sexta-feira, 12 de abril de 2019

Simone de Beauvoir


Simone de Beauvoir foi uma escritora francesa, filosofa existencialista, memorialista e feminista, considerada uma das maiores representantes do existencialismo na França. Manteve um longo e polêmico relacionamento amoroso com o filósofo Paul Sartre.

Simone Lucie Ernestine de Marie Bertrand de Beauvoir nasceu em Paris, França, no dia 9 de janeiro de 1908. Filha de um advogado e leitor compulsivo, desde a adolescência já pensava em ser escritora. Entre 1913 e 1925, estudou no Institute Adeline Désir, uma escola católica para meninas. Em 1925, Simone de Beauvoir ingressou no curso de matemática do Instituto Católico de Paris e no curso de literatura e línguas no Institute Saint-Marie.

Em seguida, Simone de Beauvoir estudou Filosofia na Universidade de Sorbonne, onde entrou em contato com outros jovens intelectuais como René Maheu e Jean-Paul Sartre, com quem manteve um longo e polêmico relacionamento. Em 1929 concluiu o curso de Filosofia.

Em 1931, com 23 anos, Simone de Beauvoir foi nomeada professora de Filosofia na Universidade de Marseille, onde permaneceu até 1932. Em seguida foi transferida para Ruen. Em 1936, retornou à Paris como professora de Filosofia do Lycée Molière.

Em 1943, Simone de Beauvoir publicou seu primeiro romance, “A Convidada”, onde abordou os dilemas existenciais de liberdade de uma mulher de trinta anos, que se vê com ciúme, raiva e frustrações com a chegada de uma jovem estudante que se hospeda em sua casa ameaçando desestruturar a vida de um casal. Entre 1943 e 1944, período da ocupação nazista, trabalhou na Rádio Vichy, como porta voz da propaganda Nacional Socialista.

Em 1949, Simone de Beauvoir publicou “O Segundo Sexo”, sua obra mais importante, que alcançou repercussão internacional e marcou toda uma geração interessada, como a autora, na abolição das questões ligadas à opressão feminina em busca da independência da mulher diante da sociedade.

Em “Os Mandarins” (1954), um romance-ensaio típico do movimento existencialista, Simone de Beauvoir descreve o ambiente na França entre 1944-1948 – as consequências da guerra, da ocupação alemã e da Resistência, a simultaneidade da corrução moral e da agitação intelectual. Um notável documento histórico que mereceu o “Goncourt” - Prêmio Literário Francês de 1954.

Em sua extensa obra estão romances, peças de teatro, ensaios filosóficos e autobiográficos como “Memórias de Uma Moça Bem Comportada” (1958) onde descreve a formação católica que lhe marcou os primeiros anos, “A Força da Idade” (1960), “A Força das Coisas” (1963), “Uma Morte Muito Suave” (1964), em que narra a morte de sua mãe com uma doença cruel.

Ligada aos movimentos sociais, Simone de Beauvoir realizou viagens para diversos países, entre eles, China (1955), Cuba e Brasil (1960) e União Soviética.  Em 1971, assumiu a direção do periódico “Os Tempos Modernos”, que fundou junto com Sartre, em 1945, uma revista política, literária e filosófica de extrema esquerda. Discípula fiel de Sartre vinculou suas ideias de forma accessível, contribuindo para uma maior divulgação do existencialismo – corrente filosófica que prega a liberdade individual do ser humano.

Na obra “Cerimônia do Adeus” (1981), Simone conta tudo sobre Sartre. O livro é um hipnótico relato da decadência de um homem superior, Jean-Paul Sartre. Com estilo de romance, o testemunho de Simone investe pelo declínio da mente poderosa e pela deterioração do corpo de seu companheiro. Após a morte de Sartre, Simone se entregou ao álcool e às anfetaminas.

Simone de Beauvoir faleceu em Paris, França, no dia 14 de abril de 1986.

Fonte: ebiografia.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário