sexta-feira, 1 de março de 2019

Símbolos do Carnaval



Os símbolos do carnaval são imagens que simbolizam as principais características do carnaval. São muito utilizados em decorações carnavalescas, campanhas de marketing e outros eventos relacionados à divulgação desta importante festa popular brasileira.

Rei Momo
Na mitologia grega, Momo, que significa "reclamação", era uma das filhas da deusa Nix, a deusa da noite. Já na Espanha Rei Momo começou a participar do Carnaval na forma de um boneco que era queimado durante a festa, como forma de suavizar o simbolismo da morte de Jesus Cristo. No Brasil, o Rei Momo surgiu em 1933, quando Edgard Pilar Drumond, também conhecido como Plamenta, cronista carnavalesco, em companhia do jornalista Vasco Lima e outros representantes do Jornal "A Noite", criaram um boneco de papelão a que deram o nome de Rei Momo I e Único, esculpido pelo artista Hipólito Colombo. Em 1934, o jornal resolveu personificar o boneco, e foi decidido que o candidato deveria ser alegre, bonachão, falante e com cara de glutão. Foi então que surgiu o Rei Momo como é hoje.

Máscaras
O uso das máscaras, no Carnaval, tem origem na cidade de Veneza, na Itália, no Século XVII. Os nobres usavam máscaras enfeitadas para manter o anonimato e aproveitar o Carnaval no meio do povo. Esta tradição chegou ao Brasil trazida pelos portugueses. Hoje em dia, as máscaras são mais utilizadas em festas de Carnaval, em salões.

Samba
Derivado de ritmos africanos, o samba era a música mais popular no Brasil quando os blocos e cordões dominavam as ruas no Carnaval. Esses blocos passaram a cantar sambas ao lado das tradicionais marchinhas, dando origem às escolas de samba e seus sambas-enredos, na década de 20.

Confetes e serpentinas
Os confetes apareceram pela primeira vez no Carnaval da Itália, na forma de confeitos de açúcar. Em 1851, em Nice, na França, surgiram os buquês de flores e os grãos, como feijão e grão-de-bico, cobertos ou não de açúcar e gesso.
Apesar da delicadeza inicial, a brincadeira foi decaindo e, em meados de 1860, os foliões passaram a jogar laranjas, farinha, cinzas e outras coisas que aparecessem pela frente. Os confetes de açúcar foram utilizados também no Brasil nos primeiros bailes de máscaras, mas, com o tempo, foram substituídos por papel picado.
Em 1892, em Paris, surgiram os confetes de papel em formato redondo, como temos hoje. Em 1893, também em Paris, surgiu a serpentina, para fazer companhia ao confete.
Conta a lenda que as serpentinas surgiram dos rolos de fita azulada dos telégrafos da época. No final das transmissões, as tiras de papel enroladas não serviam para mais nada e acabavam sendo usadas como serpentinas pelas telegrafistas, que as lançavam umas sobre as outras.

Pierrô, Arlequim e Colombina
São personagens do estilo de teatro "Commedia dellArte", que surgiram na Itália no século XVI. O trio era um grupo de serviçais que normalmente trabalhavam para Pantaleão, conhecido mercador de Veneza. Pierrô - que, em italiano, se chamava Pedrolino, até que foi batizado de Pierrot pelos franceses - amava Colombina, que amava Arlequim. A história desses personagens se passa durante o Carnaval e, segundo conta a história, mesmo longe de seu amado, Colombina espera reencontrar Arlequim nos Carnavais. Do teatro de rua foram incorporados ao Carnaval de Veneza. No Brasil, Pierrô, Arlequim e Colombina apareceram no começo do século 20, em fantasias usadas nos bailes de Carnaval.

Fantasias
O uso de fantasias no Carnaval começou em Veneza, no século XV, quando ricos se fantasiavam e usavam máscaras, para se divertir junto ao povo, sem serem reconhecidos. No Brasil, o uso de fantasias data do início do século XX,quando elas ainda eram roupas simples, apenas adaptadas, tingidas e enfeitadas, bem diferente das fantasias usadas hoje em dia, pelos integrantes das escolas de samba.

Sombrinhas de Frevo
No final do século XIX, em Pernambuco, as bandas populares contavam com capoeiristas para se defender de bandas rivais. Como não era permitido o uso de armas, esses capoeiristas carregavam guarda-chuvas velhos. Com o tempo, esses guarda-chuvas foram ganhando enfeites coloridos, até chegar na sombrinha do frevo, conhecida atualmente.

Bonecos gigantes
Inspirado por histórias religiosas europeias, o artesão Gumercindo Pires de Carvalho, de Belém do São Francisco (PE), criou o boneco Zé Pereira em 1919 para atrair foliões para a festa de rua. Dez anos mais tarde, ele criou Vitalina, uma companheira para Zé Pereira. Em 1931, foliões de Olinda (PE) criaram o boneco O Homem da Meia-Noite, dando origem à tradição na cidade.

Pandeiro
O instrumento de percussão baseado em uma pele esticada em um aro é usado pela humanidade desde a Idade da Pedra. Em diversas regiões do mundo, ele ganhou características particulares. Chegou ao Brasil como instrumento de acompanhamento do coro, no final do século XIX. A partir daí, foi adotado pelos samba e pelo Carnaval.

Desfile de rua
Os desfiles derivam dos cordões e blocos de rua que se organizaram na forma de escolas de samba, no Rio de Janeiro, no começo do século XX.

Lança-perfume
No começo do século XIX, foliões atiravam pequenas bolas de cera uns nos outros. Essas bolas, chamadas limões de cheiro, eram recheadas com água perfumada. Alguns mais travessos trocavam o perfume por urina. No começo do século XX, os limões de cheiro foram substituídos por um desodorante em spray fabricado na Argentina. O "lança-perfume" era composto por solventes químicos à base de cloreto de etila e foi rapidamente incorporado aos festejos carnavalescos de todo o país. Porém, esses componentes químicos causavam efeitos no sistema nervoso e foram proibidos no Brasil. Atualmente, uma versão caseira chamada de "loló" é produzida ilegalmente para fins entorpecentes. Nas matinês de Carnaval, as crianças usavam tubos de plástico ou borracha com água, chamados seringas ou xiringas, simulando o formato do lança-perfume.

Marchinha
Marchinha de Carnaval é um gênero de música popular que esteve no Carnaval dos brasileiros dos anos 20 aos anos 60 do século XX. A primeira marcha foi a composição de 1899 de Chiquinha Gonzaga, intitulada Ó Abre Alas, feita para o cordão Carnavalesco Rosa de Ouro. Descende diretamente das marchas populares portuguesas.

Fonte:  uol


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