sexta-feira, 1 de junho de 2018

Assis Chateaubriand


Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo foi o dono de um império jornalístico no Brasil. Nascido em Umbuzeiro, na Paraíba, em 1892, ele pode ser definido como jornalista, advogado, empresário e político, mas é lembrado, principalmente, por ter sido dono dos Diários Associados, conglomerado que reuniu dezenas de jornais, revistas e estações de rádio. Uma de suas criações foi a revista semanal O Cruzeiro, uma pré-VEJA, que teve grande influência política. 
Chateaubriand cursou direito em Recife e estreou no jornalismo aos 15 anos, escrevendo para jornais. Em 1917, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como advogado, mas também colaborava para o Correio da Manhã. Ficou conhecido entre empresários, intelectuais e políticos e comprou O Jornal em 1924. Quatro anos depois, fundou a revista O Cruzeiro
No final da década de 20 com auxílio do poder da imprensa, apoiou o movimento que levou Getúlio Vargas à presidência do país em 1930 e desenvolveu com ele uma relação de apoio e oposição no decorrer dos anos
Empreendedor, Chatô não se contentava apenas com dezenas de jornais, revistas e estações de rádio. Idealiza e promove a Campanha Nacional de Aviação em 1941, através da construção de aeroclubes e aeroportos no interior do país. Em 1947, funda o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateubriand (MASP) junto com o arquiteto e marchand italiano Pietro Maria Bardi. Em 1950, abre em São Paulo a primeira emissora de televisão brasileira e da América Latina, a Rede Tupi
Sempre envolvido com política, Chateaubriand se elegeu senador pela Paraíba em 1952 e, depois, pelo Maranhão em 1955. Mas renunciou ao segundo mandato para se tornar embaixador do Brasil na Inglaterra. Nesse meio-tempo, em 1954, ocupou a cadeira nº 37 do ex-presidente Getúlio Vargas na Academia Brasileira de Letras.
No começo da década de 60, uma trombose causou paralisia quase total no seu corpo e as decorrências acabaram sendo fatais nos anos seguintes, até que, em 1968, Chateaubriand morreu. Amante das artes, ele foi velado ao lado de duas pinturas: um cardeal de Velázquez e um nu de Renoir.

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