segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Farol de Alexandria



O Farol de Alexandria é uma das sete maravilhas do mundo antigo. Foi construído para servir de referencial para os navegantes.
Nessa ilha, que fica diante da cidade de Alexandria, no Egito, ergueu-se o mais famoso farol da Antigüidade. Por isso a ilha foi chamada Faros (farol, em grego).
Para servir de entrada no porto e informar os navegantes da proximidade de terras, Ptolomeu mandou construir o Farol de Alexandria. Este tinha lugar na Ilha de Faros e, por causa do nome da ilha, todas as construções até hoje, com o mesmo objetivo, são chamadas de farol. O encarregado da construção, em 280 a.C., foi o arquiteto grego Sóstrato de Cnido.
Após finalizada a obra, a grandeza do farol chamou a atenção de todos. O Farol de Alexandria tinha cerca de 150 metros de altura, estabelecia-se sobre uma base quadrada, a qual era superada por uma torre octogonal de mármore. Acima dessa torre ficava o elemento fundamental para o farol, uma chama que ficava acesa constantemente. Havia ainda no topo do farol uma estátua de Poseidon, figura da mitologia grega responsável pelos mares.
O farol foi construído utilizando-se pedra de granito clara, com revestimento de mármore e calcário. Sua beleza clara era notável. Uma liga reforçada com chumbo derretido e uma forma arcaica de cimento, baseada na mistura de resina com calcário, uniam os blocos de pedra da construção. Na parte referente à chama, o ambiente era tomado por espelhos, e acredita-se que também chumbo, servindo para refletir a luz. O brilho da chama podia ser visto a 50 Km de distância.
A bela e gigantesca construção foi durante muito tempo a estrutura mais alta feita pelos homens. Entretanto, no século XIV, em 1375, um forte terremoto atingiu a ilha de Faros e destruiu o Farol de Alexandria. Mais tarde, em 1480, as pedras que restaram da construção original foram utilizadas na construção de um forte, edifício que permanece até hoje no lugar do Farol de Alexandria.
Em 1968 o farol foi redescoberto. A UNESCO patrocinou uma expedição para enviar uma equipe de arqueólogos marinhos, liderada por Honor Frost, para o local. Ela confirmou a existência das ruínas que representam parte do farol.
Em 1994, foram encontrados restos arqueológicos que compreendiam blocos de pedra e estátuas do farol por uma equipe de arqueólogos mergulhadores.




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