segunda-feira, 18 de junho de 2018

Dercy Gonçalves



Dercy Gonçalves, foi atriz, humorista e cantora brasileira, oriunda do teatro de revista, notória por suas participações na produção cinematográfica brasileira das décadas de 1950 e 1960. Devido à sua personalidade extrovertida e alegre, conquistou muitos amigos e admiradores durante toda a sua longa vida de mais de um século de existência.
Celebrada por suas entrevistas irreverentes, bom humor e emprego constante de palavras de baixo calão, foi uma grande expoente do teatro de improviso no Brasil.
Originária de família pobre nasceu na cidade de Santa Maria Madalena, no interior do estado do Rio de Janeiro, em 1905, mas foi registrada erroneamente, em 1907.
Era filha de um alfaiate e de uma lavadeira.
Sua mãe, chamada Margarida, abandonou o lar ao descobrir a infidelidade do marido.
Dercy foi bilheteira de cinema, além de apresentar-se teatralmente para hóspedes de hotel em sua cidade natal. Teve que aturar o pai bêbado em casa e sofreu muito com o abandono da mãe, de quem nunca mais teve notícias.
Aos dezessete anos, fugiu de casa e se juntou a uma companhia de teatro. Era uma típica moça do interior, ingênua e alegre, que mesmo fugida de casa ainda brincava de bonecas de pano.
Estreou em 1929, em Leopoldina, integrando o elenco da Companhia Maria Castro.
Fazendo teatro itinerante, fez dupla com Eugênio Pascoal em 1930, com quem se apresentou por cidades do interior de alguns estados, sob o nome de "Os Pascoalinos".
Em 1934, teve um romance passageiro com o exportador de café mineiro Ademar Martins, moraram juntos um tempo, do qual nasceu sua única filha, Dercimar (mistura de Dercy com Ademar).
Especializando-se na comédia e no improviso, participou do auge do Teatro de revista brasileiro, nos anos 1930 e 1940, estrelando algumas delas, como "Rei Momo na Guerra", em 1943, de autoria de Freire Júnior e Assis Valente, na companhia do empresário Walter Pinto.
Na década de 1960 iniciou sua carreira-solo.
Suas apresentações, em diversos teatros brasileiros, conquistavam um público cheio de moralismos.
Nesses espetáculos, gradativamente introduziu um monólogo, no qual relatava fatos autobiográficos.
Paralelamente a estas apresentações, atuou em diversos filmes do gênero chanchada e comédias nacionais.
Na televisão, chegou a ser a atriz mais bem paga da TV Excelsior em 1963, onde também conheceu o executivo José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni.
Depois passou para a TV Rio e já na TV Globo, convenceu Boni a trabalhar na emissora, junto de Walter Clark.
De 1966 a 1969 apresentou na TV Globo um programa de auditório de muito sucesso, "Dercy de Verdade" (1966-1969), que acabou saindo do ar com o início da Censura no país.
No final dos anos 1980, quando a censura permitiu maior liberalismo na programação, Dercy passou a integrar corpos de jurados em programas populares, como em alguns apresentados por Sílvio Santos, e até aparições em telenovelas da Rede Globo.
No SBT voltou a experimentar um programa próprio que, entretanto, teve curtíssima duração.
Sua carreira foi pautada no individualismo, tendo sofrido, já idosa, um desfalque nas economias por parte de um empresário inescrupuloso — o que a fez retomar a carreira, já octogenária.
Dercy Gonçalves morreu com 101 anos, em 19 de julho de 2008, no Hospital São Lucas, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro.

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