sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Independência do Brasil


D. Pedro de Alcântara de Bragança, nomeado Príncipe Regente do Brasil em 1821, quando d. João teve que retornar a Portugal por conta de uma revolução local, proclamou a independência do Brasil em 7 de Setembro de 1822.
Consta que, em 7 de setembro, quando retornava de São Paulo, -onde conhecera a Marquesa de Santos-, para o Rio de Janeiro, Pedro recebeu uma carta de José Bonifácio e de Leopoldina a qual informava que as Cortes tinham anulado todos os atos do gabinete de Bonifácio - ministro do Reino e dos Negócios Estrangeiros, e removido o restante de poder que ele ainda tinha . A carta exigia seu pronto retorno a Portugal, e rebaixava o Brasil novamente à condição de Colônia. Voltou-se para seus companheiros, e à sua Guarda de Honra, e falou:
‘Amigos, as Cortes Portuguesas querem escravizar-nos e perseguir-nos. A partir de hoje as nossas relações estão quebradas. Nenhum vínculo nos une mais.’ e continuou, depois que arrancou a braçadeira azul e branca que simbolizava Portugal: ‘Tirem suas braçadeiras, soldados. Viva independência, a liberdade, e a separação do Brasil.’
Ele desembainhou sua espada afirmando: ‘Pelo o meu sangue, minha honra, meu Deus, eu juro dar ao Brasil a liberdade’, e gritou: ‘Independência ou morte’.
Este evento é lembrado como ‘Grito do Ipiranga’. imortalizado pelo pintor paraibano Pedro Américo, no quadro ‘Independência ou Morte’, de 1888.
No dia 12 de outubro desse mesmo ano, o príncipe foi proclamado imperador com nome de Pedro I, e o país passou a ser chamado de Império do Brasil. O que aconteceu depois, todos já conhecem.
Entendo que pelo bem de todos e felicidade geral das nações a história enfeita muito certas passagens. Sempre me perguntei como teria sido, de fato, a reação e as palavras de D. Pedro I ao se indignar com a atitude da corte de Portugal em relação ao Brasil, quando estava a caminho do Rio de Janeiro vindo de São Paulo, às margens do córrego do Ipiranga. Com certeza não foi ‘Vai Corinthians!!!’. Mas, há controvérsias.
(JA, Set17)
Fonte: Texto de Juarez Alvarenga

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