sexta-feira, 13 de julho de 2018

A cidade de São Paulo



Para passar de São Vicente ao planalto, onde seria construída a cidade de São Paulo, era muito difícil, pois, além da difícil topografia, tinha o problema dos índios, que atacavam os portugueses.
Foi, então, que a ação de um português chamado João Ramalho, possivelmente um antigo náufrago, que morava na tribo de Tibiriçá e era casado com sua filha Bartira, facilitou as coisas, conseguindo convencer os índios das boas intenções de seus compatriotas.
Assim foi possível aos luso-brasileiros atingir o planalto e fundar Santo André da Borda do Campo.
Logo nos primeiros dias de 1554, um grupo de religiosos, entre os quais Anchieta, sobe a serra do mar rumo ao planalto, onde iria se instalar. E, seria, nessa dura viagem a pé, que o irmão Anchieta iria manter o seu primeiro contato com a floresta tropical. A trilha aberta pelos tupis era tortuosa, e Anchieta espantou-se com as densas matas.
A 25 de janeiro de 1554, justamente no dia da conversão do apóstolo São Paulo, celebraram então numa pequena casinha, a primeira missa da cidade.
Essa casinha, o barracão inicial, servia ao mesmo tempo de dormitório, enfermaria, escola, refeitório, cozinha e até de capela.
A esse barracão montado junto à aldeia de Tibiriçá, foram chamados de início,130 índios para o catecismo e 36 para o batismo. Eram todos os dias instruídos na doutrina católica, repetindo orações em português e na sua própria língua.
O Colégio São Paulo, com os padres transformados em construtores e carpinteiros, ia crescendo, atraindo índios do sertão, assim como os colonos portugueses.
Durante todos esses anos, Anchieta e os colonos aprenderam a língua tupi, que colonos e padres usariam para o resto da vida, facilitando assim a aprendizagem da luso brasilidade.
Mais tarde, Anchieta, criou a própria gramática tupi, que viria a ser usada em todas as missões dos jesuítas no Brasil.
O crescimento do Colégio São Paulo passou a exigir cada vez mais contatos com o litoral, por onde vinham mercadorias, víveres e notícias de Portugal.
A partir do século XVII, têm início as bandeiras (ou entradas) cujo objetivo era a captura de índios, a expansão territorial e, principalmente, a descoberta de ouro e pedras preciosas. No final deste século, os bandeirantes do estado de São Paulo encontram ouro nos arredores de São João Del Rei.
A independência do Brasil é proclamada por D. Pedro I, em solo paulistano, no dia 7 de setembro de 1822.
Em 1817, tem início o ciclo do café. A mão-de-obra utilizada na cafeicultura era a escrava. A fim de escoar os grãos de café do interior do estado para Santos, é criada, em 1867, a São Paulo Railway (a primeira ferrovia paulista).
Com a abolição da escravatura, em 1888, e o enriquecimento da região, começam a chegar os imigrantes (italianos, espanhóis, árabes, japoneses, etc.).
A partir de 1900 (e até 1970) uma empresa canadense chamada Light passa a administrar a geração de energia elétrica, fato que alavancou um grande desenvolvimento industrial e econômico.
No início do século XX, a oligarquia cafeeira viveu seu apogeu, que foi interrompido pela Revolução de 1930 (liderada pelo Rio Grande do Sul).
Em 1950, chega a indústria automobilística a São Paulo (ABC Paulista), como fruto do trabalho do presidente Juscelino Kubitschek. Graças à falta de mão de obra, migrantes do nordeste brasileiro (Bahia, Pernambuco, Paraíba, etc.) vêm em grande número para a cidade de São Paulo e passam a viver na periferia aumentando o tamanho da região metropolitana.
A partir da década de 60, São Paulo torna-se o principal pólo econômico e a maior cidade da América do Sul.


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