sexta-feira, 25 de maio de 2018

Edith Piaf


Edith Piaf (1915-1963) foi uma cantora francesa, considerada uma das maiores personalidades do cenário musical da França, por sua grande contribuição à música francesa.
Edith Piaf, nome artístico de Edith Giovanna Gassion, nasceu no distrito de Belleville, em Paris, França, no dia 19 de dezembro de 1915. Filha de um acrobata e de uma cantora de cabarés teve uma infância difícil e solitária. Foi criada pela avó materna, mas depois de maus-tratos, foi entregue à avó paterna, que dirigia um bordel na Normandia.
Com sete anos, teve uma inflamação na córnea que lhe tirou temporariamente a visão. Depois de recuperada, em 1922, passou a acompanhar o pai em suas apresentações em circos itinerantes. Com 15 anos já mostrava dons musicais e passou a se apresentar cantando nas ruas de Paris. Com 16 anos, morando em um quarto de hotel, se apaixonou pelo entregador e com 18 anos teve uma filha, que faleceu vítima de meningite com dois anos de idade.
Em 1935, cantando nas ruas de Pigalle, foi descoberta por Louis Leplée, que a levou para cantar no cabaré de sua propriedade, o Le Gerny’s. Com ele, aprendeu as técnicas de apresentação no palco, recebeu orientação no uso do figurino preto e foi apelidada de “La Môme Piaf” (pequeno pardal). Sua noite de estreia contou com a presença de várias celebridades, entre elas, o ator Maurice Chevalier, e a compositora Marguerite Monnot, que se tornou amiga e autora de várias músicas de Piaf.
Em 1936, Edith Piaf gravou seu primeiro disco “Les Mamês de la Cloche”, que foi bem aceito pela crítica e pelo público. No entanto, sua carreira foi abalada após ser acusada de cúmplice no assassinato de Leplée, mas acabou sendo inocentada. Para reerguer sua carreira, foi em busca de ajuda do compositor Raymond Asso, que se tornou seu mentor, mudou seu nome artístico para “Edith Piaf” e aprimorou seu estilo de cantar, para se tornar uma cantora do Music Hall.
Entre 1936 e 1937, Edith Piaf se apresentou no Bobino, um Music Hall do bairro de Montparnasse. Em 1937 fez sua estreia no Music Hall ABC, conquistando em pouco tempo o seu lugar de vedete no cenário musical francês. Suas músicas foram encomendadas a Marguerite e expressava claramente sua trágica história de vida passada nas ruas de Paris, entre elas, como “Mon Légionnaire”, “Milord” e “Les Amants d’um Jour”. Em 1940, estreou no teatro com a peça “La Bel Indifférent” escrita especialmente para ela. Em 1941 contracenou com seu companheiro Paul Maurisse, no filme “Montmartre-sur-Seine”.
Mesmo durante a ocupação da França pelos alemães, na Segunda Guerra Mundial, Piaf continuou cantando. Em 1945, escreveu “Le Vie em Rose”, um dos seus maiores clássicos. Em 1947, fez seu primeiro show nos Estados Unidos. Em 1948, de volta ao país, conheceu o pugilista Marcel Cerdan, com quem teve um grande romance, mas que terminou com a morte de Marcel em um acidente de avião em 1949. Em sua memória, Piaf gravou a célebre “Hymne à l’amour” e “Mon Dieu”.
Abalada emocionalmente pela morte do companheiro e com fortes dores provocadas pelo reumatismo, Piaf passou a fazer uso da morfina e se entregou ao álcool. Em 1951, sofreu um sério acidente de carro, sendo submetida a várias cirurgias e novas injeções de morfina. Mesmo fragilizada, realizou apresentações memoráveis no Olympia de Paris e no Carnegie Hall de Nova Iorque. Após um rápido romance com Charles Aznavour e um casamento de quatro anos com Jacques Pills, ela se envolveu com o cantor Georges Moustaki. Em 1958, ao lado dele, Piaf sofreu outro grave acidente de carro, que lhe causou um traumatismo craniano e fragilizou de vez sua saúde. Em algumas tentativas de retorno aos palcos, foi hospitalizada diversas vezes.
Depois de tanta tragédia em sua vida, em 1960, Piaf interpretou “Non, Je Ne Regrette Rien”, que se tornou um de seus maiores sucessos. No ano seguinte, recebeu o “Prix du Disque de L’Académie Charles-Cros”, por sua contribuição à música francesa. Sem condições de retomar a carreira, Piaf se retirou para o sul da França, onde viveu seus últimos dias ao lado de seu marido Theo Sarapo e de sua enfermeira.
Edith Piaf faleceu em Plascassier, no sul da França, no dia 10 de outubro de 1963.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Madre Teresa de Calcutá

Agnes Gonxha Bojaxhiu é o nome verdadeiro de Madre Teresa que nasceu no dia 27 de agosto de 1910 em Escópia, capital da Macedônia. Seus pais eram albaneses.
Em 1928, aos 18 anos, Madre Teresa entrou para a ordem religiosa Irmãs de Nossa Senhora de Loreto, na Irlanda. Seu nome é uma homenagem à Santa Teresa de Lisieux, popularmente conhecida no Brasil como Santa Teresinha do Menino Jesus.
O nome Teresa foi adotado em 1931, quando a madre foi para a Índia, dando início à sua vida de missão humanitária.
Na Índia, Madre Teresa foi professora e onze anos após sua chegada, deixa o convento para fundar a congregação religiosa das Missionárias da Caridade. As primeiras a se juntarem à ela nesse trabalho foram suas antigas alunas.
A religiosa explica que tinha recebido o que ela denominou de um "chamado dentro do chamado". Ou seja: já tinha sido chamada à vida religiosa e agora, deveria redirecionar sua vocação para ajudar aos mais pobres.
Assim, foi morar nas favelas indianas e a partir da década de 50 trabalha na construção de locais de acolhimento, hospitais e escolas. Dedicou sua vida aos pobres, crianças e doentes.
Em virtude do trabalho humanitário desenvolvido, recebeu condecorações e títulos. Em 17 de outubro de 1979, foi congratulada com o Prêmio Nobel da Paz pela luta contra a pobreza.
Madre Teresa era amiga da Princesa Diana (1961-1997), que também ficou conhecida especialmente pelo seu trabalho humanitário.
Também o papa João Paulo II (1920-2005) visitou um dos seus abrigos e ficou cuidando dos doentes durante um dia. Em esta ocasião, Madre Teresa afirmou que aquele havia sido o "dia mais feliz de sua vida".
Atualmente, as Missionárias da Caridade estão presentes em mais de 133 países e somam 4500 membros em todo mundo.
Madre Teresa morreu em 5 de setembro de 1997, vítima de ataque cardíaco, em Calcutá. Tinha 87 anos e foi sepultada na Índia.
Sua beatificação aconteceu em decorrência do reconhecimento do seu primeiro milagre. Em 2002, Por intercessão de Madrid Teresa, a indiana Monica Besra teria sido curada de um tumor abdominal.
O segundo milagre, que promoveu a sua canonização, aconteceu no Brasil. Segundo a igreja acredita, em 2008, novamente devido ao auxílio de Madre Teresa, o brasileiro Marcílio Haddad Andrino, teria sido curado de tumores no cérebro.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Santa Teresinha de Lisieux

Santa Teresinha do Menino Jesus - Lisieux
A França abriga diversos destinos importantes de turismo religioso. Um deles é Lisieux, cidade na região da Normandia onde viveu e morreu Santa Teresinha do Menino Jesus, a santa francesa mais conhecida e venerada no Brasil.
Visitantes do mundo inteiro vão a Lisieux para conhecer os lugares onde a  jovem santa passou sua curta vida, como a catedral gótica, o Carmelo, a casa da sua infância e a Basílica da cidade.
Construída em sua homenagem, a Basílica abriga uma capela dedicada ao Brasil,  testemunho da fé do povo brasileiro em Santa Teresinha e também de seu apoio na construção do prédio.
Basílica – A Basílica de Lisieux é uma das maiores igrejas do século XX. A sua construção começou em 1929 e a sua consagração se deu em 1954, quase trinta anos mais tarde.
Os seus muros e os da cripta estão cobertos de mosaicos que invocam a mensagem de Santa Teresinha, baseada no amor infinito de Deus.
Sob a sua cúpula encontram-se as relíquias da Santa. Em frente à Basílica, no subsolo, encontra-se o Centro de Acolhimento Pastoral Internacional (CAPI) com um extenso espaço de livraria, exposições e salas de conferências.

Imagem externa da imponente Basílica de Lisieux
Carmelo – O mosteiro carmelita foi fundado em 1838. Foi lá que em 1888, aos quinze anos de idade, a futura Santa Teresinha do Menino Jesus, entrou para a vida religiosa, determinada a seguir uma vida de oração.
Em 1923 a capela do Carmelo foi ampliada para abrigar os restos mortais da religiosa, transferidos do cemitério. Nela, Santa Teresinha está representada em seu leito de morte, revestida com o hábito carmelita. No alto, a estátua da Virgem do Sorriso, tão querida por Teresa. Numa sala no exterior estão expostas diversos objetos da Santa.
Teresa Martin nasceu na cidade francesa de Alençon no ano de 1873. Aos quinze anos de idade, entrou para o Carmelo de Lisieux, onde faleceu de tuberculose em 30 de Setembro de 1897.
Graças aos seus escritos, publicados depois da sua morte e traduzidos em mais de 60 línguas, ela foi rapidamente conhecida e venerada no mundo inteiro.
Em “História de uma alma”, Teresa expõe o seu “pequeno caminho” de santidade que deve ser vivido não através de grandes sacrifícios, mas por pequenos atos de amor na vida quotidiana.
Em 1925, Teresa foi canonizada e dois anos mais tarde, proclamada Padroeira das Missões. A partir de 1944, ela é venerada como Padroeira Secundária da França. O Papa João Paulo II proclamou-a Doutora da Igreja em 1997.


segunda-feira, 14 de maio de 2018

Anita Garibaldi


Apesar de ter morrido cedo, Anita, assim chamada por Giuseppe Garibaldi, adentrou para a história como heroína por sua bravura e por ter morrido pela união da Itália. Ela teve muita fibra para um período no qual a mulher deveria ser obediente e acanhada.
Ana Maria de Jesus Ribeiro, nome legítimo de Anita Garibaldi, nasceu em 30 de agosto de 1821, em Santa Catarina, filha de Bento da Silva e Maria Antônia de Jesus Antunes. Apesar de seus pais serem pobres, foi uma menina muita bem educada. Aos 14 anos, por insistência de sua mãe, casou-se com o sapateiro Manuel Duarte de Aguiar, com quem não chegou a ter filhos.
Neste período, o sul do Brasil participou de um dos movimentos mais expressivos de nossa história, a Guerra dos Farrapos. Descontentes com o sistema político imperial vigente, os gaúchos, comandados por Bento Gonçalves, se insurgiram, pois ansiavam por proclamar a República Catarinense – a conhecida República Juliana. Com a conivência dos moradores de Laguna, para lá se dirigiram com seus navios. A intervenção foi comandada por Garibaldi, revolucionário italiano que aportou na baía de Laguna em 22 de julho de 1839.
Aos 18 anos, Anita abandonou seu marido e fugiu com Giuseppe Garibaldi em um navio de nome Rio Pardo, para uma diligência até Cananéia.
Com o fim da República Juliana, Anita e Garibaldi rumam para o sul. Ao chegar em Santa Vitória, ela luta ao lado de Giuseppe, em 1839, na cidade de Lages e participa da Batalha dos Curitibanos, na qual é feita prisioneira; posteriormente Anita consegue fugir. Mesmo grávida de quatro meses, anda sem destino por oito dias em direção ao sul até reencontrar seu marido. Em 16 de setembro de 1840, nasce seu primogênito Domenico Menotti.
No dia 26 de março de 1842, com 21 anos, Anita e Garibaldi contraem núpcias na Igreja de São Bernardino, em Montevidéu. Nos anos que se seguem, para sustentar a família, Garibaldi passa a ensinar Matemática, História e Caligrafia. Anita ajuda no orçamento costurando para fora e aproveita a vida pacata para aprender a ler e a escrever. Teve mais três filhos: Rosita, Teresita e Riccioti. Uma fatalidade traz tristeza à família - Rosita, com dois anos e meio, morre de difteria.
Neste mesmo período a independência do Uruguai se vê ameaçada e o então presidente Fructuoso Rivera chama Garibaldi para comandar o conjunto de todos os corpos militares de seu Exército. Garibaldi é então designado General, quando fundou a legião italiana e conseguiu muitos sucessos nas várias lutas que se sucederam.
Após a morte de Rosita, Anita decidiu entrar para a Legião com o objetivo de trabalhar como enfermeira. Em 1847 é obrigada a fugir com seus filhos passando pela Itália, Gênova e Nice, sempre recebida como heroína.
Em junho de 1849, Giuseppe Garibaldi encontrava-se na liderança pela defesa da República de Roma versus os franceses. A França vence e Roma se entrega, Garibaldi não admite a derrota e vai para Veneza. Anita, mesmo grávida de seis meses, veste-se de homem e acompanha seu marido em sua última empreitada. Devido às cavalgadas noturnas, uma alimentação inadequada e noites ao ar livre, Anita adoece e vem a falecer juntamente com a criança que esperava, a 04 de agosto de 1849.
Até hoje o verdadeiro motivo de sua morte é contraditório, alguns acham que ela morreu de malária, outros acreditam em febre terciária simples, febre perniciosa ou talvez leucemia. Sua morte precoce fez Giuseppe Garibaldi sofrer muito, assim como seus compatrícios italianos, liberais, uruguaios, farrapos, brasileiros e republicanos.
Pelo que se percebe, Anita foi e continua sendo muito amada por todos. Ela dá nome a dois municípios de Santa Catarina – Anita Garibaldi e Anitápolis –, a uma praça em Curitiba e a uma rua no Rio de Janeiro.
fonte: infoescola

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Rita Hayworth

Rita Hayworth (1918-1987), atriz norte-americana, brilhou no cinema com o filme "Gilda". Dançou nos musicais da Columbia ao lado de Fred Astaire.
Rita Rayworth (1918-1987) nasceu no Brooklyn, Nova Iorque, Estados Unidos. Filha de dançarinos ciganos espanhóis, estudou dança e aos 10 anos já estréia nos palcos, em espetáculos musicais. Inicia sua carreira no cinema em 1935, com o nome de Rita Cansino, no filme "O Inferno de Dante". Em 1937, casa-se com Edward Judsom, seu empresário, bem mais velho que ela. Passa a usar o nome Rita Hayworth, sobrenome de sua mãe. Em 1939, brilha com o filme "O Paraíso Infernal", sucesso de bilheteria, contracenando com Cary Grant e Jean Arthur.
Rita Rayworth dançando
no filme "Gilda"
Rita Rayworth brilhou nos musicais da Columbia. Em 1941, "Ao Compasso do Amor" e em 1942, em "Como Nunca", ambos com Fred Astaire. Em 1942 , Rita separa-se de Edward e em 1943, casa-se com Orson Welles. Em 1945, interpreta "Gilda", o filme que marcou sua carreira, onde contracenou com Glenn Ford e se destacou por sua beleza e por seus dotes para a dança. Em 1947, sob a direção de Orson Welles interpreta "A Dama de Shangai". Em 1948, já estava separada. Foram ao todo cinco casamentos que terminaram em divorcio.
Entre os inúmeros filmes destacam-se "Os Amores de Carmem", em 1948, "Salomé", em 1953 e "Lábios de Fogo", em 1957.
Ainda nesse ano grava o seu último sucesso onde contracenou com Frank Sinatra e Kim Novak, no filme "Meus Dois Carinhos". Em 1960, começou a sofrer do mal de Alzheimer, que só foi diagnosticado em 1980. Margarita Carmen Cansino morreu em Nova Iorque, em consequência do Mal de Alzheimer, no dia 14 de maio de 1987.