sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Higienópolis



A história de Higienópolis, um dos bairros mais antigos da cidade, começa no século XVI, quando a sesmaria do Pacaembu, nome dado a grandes lotes de terra que o rei de Portugal cedia a quem estivesse disposto a cultivá-las, foi doada aos jesuítas por Martim Afonso de Souza.
A grande faixa de terra era delimitada pelo caminho dos Pinheiros (atual rua da Consolação), Emboaçaba (atual avenida Dr. Arnaldo) e pelo córrego Água Branca.  Na época, a região foi dividida em três áreas: Pacaembu de Cima, do Meio e de Baixo.
Durante muito tempo essa divisão permaneceu, sendo que o Pacaembu de Cima corresponde, atualmente, a região de Higienópolis. Anos mais tarde os lotes foram sendo comprados e divididos em chácaras, muitas delas se tornaram propriedade das elites paulistanas.
No ano de 1890, dois comerciantes, Martin Buchard e Victor Nothmann, compraram parte da região do Barão de Ramalho e deram início ao loteamento das terras.  Entre os primeiros moradores da região estavam comerciantes estrangeiros, profissionais liberais e fazendeiros.
E, esses fazendeiros, eram os responsáveis por importar da Europa, principalmente da França, móveis, planta de casas, material de construção e, principalmente o estilo arquitetônico da época.
Vale o destaque que outro fator importantíssimo que ajudou no desenvolvimento do bairro: essa foi a primeira região da cidade a priorizar o saneamento e a higiene doméstica, ao contar com encanamento de esgoto e fornecimento de água.
Graças a isso, a região receberia o nome de Higienópolis (cidade ou lugar de higiene) devido às suas características, ressaltadas pela publicidade.
Algumas famílias ilustres ocuparam palacetes esplêndidos em vastas áreas com jardins e pomares, alguns deles, tombados pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico Cultural e Ambiental de São Paulo. O prédio da Secretaria de Segurança na Avenida Higienópolis, construído em 1931, pelo fazendeiro Magalhães, é um belo exemplo da imponência daquele tempo.
Outro exemplo que persiste até hoje é o Clube São Paulo, localizado entre as Ruas Martinico Prado e D. Veridiana, hoje bastante descaracterizado. Ele ocupa a antiga residência da família Prado, construída em 1884.
Conhecida como chácara Vila Maria, a mansão de D. Veridiana Valeria da Silva Prado, filha do barão de Iguape, foi um dos locais preferidos dos intelectuais e da elite paulistana para seus encontros e discussões. A Semana de 22 foi certamente uma delas.
Na década de 40 e 50 alguns projetos de moradia residencial em prédios de apartamento foram o que se denomina hoje, modernistas.
Entre esses exemplos, estão: o Edifício Prudência e Capitalização, de Rino Levi; e dois edifícios de apartamentos na Avenida Angélica, ambos construídos e projetados pelo escritório de J. Artaxo Jurado: o Bretagne e o Parque das Hortências.
No final de 1999 foi inaugurado no bairro o Shopping Pátio Higienópolis, empreendimento polêmico que gerou grande repercussão e foi inicialmente mal recebido pelos moradores.
Temiam-se impactos negativos no trânsito da região, já bastante conturbado, como também no uso comercial das lojas. Na época, não foram permitidas lojas de departamentos, por serem consideradas populares.
Outra importante instituição que ajuda na composição do bairro é o Mackenzie que foi construído em 1874, no terreno de parte da antiga chácara de Dona Maria Antônia da Silva Ramos, e que foi um empreendimento idealizado pelo Reverendo Chamberlain.
Além disso, há estações de metrô próximas ao bairro (Estação Marechal Deodoro, República, Santa Cecília e Higienópolis).
Uma curiosidade, Higienópolis é atualmente o bairro com maior concentração de população judaica no Brasil, 25% da comunidade judaica do Estado de São Paulo vive por lá, o local também é sede da maior concentração de sinagogas do país.

FONTES:


segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Buraco de Minhoca



A ideia da viagem no tempo sempre foi bastante explorada nos filmes e seriados de ficção. Através de naves, portais, cabines ou mesmo de carros, os personagens podiam voltar ou avançar no tempo de uma forma surpreendente. No entanto, em nossa vida real a viagem no tempo é algo muito teorizado pelos cientistas, mas sem nenhum resultado comprovado.
Em teoria, uma das formas de se viajar no tempo seria pelos chamados “buracos de minhoca”. Foi Albert Einstein quem teorizou pela primeira vez a existência desses buracos com a formulação de sua teoria geral da relatividade.
Um buraco de minhoca é uma passagem teórica através do espaço-tempo que poderia criar atalhos para longas viagens em todo o universo. Os buracos de minhoca são previstos pela teoria da relatividade geral, mas é preciso ter cuidado – buracos de minhoca trazem consigo os perigos do colapso repentino, de alta radiação e contato perigoso com a matéria exótica.
Esses caminhos, buracos de minhoca, conectam dois pontos diferentes no espaço-tempo, criando teoricamente um atalho que poderia reduzir o tempo de viagem e a distância.
Buracos de minhoca contêm duas bocas, com uma garganta que conecta os dois. As bocas provavelmente seriam esferoidais, a garganta um trecho reto, mas também podem girar ao redor tomando um caminho mais longo do que uma rota mais convencional poderia exigir.
A teoria da relatividade geral de Einstein prediz matematicamente a existência de buracos de minhoca, mas nenhuma foi descoberta até o momento.
Certas soluções da relatividade geral permitem a existência de buracos de minhoca onde, a boca de cada um, é um buraco negro. No entanto, um buraco negro que ocorre naturalmente, formado pelo colapso de uma estrela moribunda, não cria por si só um buraco de minhoca.
Um buraco de minhoca pode não só ligar duas regiões separadas dentro do universo, ele também poderia conectar dois universos diferentes. Da mesma forma, alguns cientistas têm conjeturado que se uma boca de um buraco de minhoca é movido de uma maneira específica, poderia permitir a viagem no tempo, no entanto, o cosmólogo britânico Stephen Hawking argumentou que tal uso não é possível.
“Um buraco de minhoca não é realmente um meio de voltar no tempo, é um atalho, de modo que algo que estava longe poderia estar muito mais próximo”, escreveu Eric Christian, da NASA.
Embora a adição de matéria exótica a um buraco de minhoca possa estabilizá-lo, ao ponto que os passageiros humanos poderiam viajar com segurança através dele, ainda há a possibilidade de que a adição de matéria “regular” seria suficiente para desestabilizar o portal.
A tecnologia de hoje é insuficiente para ampliar ou estabilizar buracos de minhoca, mesmo que eles possam ser encontrados. No entanto, os cientistas continuam a explorar o conceito como um método de viagens espaciais, com a esperança de que a tecnologia acabará por ser capaz de utilizá-los.



segunda-feira, 10 de setembro de 2018

ROSH HASHANAH - A Celebração do Ano Novo Judaico



Esta é uma das mais importantes festas do mundo judaico.
Rosh Hashaná (literalmente “cabeça do ano”) é o nome dado ao ano-novo no judaísmo. Dentro da tradição rabínica, o Rosh Hashaná ocorre no primeiro dia do mês de Tishrei. Tishrei é o primeiro mês do ano no calendário judaico rabínico e sétimo mês no calendário bíblico. A Torá refere-se a este dia como Yom ha-Zikkaron (o dia da lembrança) ou Yom Teruah (o Dia da Aclamação, Levítico 23:24).
Este é o início de um período de introspecção e meditação de dez dias (Yamim Noraim). Este período culminará no Yom Kipur, um período no qual se crê o Criador julga os homens.
A comemoração é efetuada durante os dois primeiros dias de Tishrei. A celebração começa ao anoitecer na vespéra com o toque do shofar. É costume se comer certos alimentos representativos durante o Rosh Hashaná como maçãs com mel e bolo de mel para temos um ano doce.
Durante a tarde do primeiro dia se realiza o tashlich, um costume de recitar-se certas preces e jogar pedras ou pedaços de pão na água como um símbolo da eliminação dos pecados.
Segundo a tradição judaica, neste dia Deus teria completado sua obra criando o Homem e a Mulher. Neste mesmo dia, todos os exércitos dos céus teria coroado a Adonai como o seu REI. A coroação seria o motivo pelo qual devem ser utilizados o toque de trombetas e as vestimentas nobres.
Segundo o calendário hebraico este ano entraremos em 5779.

Símbolos e Costumes de Rosh Hashaná

Mergulhar no mel uma fatia de chalá redonda e uma de maçã; saborear tâmaras, doce de abóbora ou cenouras adocicadas são atos que fazem parte do ritual que precede a refeição festiva, nas duas noites de Rosh Hashaná.
Em Rosh Hashaná se deseja as pessoas Shaná Tová, que significa “Um bom ano” ou Shaná Tová Umetuka, que significa “Um ano bom e doce”.