Neutralidade
Restringir a atuação apenas à promoção de auxílio médico e humanitário, de modo a não tomar parte ou opinião oficial sobre qualquer aspecto dos fatos.
Independência
Garantir a independência governamental da entidade, de modo a conservar a sua total autonomia diante de leis e imposições dos Estados.
Voluntariado
O trabalho deverá ser de socorro voluntário e desinteressado, ou seja, sem a obtenção de lucro individual ou coletivo.
Unidade
A cruz vermelha não pode se dividir ou se organizar em grupos não coesos. Desse modo, cada país só pode ter uma única sociedade vinculada à entidade.
Universalidade
O dever da cruz vermelha é o de atuar em todo o mundo, sem restrições territoriais ou opção por determinados lugares de atuação.
A Cruz Vermelha possui uma extrema importância e já salvou milhões de vidas em todo o mundo. Ao todo, são mais de 90 milhões de voluntários espalhados por todas as áreas do globo terrestre.
No Brasil, a entidade foi fundada em 1908, mas foi reconhecida pelo comitê internacional da organização no ano de 1912.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Pérolas


A pérola é um objeto duro produzido dentro do tecido mole (especificamente o manto) de um molusco de concha vivo ou de outro animal.
A pérola ideal é perfeitamente redonda e lisa, mas muitas outras formas, conhecidas como pérolas barrocas, podem ocorrer. As pérolas naturais de melhor qualidade têm sido altamente valorizadas como pedras preciosas e objetos de beleza por muitos séculos. Devido a isso, a pérola tornou-se uma metáfora para algo raro, fino, admirável e valioso.
As pérolas mais valiosas ocorrem espontaneamente na natureza, mas são extremamente raras. Estas pérolas selvagens são conhecidas como pérolas naturais. As pérolas cultivadas compõem a maioria daquelas vendidas atualmente. Uma pérola cultivada é uma pérola criada por um fazendeiro de ostra sob condições controladas. As pérolas cultivadas podem ser produzidas utilizando dois grupos muito diferentes de moluscos bivalves: os mexilhões de água doce do rio, e as ostras de pérola de água salgada.
Todos os moluscos com conchas podem, por processos naturais, produzir algum tipo de "pérola" quando um objeto microscópico irritante fica preso dentro de suas dobras do manto, mas a grande maioria dessas "pérolas" não são valorizadas como pedras preciosas. As pérolas nacaradas, as mais conhecidas e mais comercialmente significativas, são produzidas principalmente por dois grupos de moluscos bivalves ou mariscos. Uma pérola nacarada é feita de camadas de nácar, pelo mesmo processo vivo que é usado na secreção da madrepérola que permeia a concha.
A produção significativa é limitada a alguns países, como Japão, China, Austrália, Emirados Árabes Unidos, Indonésia e Filipinas.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Pequena homenagem a Antonio Candido

Escritor, ensaísta e professor universitário, nasceu em 24/07/1918. Foi o mais importante crítico literário brasileiro. Antonio Candido de Mello e Souza nasceu no Rio de Janeiro, mas viveu desde a infância em Minas Gerais, estado de origem de sua família. Em 1937 inicia os cursos de direito e de ciências sociais na Universidade de São Paulo (USP).
Antonio Candido abandona o curso de direito e logo depois forma-se em ciências sociais em 1941. Torna-se livre-docente de literatura brasileira em 1945 e doutor em ciências em 1954. Em 1974 passa a professor titular de teoria literária e literatura comparada da USP, cargo em que se aposenta em 1978. De 1964 a 1966 é professor associado da Universidade de Paris e, em 1968, professor visitante da Universidade de Yale. Nos anos 40 funda a revista literária Clima, em que exerce o cargo de redator chefe. Entre 1956 e 1960 escreve no Suplemento Literário do jornal O Estado de São Paulo, que foi organizado por ele.
De suas obras de crítica literária, a mais importante é “Formação da Literatura Brasileira” (Momentos Decisivos), de 1959. Como ensaio sociológico, é considerado clássico seu estudo sobre o caipira paulista e sua transformação, “Os Parceiros do Rio Bonito” (1964).
Antonio Candido morreu em 12 de maio de 2017, em São Paulo, em decorrência de uma hérnia de hiato inoperável.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Chá Verde

Oriundo da planta Camellia sinensis, a mesma que origina os chás preto e branco, o chá verde tem suas folhas colocadas sob vapor e depois, secas, por isso contém propriedades diferentes. Desta forma previne-se oxidação dos ingredientes e preservam-se os nutrientes. Entre os derivados da erva, esse é o chá mais popular no Brasil e foi alvo de mais estudos do que seus "irmãos". Estima-se que a bebida corresponde entre 80 e 90% da produção de chá chinês, terra natal dessa planta, que hoje é cultivada em todo o mundo.
Há uma lenda na mitologia chinesa para o chá verde. No ano de 2737 a.C, o imperador Shen Nung costumava tomar água fervida para ter longevidade e uma vida mais saudável. Em uma tarde, enquanto ele fervia sua água de sempre, algumas folhas voaram e caíram em seu pote. Ele experimentou e adorou o sabor, batizando esse chá de "bebida dos céus". Para o paladar de hoje, porém, o gosto do chá é considerado amargo.
Não existe uma tabela nutricional oficial do chá verde, pois a variação de nutrientes na folha depende muito da forma como essa erva foi plantada, adubada e tratada. Até a região em que a Camellia sinensis é plantada interfere em sua composição nutricional. Por isso que ao comparar tabelas nutricionais de diferentes marcas de chá verde, você pode encontrar diferenças, já que elas correspondem a todos esses fatores.
Porém, sabe-se que ele é rico em flavonoides chamados catequinas, fitoquímicos responsáveis pela maior parte de suas propriedades para a saúde. O chá também é rico em cafeína, a quantidade pode variar de 10 a 86 mg por folha. A quantidade máxima de chá verde indicada é de 4 xícaras ao dia, ou 600 ml. Mais do que isso é passível de efeitos colaterais. 

Benefícios do chá verde
Atua na composição de gorduras do corpoAlguns estudos preliminares apontam que umas das catequinas mais presentes no chá verde estimulam diversas enzimas que controlam o metabolismo das gorduras, inclusive incentivando a quebra delas. Isso faz com que elas sejam mais bem usadas pelo nosso organismo, não ficando apenas paradas no tecido adiposo. Além de promover o emagrecimento, as pessoas que tomam o chá verde obtém uma melhor composição adiposa no organismo, o que reduz as chances de diversas doenças aparecem, como diabetes e hipertensão. Porém, são necessários mais estudos que comprovem mesmo essa ação.
Traz saciedade Outras pesquisas indicam que as catequinas interagem com os receptores da leptina, hormônio relacionado à sensação de saciedade do nosso organismo. Ou seja, o consumo do chá nas quantidades recomendadas evita que você coma mais do que o necessário para seu organismo.
Acelera o metabolismo
O chá verde também é conhecido por seu efeito termogênico. Mas ele pode ir além. O chá inibe a ação de uma enzima agindo junto com a cafeína, aumentando sua ação de termogênese e a oxidação das gorduras.
É um potente antioxidante
As catequinas do chá verde tem o poder de combater os radicais livres em nosso organismo. Por isso mesmo a bebida atua na prevenção e/ou tratamento de doenças crônicas como câncer, doenças cardiovasculares e diabetes, além de ajudarem no antienvelhecimento da pele. 
Melhora o humor
Existe um aminoácido no Chá Verde que é exclusivo dessa planta e deve consistir em cerca de 2% do seu peso. Quando ele é liberado em nosso corpo, vai para o cérebro e lá aumenta a produção de dopamina e serotonina, neurotransmissores que estão ligados à sensação de bem-estar. 
Otimiza a digestãoMas a ação do chá verde é diferente dos outros chás digestivos, que trabalham aumentando os sucos gástricos! O chá verde estimula a flora intestinal.
Protege nossa cognição 
Ainda não é 100% certo, mas alguns estudos têm demonstrado que o consumo de chá verde pode afastar doenças relacionadas ao declínio da mente, como Alzheimer. Porém, mais estudos precisam ser feitos antes de darem o veredito final sobre esse benefício.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Cuidados no inverno

Tomar sorvete no frio dá gripe? Casaco protege? 

O inverno chega e traz com ele o aumento das doenças respiratórias. Isso acontece porque com a queda das temperaturas as pessoas tendem a se aglomerar em ambientes fechados, o famoso calor humano, facilitando a transmissão de microorganismos.
Então, aquela história de não poder tomar sorvete no frio para evitar gripe não faz sentido. Não é o picolé que causa a doença, ela é transmitida de uma pessoa para outra por meio de bactérias e vírus.
Aquele conselho de mãe para não esquecer o casaco também não tem muito a ver com resfriados. O moletom não impede a doença, mas é bom para o corpo não ter que aumentar a produção de energia que deixa a gente sempre na mesma temperatura, evitando a queda de imunidade que facilita o contágio de doenças.
Agora ar condicionado, pode desligar. Ele deixa o ar seco e resseca nossa mucosa, responsável por defender o organismo contra a entrada de bactérias nos pulmões. Com ela ressecada ficamos mais vulneráveis.

E por último: pegou gripe e vai tomar um chá para sarar? Não há comprovação científica de que bebidas quentes ajudem. Mas ai beber chá, você inala o vapor e ele reduz o desconforto da congestão nasal.